ATIVOS REAIS,
NIÓBIO, PLASMA,
FUSÃO NUCLEAR,
ENERGIA E...
RORAIMA.
POR QUE SERÁ MUITO
DIFÍCIL MANTÊ-LA SOB
O GOVERNO DO BRASIL.
Por Rebecca Santoro
16 de maio de 2008
Em
agosto de 2005, um
ex-conselheiro do
presidente
norte-americano
Ronald Reagan disse,
em entrevista ao
jornal
The Australian
que, se por um
motivo qualquer,
houvesse uma
repentina venda
maciça de dólares, a
Grande Depressão de
1939 pareceria um
piquenique. Para se
ter uma idéia, o
volume de dólares
fora dos EUA é cerca
de quatro vezes o
PIB daquele país. Em
tal situação, os
dirigentes da
oligarquia mundial,
entre eles Warren
Buffett e George
Soros, dois dos
maiores donos de
ativos financeiros
do mundo, vêm
transformando sua
riqueza financeira
em riqueza real,
adquirindo ativos
reais, como terras,
bens de produção
(indústrias e
máquinas) e minerais
preciosos.
Dominar todo o
processo produtivo,
desde a extração ou
a fabricação de
matéria-prima ao
produto final,
depois sua
comercialização, no
atacado e novarejo,
pelo menos de todos
os bens mais
importantes para a
vida moderna é o
sonho dourado das
grandes oligarquias
transnacionais.
Depois virá o caos
para o indivíduo
comum, em todo o
planeta,
especialmente para
os considerados (por
estas oligarquias)
como sub-raça – na
qual se encaixam os
latino-americanos.
Mas, por enquanto,
seguem enganando a
tudo e a todos por
trás de causas
humanitárias,
ambientais,
indígenas, de
minorias de todos os
tipos, etc. Enquanto
todo mundo embarca
na canoa da
financeirização da
economia, como a
forma mais vantajosa
de ganhar dinheiro e
de preservar o valor
de seu capital
financeiro, os que
sabem dos planos
futuros para o
mundo, espertamente,
compram terras, bens
de produção e
avançam sobre o
domínio da
exploração,
extração,
manipulação e
comercialização do
universo das
matérias primas,
incluindo os
minerais.
Roraima
não está sob disputa
à toa, dentro deste
quadro. Sob o solo
daquele Estado,
especialmente o que
fica sob as reservas
indígenas, estão,
também, as maiores
reservas de minerais
preciosos e
estratégicos do
mundo – todos de
qualidade
excepcionalmente
boa. Há ouro,
diamante, entre
outros e nióbio,
cujo Brasil é
detentor de 98% das
reservas mundiais.
Certamente o leitor
já ouviu falar por
aí sobre a
importância deste
mineral para a
indústria
aeronáutica e
aeroespacial, bem
como para a
construção de dutos
pelos quais podem
ser transportados
água, petróleo e
suas variantes entre
grandes distâncias.
Igualmente já deve
ter ouvido falar que
o Brasil, possuindo
praticamente todas
as reservas deste
mineral no mundo,
não poderia, como
constam em tabelas
oficiais, ser o
exportador de apenas
40% do nióbio que
circula no planeta e
nem ganhar tão pouco
com a
comercialização de
um produto que, só
pelo fato de ser
praticamente
exclusivo e tão
necessário, teria de
ter seu preço
estabelecido por
quem produz (mais ou
menos o que acontece
com os produtores de
petróleo).
Ora, nada disso que
está exposto acima
representa nenhuma
novidade. A questão
dos mistérios que
envolvem o nióbio
brasileiro, sua
produção e sua
comercialização é
antiga e muito já
foi falado sobre o
assunto, embora não
em rede nacional, em
horário nobre, nos
grandes telejornais
brasileiros.
Mas, agora, há um
fato novo para quem
não costuma se
inteirar sobre
assuntos
científico-tecnológicos
– talvez o grande
responsável pela
questão da pressão
sobre a demarcação
das reservas
indígenas,
especialmente as que
se encontram sobre
depósitos de nióbio
e em terras próximas
às fronteiras do
Brasil com outros
países.
Você
sabe o que é plasma?
Sabe que a energia
conseguida através
da manipulação
adequada dos átomos
neste reconhecido
quarto estado da
matéria (além dos já
bastante conhecidos:
sólido, liquido e
gasoso) pode vir a
substituir com
sucesso tudo o que
se usa para obter
energia a partir da
manipulação núcleos
atômicos?
O quarto estado da
matéria – o plasma -
já é conhecido desde
os meados dos anos
40 e constitui, na
verdade, 95% do
nosso universo
visível. O plasma
existe, por exemplo,
em relâmpagos e
raios, que ionizam o
ar, transformando-o
em plasma. Também
pode ser visto em um
dos maiores e mais
famosos espetáculos
naturais da terra, a
chamada aurora
boreal, que ocorre
normalmente próximo
aos pólos da terra.
O sol é uma grande
bola de plasma.
Manipulado pelos
homens, podemos
observar o plasma,
por exemplo, numa
lâmpada fluorescente
em funcionamento,
nos letreiros de
neon das ruas e
mesmo nos já famosos
televisores de
parede.
Como se sabe, toda
matéria do universo
é feita de átomos,
que, por sua vez,
são compostos de
pequenas partículas
possuidoras de
cargas que estão
sempre em movimento:
os prótons (com
carga positiva), os
nêutrons e os
elétrons (com carga
negativa), que têm
maior liberdade de
locomoção, por
ficarem em volta do
átomo. O estado
físico em que cada
substancia se
encontra é devido à
velocidade desse
movimento e pode ser
afetado por energia,
por calor e por
pressão. Nas
substancias sólidas,
os átomos estão
muito juntos,
portanto suas
partículas (e eles
próprios) têm pouca
liberdade de
movimento; nos
líquidos, os átomos
e suas partículas
têm mais liberdade
de movimento; nos
gasosos, os átomos
estão totalmente
livres para se mover
com grande espaço
entre si. Quando
atinge o estado de
plasma, a matéria se
modifica
radicalmente: os
átomos deixam de ser
átomos por um breve
momento, quando o
núcleo de prótons e
nêutrons se desgruda
de seus elétrons,
que passam a se
mover muito rápido e
independentemente.
Durante esses
violentos movimentos
muitas partículas
colidem liberando
grande energia e
fazendo com que uma
substancia adquira
inúmeras
propriedades
incomuns, como
magnetismo,
condutividade
elétrica, grande
calor, entre outras.
As formas mais
comuns de fazer um
gás se transformar
em plasma (esse
processo se chama
"ionizar"), é
aquecendo-o a
temperaturas
extremamente altas -
o que acelera o
movimento dos
elétrons
desprendendo-os -,
ou passando, através
dele, uma corrente
elétrica tão forte
que a alta voltagem
faça com que seus
elétrons sejam
forçados a se soltar
do núcleo. Quanto
menos elétrons haja
no sistema, mais
fácil e menos
energia será
necessária para
fazer com que o gás
atinja o estado de
plasma. O plasma
depende, então, do
gás com o qual você
quer fazê-lo, da
pressão/temperatura
atual e da
quantidade de
energia (calor ou
voltagem) que você
precisa para separar
os elétrons dos
núcleos. Para
diferentes
aplicações,
exigem-se também
plasmas de
diferentes
densidades,
temperaturas e íons:
para plasmas densos,
quentes e de íons
leves, temos a fusão
termonuclear
controlada (FTC) dos
isótopos leves do
hidrogênio e do
hélio. Para plasmas
densos, mornos e de
íons pesados,
propulsão e tochas a
plasma. Para plasmas
pouco densos, frios
e de íons pesados,
há a implantação
iônica, processos de
esterilização e
lâmpadas
fluorescentes.
Agora
que você já tem uma
idéia do que seja o
plasma e de como se
dá sua manipulação
para a obtenção de
energia, vamos falar
sobre a busca de
alternativas para a
utilização do
petróleo como fonte
de energia. A
energia nuclear já
teve um futuro
promissor, na década
de 50, quando se
dizia que era uma
energia tão barata
que nem valeria a
pena cobrar por ela.
Acontece que a
realidade se
encarregou de
destruir essa
esperança, depois
dos acidentes de
Tree Miles Island,
em 1979, e de
Chernobyl, em 1986.
Mas, agora, com a
progressiva crise do
petróleo, os
reatores atômicos
voltaram ao jogo
energético global. A
mais nova geração de
reatores, chamados
de fast-breeder,
acaba com um outro
dilema que envolvia
o uso de energia
nuclear – onde
armazenar o lixo
atômico. Isto porque
os fast-breeder
consomem quase todo
o combustível
composto de urânio e
plutônio usados na
produção de energia
e ainda podem
aproveitar os
rejeitos deixados
por outras usinas.
Mas, há um porém. A
nova geração de
reatores usada para
beneficiar o urânio
e o plutônio usa uma
tecnologia que, na
prática, também pode
ser aplicada para
fazer plutônio usado
em bombas atômicas.
A
única tecnologia
capaz de dissipar
todas as dúvidas
sobre os reatores
atômicos é a fusão
nuclear. A idéia é
produzir energia a
partir de átomos de
hidrogênio, obtendo,
como resultado da
reação, o inofensivo
gás hélio. Seria o
fim dos dejetos
radioativos e do
temor de material
desviado para fazer
bombas.
Por isso, no ano
passado, um
consórcio
internacional
formado por Coréia
do Sul, Japão,
Estados Unidos,
União Européia,
Rússia e
China decidiu
construir um
protótipo de 6
bilhões de euros
(cerca de R$ 18
bilhões). A máquina
- O ITER
(International
Thermonuclear
Experimental
Reactor) -,
plantada na cidade
francesa de
Cadarache, deverá
entrar em operação
em 2015. O reator é
uma grande câmara de
aço em forma de
pneu, com um volume
equivalente a meia
piscina olímpica.
Dentro dele, campos
magnéticos serão
utilizados para
tentar fazer o gás
hidrogênio chegar a
uma temperatura
superior a 100
milhões de graus
Celsius - isto
é seis vezes mais
quente que o núcleo
do Sol.
Ora, que recipiente
suportaria tamanha
temperatura sem
simplesmente se
dissolver? Para
resolver esse
problema, criou-se
uma espécie de campo
magnético (um imã
gigante feito de
nióbio – resistente
a altas
temperaturas) que
faz com que todo o
processo de
liberação de energia
com as fusões ocorra
à distância
controlada das
paredes dos
recipientes.
Se a técnica da
fusão nuclear for
dominada, a era do
petróleo finalmente
terá chegado ao fim
no planeta.
Estamos quase
chegando em
Roraima... Vamos
continuar.
Na época em que foi
formado o consórcio
para fabricar este
reator, cogitou-se,
em
manchetes
jornalísticas
pelo mundo, a
entrada do Brasil no
grupo, por uma
questão muito
simples: é que o
país tropical do
carnaval mais famoso
e do futebol mais
belo do mundo,
também é o mais rico
do planeta, se não
praticamente o
fornecedor
exclusivo, de um
mineralzinho
chamado NIÓBIO, do
qual o país detém
entre 95 e 98% das
reservas mundiais e
que é fundamental na
construção do
primeiro
aparelhozinho
gerador de energia
em grande escala que
pode mudar a
história da matriz
energética utilizada
pela humanidade. Só
isso. Não tem
nióbio, não tem
aparelhozinho.
Divulgava-se
até hoje que
estariam no
Centro-Oeste dois
terços das reservas
de nióbio do Brasil.
Agora, sabe-se que,
em Roraima, bem
dentro da reserva
indígena Raposa da
Serra do Sol, se
definitivamente
demarcada em terras
contínuas, além de
outras importantes
riquezas minerais,
está a maior reserva
de nióbio do
planeta. Ora,
desapropriar do
estado brasileiro
uma terra que fica
bem no meio do país
é bem mais
complicado do que
numa terra que fica
na sua fronteira
norte (lembrar da já
demarcada reserva
Yanomami, que, junto
à Raposa do
Sol, praticamente,
fechará toda a
fronteira norte
daquele estado, em
forma de reserva
indígena e
ambiental), grande
parte da qual
limitada com a
Venezuela – país
governado por um
projeto de ditador
que patrocina e se
alia a tudo quanto é
terrorista do mundo,
desde as FARC até a
Al Qaeda, inclusive
municando estes
grupos com armas e
urânio, fazendo,
parece, de tudo para
ser invadido
militarmente (e
leia-se aqui, por
homens da Black
Water
– uma das empresas
privadas de formação
de combatentes
militares que teve
enorme expansão
depois que o
Secretário de Defesa
do EUA, Donald
Rumsfeld, resolveu
tirar do Pentágono
(isto é, do estado
norte-americano) a
hegemonia sobre as
decisões e
mobilizações de
guerra - são
americanos contra
americanos: lá
também há vendilhões
da pátria).
E tem gente que acha
que Chavez, seria o
chamado mal que vem
para bem, por que
estaria impedindo,
ou pelo menos
retardando, os
norte-americanos de
penetrarem com seus
planos
intervencionistas e
imperialistas na
América-Latina...
Não está não. Está é
dando motivo - um
atrás do outro,
aliás...
Entenderam
por que caciques
indígenas
patrocinados por
ONGs estrangeiras a
as próprias ONGs –
agentes das
oligarquias
internacionalistas –
estão sendo pagos a
peso de ouro para
exigir a demarcação
de reservas
indígenas e
ambientais por todo
o país, e agora
especialmente da
reserva Raposa da
Serra do Sol em
terras contínuas?
Os índios,
manipulados e de
olho comprido na
"grana preta", acham
que vão poder vender
energia do Complexo
de Contigo para o
próprio Brasil e
ainda explorar as
riquezas minerais (e
biológicas) da
região para vender
aos brasileiros e
aos estrangeiros –
tudo simples e
roubado, assim, na
mais petista
cara-de-pau e em
detrimento de toda a
nação brasileira,
que, ou mal ou bem,
tem gasto muito
dinheiro com a
região, desde que o
país se tornou
independente de
Portugal.
Que
direito à reserva
indígena para
preservação de
cultura é esse que
obriga um país a
ceder terras para
índios que vão viver
na mais descarada
"homem-branquice"?
Se ainda fosse para
viver de
empreendimento
turístico, como o
fazem alguns índios
norte-americanos, vá
lá, desde que em
terras que não
fossem ricas em
minérios, de
preferência, e nem
tão absurdamente
imensas. Essa teoria
do direito à terra a
quem nela primeiro
habitava e que não
teve forças para
expulsar os
"inimigos"
invasores, se
aplicada ao pé da
letra, e no mundo
todo, fará com que
tenhamos, todos, que
devolver tudo aos
primeiros filhos dos
homo-sapiens.
Será o reino do
coletivismo,
idealizado pelos
globalistas
internacionalistas,
cuja inspiração vem
do mais velho e
conhecido comunismo.
As oligarquias
transnacionais
investiram bilhões e
bilhões de dólares
para colocar as
reservas indígenas
bem em cima de
nossas riquezas
naturais e outros
mais não sei quantos
bilhões para impedir
que explorássemos
essa terra do
Brasil, o que nos
levaria,
inevitavelmente,
para os patamares do
primeiro mundo,
quiçá para a
liderança mundial
pacífica, com a qual
milhares de
oligarcas-comunistas-ambiciosos-ganaciosos-exploradores
sairiam perdendo. E
perdendo muito.
É quase impossível
lutar contra essa
gente. Há que se
pensar em uma saída
inteligente. E isso
tem que ser pensado,
em conjunto, por
todos os amantes da
liberdade individual
e da paz, desde
norte-americanos até
chineses e
brasileiros, de
todas as raças e de
todas as cores. É
uma luta do
Indivíduo contra a
escravidão
coletivista.
Se tudo continuar
como está, e mais
uma grande reserva
indígena acabar
sendo
definitivamente
demarcada em área
contínua, em parte
da fronteira norte
do Brasil, tudo
indica que, em
breve,
principalmente
depois do país ter
assinado a
Declaração dos
Direitos dos Povos
Indígenas, teremos
homens da Black
Water fazendo a
segurança militar da
mais nova nação do
mundo, que
rapidamente será
reconhecida pela ONU
como legítima - no
mínimo, alegando
basear sua decisão
em centenas de
manifestos enviados
à mesma, em nome de
ONGs, clamando por
defesa dos povos
indígenas daquela
região. E eu não vou
nem falar da questão
do abastecimento
energético da
região, originado na
Venezuela de Hugo
Chavez – que pode
cortar o
fornecimento, caso o
companheiro Lula
veja sua vontade de
demarcar a reserva
em terras contínuas
ser contrariada.
Rebecca Santoro
E-mail:
rebeccasantoro@gmail.com
Imortais Guerreiros
-
http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/index.htm
A VOZ DOS
GUERREIROS -
http://imortaisguerreirosnossavoz.blogspot.com/
(Cópia em:
http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/reproduoavozdosguerrei.htm)
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e
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seu recado)
MEMÓRIA MÍDIA SEM
MÁSCARA
--
Rebecca Santoro