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[left.htm]
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Memorial 1964
O
clamor das manifestações públicas e sociais do início de 1964 desaguou no Movimento
Democrático de 31 de março, marco imorredouro da evolução política nacional, quando
as forças democráticas, lideradas pelas Forças Armadas e em defesa da nossa Soberania,
impediram que o comunismo internacional tomasse o poder.Eterna homenagem aos que lutaram
em prol da Democracia e da Liberdade.
Relação cronológica dos mortos pelas mãos de terroristas entre os anos de 1964 a 1974
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Nr |
Data |
Nomes |
Fatos |
| 1 |
12/11/64 |
Paulo
Macena
Vigia - RJ |
Explosão de bomba - deixada por uma organização comunista nunca identificada,
em protesto contra a aprovação da Lei Suplicy, que extinguiu a UNE e a UBES -
no Cine Bruni Flamengo, com seis feridos graves e 1 morto, o vigia PAULO
MACENA.
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2 |
27/03/65
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Carlos Argemiro Camargo
Sargento do Exército – Paraná
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Emboscada de um grupo de militantes da Força Armada
de Libertação Nacional (FALN), chefiado pelo ex-Cel EB Jeffersom Cardim de
Alencar Osorio, com o assassinato a tiros do 3º Sgt Inf EB CARLOS ARGEMIRO DE
CAMARGO da 2ª Cia Inf de Francisco Beltrão/PR, que deixou viúva grávida de
sete meses |
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3 |
25/07/66 |
Edson Régis de Carvalho
Jornalista - PE)
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Explosão de bomba no Aeroporto
Internacional de Guararapes, com 15 feridos e 2 mortos, o jornalista EDSON
REGIS DE CARVALHO e o almirante NELSON GOMES FERNANDES. |
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4 |
25/07/66 |
Nelson Gomes Fernandes
Almirante - PE
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Morto no mesmo atentado. Além das duas vítimas fatais ficaram
feridas 17 pessoas, entre elas o então coronel do Exército Sylvio Ferreira da
Silva que, além de fraturas expostas, teve amputados quatro dedos da mão
esquerda e Sebastião Tomaz de Aquino, o Paraíba, guarda civil que teve a
perna direita amputada.
"Um dos executores do atentado, revelado pelas pesquisas e entrevistas
de Gorender, é Raimundo Gonçalves de Figueiredo, codinome CHICO, que viria a
ser morto pela Polícia Civil, em abril de 1971, já como integrante da
VAR-PALMARES". (Nos Porões da Ditadura - de Raymundo Negrão Torres). |
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5 |
28/09/66 |
Raimundo de Carvalho
Andrade
Cabo PM – GO)
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Em meados de 1966, eram numerosas as agitações estudantis
em várias cidades do Brasil, com numerosos incêndios suspeitos em São Paulo e
conflitos no Rio de Janeiro e na Bahia. Apesar da proibição, foi realizado,
em Belo Horizonte, o 28º Congresso da UNE, entidade que estabeleceu a data de
22 de setembro para ser o “Dia Nacional de Luta Contra a Ditadura”.
Tarzan de Castro (Luis, Osvaldo, Rogério, Sérgio), além de
líder estudantil em Goiânia, era um militante que, em junho de 1966, havia
liderado uma dissidência do Partido Comunista do Brasil (PC do B), que iria
formar uma das mais violentas organizações terroristas daquela época, a Ala
Vermelha. Preso na Fortaleza de Santa Cruz, em Niterói, chegaram as falsas
notícias de que ele havia morrido na prisão e de que seu corpo chegaria no
aeroporto de Goiânia à meia noite de 28/09/66, uma quarta feira.
Em protesto, estudantes, dirigidos por agitadores
comunistas, resolveram invadir e ocupar o Colégio Estadual Campinas. A
diretora solicitou policiamento. A POLÍCIA MILITAR , então, reuniu os PMs que
não faziam parte do policiamento de rua, tais como cozinheiros burocratas,
carpinteiros, etc... Por volta das 20:00 horas, quando a “tropa”, armada com
fuzis modelo 1908, com tiros de festim, chegou ao colégio – que estava
invadido – foi recebida por tiros vindos do seu interior, ocasião em que foi
atingido, mortalmente, o cabo Raimundo de Carvalho Andrade que era o alfaiate
da corporação.
A “vítima” viva, Tarzan de Castro, até recentemente
destacado empresário do ramo de armazém de estocagens de grãos, com um dos
maiores armazéns de Goiás, reivindica atualmente, como “vítima” da Revolução
de 31 de março, as seguintes indenizações:
Do governo de Pernambuco, pelo o seu envolvimento no
inquérito do chamado Movimento Julião;
Do Governo do Distrito Federal, por haver respondido a
inquéritos promovidos pelo Comando Militar do Planalto;
Do Governo de Minas Gerais, por ser a sede da Região
Judiciária Militar, para onde seguiram seus processos;Do Governo do Estado de
Goiás, através da lei estadual nº 14067/010, ao lado de inúmeras outras
pessoas catalogadas como “vítimas” da Revolução de 1964, generosa
indenização.
A vítima morta, cabo Raimundo de Carvalho Andrade, que era o alfaiate da Polícia Militar de Goiás,
homem simples - não especialista em
assuntos de segurança e designado pelos seus superiores para completar uma
equipe, visando a coibir os tumultos gerados pelo episódio inverídico ligado
a Tarzan de Castro - está esquecida. Não se tem notícia de que seus humildes
familiares tenham recebido qualquer indenização ou apoio especial dos
governos estadual ou federal (colaboração do co-irmão, Grupo Anhangüera).
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6 |
24/11/67 |
José
Gonçalves Conceição (Zé Dico)
Fazendeiro - SP
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Morto por Edmur Péricles de Camargo,
integrante da Ala Marighela, durante a invasão da fazenda Bandeirante, em
Presidente Epitácio. Zé Dico foi trancado num quarto, torturado e,
finalmente, morto com vários tiros. O filho do fazendeiro que tentara socorrer
o pai foi baleado por Edmur com dois tiros nas costas.
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7
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15/12/67
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Osíris Motta
Marcondes
Bancário – SP)
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Morto quando tentava impedir um assalto
terrorista ao Banco Mercantil, do qual era o gerente.
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8
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10/01/68
-
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Agostinho
Ferreira Lima
-
(Marinha Mercante - Rio
Negro / AM)
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No dia 06/12/67, a lancha da
Marinha Mercante "Antônio Alberto" foi atacada por um grupo de nove
terroristas, liderados por Ricardo Alberto Aguado
Gomes "Dr. Ramon", o qual, posteriormente, ingressou na Ação
Libertadora Nacional (ALN). Neste ataque Agostinho Ferreira Lima foi
ferido gravemente, vindo a falecer no dia 10/01/68.
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9 |
31/05/68 |
Ailton de Oliveira
Guarda
Penitenciário - RJ
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O Movimento Armado
Revolucionário (MAR), montou uma ação para libertar nove de seus membros que
cumpriam pena na Penitenciária Lemos de Brito (RJ) e que uma vez libertados
deveriam seguir para região de Conceição de Jacareí, onde o MAR pretendia
estabelecer o “embrião do foco guerrilheiro”.
No dia 26/05/68 o estagiário Júlio
César entregou à funcionária da penitenciária Natersa Passos, dentro de um
pacote, três revólveres calibre 38 que seriam usados pelos
Às 17:30 horas os
subversivos, ao iniciarem a fuga foram surpreendidos pelos guardas
penitenciários Ailton de Oliveira e Jorge Félix Barbosa. Os guardas foram
feridos pelos presos em fuga, sendo que Ailton de Oliveira veio a falecer
cinco dias depois, em 31/05/68.
Ainda ficou gravemente
ferido o funcionário da Light, João Dias Pereira que se encontrava na calçada
da penitenciária.
O autor dos disparos que
atingiram o guarda Ailton foi o terrorista Avelino Brioni Capitani
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10 |
26/06/68 |
Mário Kozel Filho
Soldado do Exército - SP
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Em 1968 o jovem Mário Kozel Filho é convocado para servir à Pátria e
defendê-la contra possíveis agressões internas ou externas.
Na mesma época o capitão Carlos Lamarca, formado pela Academia Militar das
Agulhas Negras, serve no 4ºRI, em Quitaúna, SP.
O capitão Lamarca, no dia 24/01/68, trai a Pátria que jurou defender. Rouba
do 4ºRI muitos fuzis, metralhadoras e munição, deserta e entra na
clandestinidade. O material bélico roubado é entregue à Vanguarda Popular
Revolucionária, VPR, uma organização terrorista que Lamarca já integrava
antes de desertar.
O soldado Kozel continua servindo, com dedicação a Pátria que jurou defender.
No dia 26/06/68, como sentinela, zela pela segurança do Quartel General do II
Exército. Às 04:30 horas ele está vigilante em sua guarita. A madrugada é
fria e com pouca visibilidade. Neste momento, um tiro é disparado por uma
sentinela contra uma camioneta que desgovernada tenta penetrar no Quartel.
Seu motorista saltara dela em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para
o portão do QG. O soldado Rufino, também sentinela, dispara 6 tiros contra o
mesmo veículo que, finalmente, bate na parede externa do quartel. Kozel sai
do seu posto e corre em direção ao carro, para ver se há alguém no seu
interior. Há uma carga com 50 quilos de dinamite que, segundos depois,
explode e espalha destruição e morte num raio de 300metros. Seu corpo é
dilacerado. Os soldados João Fernandes, Luiz Roberto Julião e Edson Roberto
Rufino estão muito feridos. É mais um ato terrorista da organização chefiada
por Lamarca, a VPR.
Participaram deste crime hediondo os terroristas Diógenes José de Carvalho
Oliveira (o Diógenes do PT, com implicações com bicheiros no governo Olívio
Dutra/RS), Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Onofre Pinto, Edmundo
Coleen Leite, José Araújo Nóbrega, Oswaldo Antônio dos Santos, Dulce de Souza
Maia, Renata Ferraz Guerra Andrade e José Ronaldo Tavares de Lima e Silva.
Lamarca continuou na VPR, seqüestrando, assaltando, assassinando e praticando
vários outros atos terroristas, até o dia em que morreu, de arma na mão
enfrentando uma patrulha do Exército que o encontrou no interior da Bahia em
1971. Sua família passou a receber a pensão de coronel porque Lamarca, se não
tivesse desertado, poderia chegar a este posto.
Apesar de todos os crimes hediondos que cometeu, sendo o mais torpe deles o
assassinato a coronhadas de seu prisioneiro Tenente PM Alberto Mendes Júnior,
Lamarca é apontado como herói pelos esquerdistas brasileiros. Ruas passam a
ter seu nome. Tentam colocar seus restos mortais num Mausoléu na Praça dos
Três Poderes, em Brasília. Um filme é feito para homenageá-lo.
Mário Kozel Filho, soldado cumpridor dos seus deveres, cidadão brasileiro que
morreu em serviço, está totalmente esquecido. Além do esquecimento a Comissão
dos Mortos e Desaparecidos que já concedera vultosas indenizações às famílias
de muitos terroristas que nunca foram considerados desaparecidos, resolveu
indenizar, também, a família Lamarca, numa evidente provocação às Forças
Armadas e desrespeito às famílias de Mário Kozel Filho e de muitos outros que
com ele morreram em conseqüência de atos terroristas.
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11 |
27/06/68
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Noel de Oliveira Ramos
Civil - RJ
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Morto com um tiro no coração, em
conflito na rua. Estudantes distribuíam no Largo de São Francisco, panfletos
a favor do governo e contra as agitações estudantis conduzidas por militantes
comunistas.
Gessé Barbosa de Souza, eletricista e militante da VPR, conhecido como
"Juliano" ou "Julião" infiltrado no movimento, tentou
impedir a manifestação com uma arma. Os estudantes, em grande maioria, não se
intimidaram e tentaram segurar Gessé que fugiu atirando, atingindo
mortalmente Noel de Oliveira Ramos e ferindo o engraxate Olavo Siqueira.
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12
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27/06/68
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Nelson de Barros
Sargento PM - RJ
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No início de junho de 1968, no Rio de Janeiro, pequenas passeatas
realizadas em Copacabana e na rua Uruguaiana, pressagiaram as grandes
agitações que estavam por vir, ainda nesse mês, e que ficaram conhecidas
como "As Jornadas de Junho".
No dia 19/06/68, cerca de 800 estudantes, liderados por Wladimir Palmeira,
tentaram tomar de assalto o edifício do Ministério da Educação e Cultura, no
Rio de |Janeiro.
No dia seguinte, cerca de 1500 estudantes invadiram e ocuparam a Universidade
Federal do Rio de Janeiro, na Avenida Pasteur, fazendo com que professores e
membros do Conselho Universitário passassem por vexames, obrigando-os a
saírem por uma espécie de corredor polonês formado por centenas de
estudantes.
Vinte e quatro horas depois, em 21/06/68, também ao meio dia, foi realizada
nova passeata no centro do Rio. Conhecido como a "Sexta feira Sangrenta",
este dia foi marcado por brutal violência Cerca de 10.000 pessoas, os
estudantes engrossados por populares, ergueram barricadas, incendiaram carros, agrediram
motoristas, saquearam lojas, atacaram a tiros a embaixada americana e as
tropas da Polícia Militar. No final da noite, mais de 10 mortos, e centenas
de feridos atestavam a violência dos confrontos. Entre os feridos graves
estava o sargento da Polícia Militar Nelson de Barros que veio a falecer no
dia 27/06/68.
A violência estudantil continuou no dia 22, quando tentaram, sem sucesso,
ocupar a Universidade de Brasília, (UNB), e no dia 24, em São Paulo, quando
realizaram uma passeata no centro da cidade, depredando a Farmácia do
Exército, o City Bank e a sede do jornal "O Estado de São Paulo". No dia 26,
no Rio de Janeiro ocorreu a "Passeata dos Cem Mil".
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13
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01/07/68 -
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Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen
Major do Exército Alemão - RJ
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Morto no Rio de Janeiro onde fazia o Curso da Escola de Comando e Estado
Maior do Exército. Assassinado na rua Engenheiro Duarte, Gávea, por ter sido
confundido com o major boliviano Gary Prado, suposto matador de Che Guevara,
que também cursava a mesma escola.
Autores: Severino Viana Callou, João Lucas Alves e um terceiro não
identificado, todos da organização terrorista denominada COLINA- Comando de
Libertação Nacional.
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14
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07/09/68
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Eduardo Custódio de
Souza
Soldado PM – SP
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Morto, com sete tiros, por terroristas de uma organização
não identificada quando de sentinela no DEOPS, em São Paulo.
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15
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20/09/68
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Antônio Carlos
Jeffery
Soldado PM – SP
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Morto a tiros quando de sentinela no quartel da então Força Pública de São Paulo (atual PM) no
Barro Branco.
Organização terrorista que praticou o assassinato:
Vanguarda Popular Revolucionária.
Assassinos:
Pedro Lobo de Oliveira;
Onofre Pinto;
Diógenes José Carvalho de Oliveira, atualmente conhecido como
o Diógenes do PT, ex-auxiliar de Olívio Dutra no Governo do RS.
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16
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12/10/68
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Charles Rodney Chandler
Cap. do Exército dos Estados Unidos - SP
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Herói na guerra com o
Vietnã, veio ao Brasil para fazer o Curso de Sociologia e Política, na Fundação
Álvares Penteado, em São Paulo/SP.
No início de outubro
/68, um "Tribunal Revolucionário", composto pelos dirigentes da VPR
(Vanguarda Popular Revolucionária), Onofre Pinto (Augusto, Ribeiro, Ari),
João Carlos Kfouri Quartin de Morais (Manéco) e Ladislas Dowbor (Jamil),
condenou o capitão Chandler à morte, porque ele "seria um agente da
CIA".
Os levantamentos da
rotina de vida do capitão foram realizados por Dulce de Souza Maia (Judite).
O capitão Chandler
quando retirava seu carro das garagem para seguir para a Faculdade, foi
assassinado, friamente, com 14 tiros de metralhadora e vários tiros de
revólver, na frente da sua esposa Joan e seus 3 filhos.
O grupo de execução era constituído pelos terroristas Pedro Lobo
de Oliveira (Getúlio), Diógenes José de Carvalho Oliveira (Luis, Leonardo,
Pedro) e Marco Antônio Bráz de Carvalho (Marquito).
Obs:
Diógenes José de Carvalho Oliveira, também conhecido como Diógenes
do PT, na década de 90 ingressou nos quadros do PT/RS, sempre assessorando seus
líderes mais influentes. Diógenes foi o Presidente do Clube de Seguros da
Cidadania de Porto Alegre, orgão encarregado de coletar fundos para o PT.
João Carlos Kfouri
Quartin de Morais é, atualmente Professor Titular de Filosofia e Ciências da
UNICAMP e,
Ladislas Dowbor
Professor Titular de Economia da PUC/SP e trabalha no Instituto de Economia
da UNICAMP. Saiba mais em Recordando a História/Justiçamentos
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17
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24/10/68
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Luiz Carlos Augusto
civil - RJ
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Morto, com 1 tiro,
durante uma passeata estudantil.
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25/10/68
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Wenceslau Ramalho Leite
civil - RJ
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Morto, com 4 tiros de
pistola Luger 9mm, durante o roubo de seu carro, na avenida 28 de Setembro,
Vila Isabel, RJ.
Autores: Murilo Pinto da
Silva (Cesar ou Miranda) e Fausto Machado Freire(Ruivo ou Wilson) ambos
integrantes da Organização Terrorista COLINA(Comando de Libertação Nacional).
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19
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07/11/68
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Estanislau
Ignácio Correia
Civil - SP
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Morto pelos
terroristas Ioshitame Fugimore, Oswaldo Antônio dos Santos e Pedro Lobo
Oliveira, todos integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária(VPR), quando
roubavam seu automóvel na esquina
das ruas Carlos Norberto Souza Aranha e Jaime Fonseca Rodrigues, em São
Paulo.
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20
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07/01/69
-
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Alzira
Baltazar de Almeida -
Dona de casa - Rio de
Janeiro / RJ
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Uma bomba jogada por terroristas,
embaixo de uma viatura policial, estacionada em frente à 9ª Delegacia de Polícia,
ao explodir, matou a Sra. Alzira, uma vítima inocente, que na ocasião
transitava na rua.
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21
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11/01/69
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Edmundo
Janot -
Lavrador - Rio de Janeiro /
RJ
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Morto a tiros, foiçadas
e facadas por um grupo de terroristas que haviam montado uma base de
guerrilha nas proximidades da sua fazenda.
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22
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29/01/69
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Cecildes
Moreira de Faria -
Subinspetor de Polícia -
BH/ MG
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23
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29/01/69
-
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José
Antunes Ferreira
Guarda Civil-BH/MG
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O terrorista Pedro Paulo
Bretas "Kleber" ao ser interrogado "entregou" um
"aparelho" do Comando de Libertação Nacional (Colina), na rua
Itacarambu nº 120, bairro São Geraldo.
Imediatamente, os policiais se dirigiram para o local e quando se anunciaram
como policiais, foram recebidos por rajadas de metralhadoras,
disparadas por Murilo Pinto Pezzuti da Silva , "Cesar' ou
"Miranda", que mataram o subinspetor. Cecildes Moreira
da Silva que deixou viúva e oito filhos menores, e o guarda civil José Antunes
Ferreira ,ferindo, ainda, o investigador José Reis de Oliveira.
Foram presos no interior do "aparelho" o assassino Murilo Pinto
Pezzuti da Silva o os terroristas do Colina:
Afonso Celso L.Leite "Ciro".
Mauricio Vieira de Castro "Carlos"
Nilo Sérgio Menezes Macedo
J ulio Antonio Bittencourt de Almeida "Pedro"
Jorge Raimundo Nahas "Clovis"ou "Ismael" e
Maria José de Carvalho Nahas "Celia"ou "Marta".
No interior do " aparelho" foram apreendidos 1 fuzil FAL ,5
pistolas, 3 revóveres, 2 metralhadoras, 2 carabinas, 2 granadas de mão, 702
bananas de dinamite, fardas da PM e dinheiro de assaltos.
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24
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14/04/69
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Francisco Bento da Silva
Motorista – SP
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Morto durante um assalto,
praticado pela Ala Vermelha do PC do B, ao carro pagador (uma Kombi) do Banco
Francês-Italiano para a América do Sul, na Alameda Barão de Campinas, quando
foram roubados vinte milhões de cruzeiros. Participaram desta ação os terroristas:
Élio Cabral de Souza, Derly José de Carvalho, Daniel José de
Carvalho, Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Aderval Alves Coqueiro, Lúcio da Costa
Fonseca, Gilberto Giovanetti, Ney Jansen
Ferreira Júnior, Genésio Borges de Melo e Antônio Medeiros Neto
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25
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14/04/69
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Luiz Francisco da Silva
Guarda bancário –SP
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Morto
durante o assalto acima explanado, praticado pela Ala Vermelha do PC do B, ao
carro pagador (uma Kombi) do Banco Francês-Italiano para a América do Sul, na
Alameda Barão de Campinas, quando foram roubados vinte milhões de cruzeiros.
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26
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08/05/69
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José de Carvalho
Investigador de Polícia – SP)
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Atingido com um tiro na boca, durante
um assalto ao União de Bancos Brasileiros, em Suzano, no dia 07 de maio, vindo
a falecer no dia seguinte.
Nessa ação, os terroristas feriram,
também, Antonio Maria Comenda Belchior e Ferdinando Eiamini.
Participaram os seguintes terroristas
da Ação Libertadora Nacional (ALN): Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho,
Takao Amano, Ney da Costa Falcão, Manoel Cyrilo de Oliveira Neto e João
Batista Zeferino Sales Vani.
Takao Amano
foi baleado na coxa e operado, em um “aparelho médico” por Boanerges de Souza
Massa, médico da ALN.
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27
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09/05/69
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Orlando Pinto da Silva
Guarda Civil – SP
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Morto com dois tiros, um na nuca e
outro na testa, disparados por Carlos Lamarca, durante assalto ao Banco Itaú,
na rua Piratininga, Bairro da Mooca. Na ocasião também foi esfaqueado o
gerente do Banco, Norberto Draconetti.
Organização responsável por esse
assalto: Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).
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28
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27/05/69
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Naul José
Montovani
Soldado PM – SP
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Em 27/05/69 foi realizada uma
ação contra o 15º Batalhão da Força Pública de São Paulo, atual PMESP, na
Avenida Cruzeiro do Sul, SP/SP.
Os terroristas Virgílio Gomes da
Silva, Aton Fon Filho, Carlos Eduardo Pires Fleury, Maria Aparecida Costa,
Celso Antunes Horta e Ana Maria de Cerqueira César Corbisier, metralharam o
soldado Naul José Montovani que estava de sentinela e que morreu
instantaneamente. O soldado Nicário Conceição Pulpo que acorreu ao local ao
ouvir os disparos, foi gravemente ferido na cabeça, tendo ficado paralítico.
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29
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04/06/69
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Boaventura Rodrigues da Silva
Soldado PM - SP
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Morto por terroristas durante assalto ao Banco Tozan.
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22/06/69
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Guido Boné
Soldado PM - SP
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Morto por militantes da ALN que atacaram e incendiaram a radio-patrulha RP 416,
da então Força Pública de São Paulo, hoje Polícia Militar, matando os seus
dois ocupantes, os soldados Guido Bone e Natalino Amaro Teixeira, roubando
suas armas.
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31
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22/06/69
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Natalino Amaro Teixeira
Soldado PM -
SP
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Morto por militantes da ALN na ação
acima explanada.
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11/07/69
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Cidelino Palmeiras do Nascimento
Motorista de táxi - RJ
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Morto a tiros quando conduzia em seu carro, policiais que perseguiam terroristas
que haviam assaltado o Banco Aliança, agência Muda.
Participaram deste assassinato os terroristas Chael Charles Schreier, Adilson
Ferreira da Silva, Fernando Borges de Paula Ferreira, Flávio Roberto de
Souza, Reinaldo José de Melo, Sônia Eliane Lafóz e o autor dos disparos Darci
Rodrigues, todos pertencentes a organização terrorista VAR-Palmares.
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33
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24/07/69 -
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Aparecido dos Santos Oliveira
Soldado PM - SP
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Neste dia, atuando em "frente " foi assaltado o Banco
Bradesco, na rua Turiassu, no Bairro de Perdizes, de onde foram roubados sete
milhões de cruzeiros. Participaram da ação:
· Pelo Grupo de Expropriação e Operação: Devanir José de Carvalho, James
Allen Luz, Raimundo Gonçalves de Figueiredo, Ney Jansen Ferreira Júnior, José
Couto Leal;
· Pelo Grupo do Gaúcho: Plínio Petersen Pereira, Domingos Quintino dos
Santos, Chaouky Abara;
· Pela VAR-Palmares: Chael Charles Schreier, Roberto Chagas e Silva, Carmem
Monteiro dos Santos Jacomini e Eduardo Leite.
Essa ação terminou de forma trágica: Raimundo Gonçalves Figueiredo baleou o
soldado da então Força Pública do Estado de São Paulo, atual PMESP, Aparecido
dos Santos Oliveira que, já caído, recebeu mais quatro tiros disparados por
Domingos Quintino dos Santos.
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20/08/69
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José Santa Maria
Gerente de Banco ?
RJ
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Morto por terroristas que assaltaram o Banco de Crédito
Real de Minas Gerais, do qual era gerente
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35
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25/08/69
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Sulamita Campos
Leite
Dona de casa ? PA
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Parente do terrorista Flávio Augusto Neves Leão Salles.
Morta na residência dos Salles, em Belém, ao detonar, por
inadvertência ,uma carga de explosivos escondida pelo terrorista
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31/08/69
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Mauro Celso
Rodrigues
Soldado PM - MA
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Morto quando procurava impedir a luta entre proprietários e
posseiros, incitada por movimentos subversivos.
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37
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03/09/69
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José Getúlio Borba
Comerciário - SP
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Os terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN) Antenor
Meyer, José Wilson Lessa Sabag, Francisco José de Oliveira e Maria Augusta Tomaz,
resolveram comprar um gravador na loja Lutz Ferrando, na esquina da Avenida
Ipiranga com a Rua São Luis. O pagamento seria feito com um cheque roubado
num assalto. Descobertos, receberam voz de prisão e reagiram. Na troca de
tiros o guarda civil João Szelacsak Neto ficou ferido com um tiro na coxa e o
funcionário da loja, José Getúlio Borba, foi mortalmente ferido. Perseguidos
pela polícia o terrorista José Wilson Lessa Sabag matou a tiros o soldado da
Força Pública (atual PM) João Guilherme de Brito.
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38
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03/09/69
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João Guilherme de
Brito
Soldado da Força
Pública/SP
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Na ação acima houve troca de tiros o guarda civil João
Szelacsak Neto ficou ferido com um tiro na coxa e o funcionário da loja, José
Getúlio Borba, foi mortalmente ferido. Perseguidos pela polícia o terrorista
José Wilson Lessa Sabag matou ainda,
a tiros o soldado da Força Pública (atual PM) João Guilherme de Brito.
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39
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20/09/69
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Samuel Pires
Cobrador de ônibus –
SP
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Morto por terroristas quando assaltavam uma empresa de ônibus.
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40
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22/09/69
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Kurt Kriegel
Comerciante -
Porto
Alegre/RS
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Comerciante Kurt Kriegel, morto pela Var-Palmates
em Porto Alegre.
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41
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30/09/69
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Cláudio Ernesto Canton
Agente da Polícia
Federal - SP
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Após ter efetuado a prisão de um terrorista foi atingido na coluna vertebral,
vindo a falecer em conseqüência desse ferimento.
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42
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04/10/69
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Euclídes de Paiva
Cerqueira
Guarda particular - RJ
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Morto por terroristas durante
assalto ao carro transportador de valores do Banco Irmãos Guimarães
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43
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06/10/69
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-Abelardo Rosa Lima
Soldado PM - SP
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Metralhado por
terroristas numa tentativa de assalto ao Mercado Peg-Pag.
Autores: Devanir José de
Carvalho (Henrique) , Walter Olivieri, Eduardo Leite (Bacuri), Mocide
Bucherone e Ismael Andrade dos Santos.
Organizações
Terroristas: REDE (Resistência Democrática) e MRT (Movimento Revolucionário
Tiradentes).
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44
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07/10/69
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Romildo Ottenio
Soldado PM - SP
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Morto quando tentava
prender um terrorista.
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45
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31/10/69
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Nilson José de Azevedo Lins
Civil - PE
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Gerente da firma
Cornélio de Souza e Silva, distribuidora da Souza Cruz, em Olinda. Foi assaltado
e morto quando ia depositar, no Banco, o dinheiro da firma.
Organização: PCBR
(Partido Comunista Brasileiro Revolucionário).
Autores: Alberto
Vinícius Melo do Nascimento, Rholine Sonde Cavalcante Silva, Carlos Alberto
Soares e João Maurício de Andrade Baltar
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46
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04/11/69
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Estela
Borges Morato
Investigadora do DOPS - SP
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Morta a tiros quando participava da
operação em que morreu o terrorista Carlos Marighela.
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47
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04/11/69
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Friederich Adolf Rohmann
Protético - SP)
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(Morto durante a operação que
resultou na morte do terrorista Carlos Marighela.
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48
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07/11/69
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Mauro
Celso Rodrigues
Soldado PM - MA
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Morto em uma emboscada,
durante a luta travada entre lavradores de terra, incitados por militantes da
Ação Popular(AP).
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49
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14/11/69
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Orlando
Girolo
Bancário
- SP
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Morto por terroristas durante assalto
ao Banco Brasileiro de Descontos(Bradesco).
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50
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17/11/69
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Joel
Nunes
Sub-Tenente
PM - RJ
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Neste dia o PCBR assaltou o Banco Sotto
Maior, na Praça do Carmo, no subúrbio carioca de Brás de Pina, de onde foram
roubados cerca de 80 milhões de cruzeiros. Na fuga, obstados por uma viatura
policial, surgiu um violento tiroteio no qual Avelino Bioni Capitani matou o
sargento da PM Joel Nunes. Na ocasião foi preso o terrorista Paulo Sérgio
Granado Paranhos.
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18/12/69
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Elias dos Santos
Soldado do Exército – RJ
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Paulo Sérgio Granado
Paranhos preso no dia anterior ao ser interrogado “abriu” um “aparelho” do
PCBR localizado na rua Baronesa de Uruguaiana nº 70, no bairro de Lins de
Vasconcelos. Ali, Prestes de Paula, ao fugir pelos fundos da casa, disparou,
à queima-roupa, um tiro de pistola .45 no soldado do Exército Elias dos
Santos que integrava a equipe que “estourou” o “aparelho”. O soldado Elias
morreu momentos depois.
A respeito do soldado Elias, morto em
combate no cumprimento do dever, o Ternuma recebeu o seguinte comovente e-mail:
“Fico feliz de achar uma página da Internet a qual faz uma homenagem a uma
pessoa que não conheci, mas com certeza, muito especial. Desde pequena vejo
minha avó aos prantos lembrar de seu filho Elias dos Santos, morto
brutalmente por assassinos terroristas. Não conhecia direito a história,
fiquei sabendo agora. Realmente é revoltante saber que a família de Carlos
Lamarca tem direitos que minha avó não teve. Não tenho palavras, só agradeço
Daniele Esteves”.
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17/01/70
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José Geraldo Alves Cursino - Sargento PM - São Paulo / SP
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Morto a tiros por terroristas.
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20/02/70
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Antônio Aparecido
Posso Nogueró
Sargento PM – São Paulo
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Morto
pelo terrorista Antônio Raimundo de Lucena quando tentava impedir um ato terrorista
no Jardim Cerejeiras, Atibaia/SP.
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11/03/70
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Newton de
Oliveira Nascimento
Soldado PM – Rio de Janeiro |
No dia 11/03/70, os militantes do grupo tático armado da ALN, Mário
de Souza Prata, Rômulo Noronha de Albuquerque e Jorge Raimundo Júnior
deslocavam-se num carro Corcel azul, roubado, dirigido pelo último, quando
foram interceptados no bairro de Laranjeiras- RJ, por uma patrulha da PM.
Suspeitando do motorista, pela pouca idade que aparentava, e verificando que
Jorge Raimundo não portava habilitação, os policiais ordenaram-lhe que
entrasse no veículo policial, junto com Rômulo Noronha Albuquerque, enquanto
Mauro de Souza Prata, acompanhado de um dos soldados, iria dirigindo o Corcel
até a delegacia mais próxima. Aproveitando-se do descuido dos policiais, que
não revistaram os detidos, Mário, ao manobrar o veículo para colocá-lo à
frente da viatura policial, sacou de uma arma e atirou, matando com um tiro
na testa o soldado da PM Newton Oliveira Nascimento, que o escoltava no carro
roubado.
O soldado Newton deixou a viúva dona Luci e órfãos duas
filhas menores de quatro e dois
anos
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55
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31/03/70
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JOAQUIM MELO
Investigador de Polícia – Pernambuco
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Morto por terroristas durante ação contra um
"aparelho".
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02/05/70
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João Batista de Souza
Guarda de Segurança - SP
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Um comando terrorista, integrado por Devanir José de Carvalho,
Antonio André Camargo Guerra, Plínio Petersen Pereira, Waldemar Abreu e José
Rodrigues Ângelo, pelo Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT) e mais
Eduardo Leite (Bacuri) pela Resistência Democrática (REDE) assaltaram a
Companhia de Cigarros Souza Cruz, no Cambuci/SP. Na ocasião Bacuri assassinou
o guarda de segurança João Batista de Souza.
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10/05/70
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Alberto Mendes Junior
1º Tenente
PMESP – SP
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Nos dias 16/04/70 e 18/04/70 foram
presos no Rio de Janeiro, Celso Lungaretti e Maria do Carmo Brito, ambos militantes
da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), uma das organizações comunistas
que seguia a linha cubana.
Ao serem interrogados os dois
informaram que desde janeiro/70, a VPR, com a colaboração de outras
organizações comunistas, instalara uma área de treinamento de guerrilhas, na
região de Jacupiranga, próxima a Registro, no Vale da Ribeira, no Estado de
São Paulo, sob o comando do ex-capitão do Exército, Carlos Lamarca.
No dia 19/04/70, tropas do Exército e
da Polícia Militar do Estado de São Paulo foram deslocadas para a área, para
verificar a autenticidade das declarações dos dois militantes presos e
neutralizar a área, prendendo, se possível os seus 18 ocupantes.
No início de maio/70 uma parte da tropa da Polícia Militar foi
retirada da área, permanecendo, apenas, um pelotão. Como voluntário para
comandá-lo, apresentou-se um jovem de 23 anos, o Tenente Alberto Mendes
Júnior. Com 5 anos de Polícia Militar, o Tenente Mendes era conhecido, entre
os seus companheiros, por seu espírito afável e alegre e pelo altruísmo no
cumprimento das missões. Idealista, acreditava que era seu dever permanecer
na área, ao lado se seus subordinados.
No dia 08/05/70, 7 terroristas,
chefiados por Carlos Lamarca, que estavam numa pick-up, ao pararem num posto
de gasolina em Eldorado Paulista, foram abordados por policiais que,
imediatamente, foram alvejados por tiros que partiram dos terroristas que
ocupavam a pick-up e que após o tiroteio fugiram para Sete Barras.
Ciente do ocorrido, o Tenente Mendes
organizou uma patrulha, que, em duas viaturas, dirigiu-se de Sete Barras para
Eldorado Paulista. Cerca das 21:00 horas, houve o encontro com os terroristas
que estavam armados com fuzis FAL enquanto que os PMs portavam o velho fuzil
Mauser modelo 1908. Em nítida desvantagem bélica, vários PMs foram feridos e
o Tenente Mendes verificou que diversos de seus comandados estavam
necessitando urgentes socorros médicos.
Um dos terroristas, com um golpe
astucioso, aproveitando-se daquele momento psicológico, gritou-lhes para que
se entregassem. Julgando-se cercado, o oficial aceitou render-se, desde que
seus homens pudessem receber o socorro necessário. Tendo os demais
componentes da patrulha permanecido como reféns, o Tenente levou os feridos
para Sete Barras.
De madrugada, a pé e sozinho, o
Tenente Mendes buscou contato com os terroristas, preocupado que estava com o
restante de seus homens. Encontrou
Lamarca que decidiu seguir com seus companheiros e os prisioneiros
para Sete Barras. Ao se aproximarem dessa localidade foram surpreendidos por
um tiroteio, ocasião em que dois terroristas Edmauro Gopfert e José Araújo
Nóbrega desgarraram-se do grupo e os cinco terroristas restantes
embrenharam-se no mato, levando consigo o Tenente Mendes. Depois de
caminharem um dia e meio na mata, os terroristas e o Tenente pararam para
descansar. Nesta ocasião Carlos Lamarca, Yoshitame Fugimore e Diógenes
Sobrosa de Souza afastaram-se e formaram um tribunal revolucionário que
resolveu assassinar o Tenente Mendes pois o mesmo, pela necessidade de vigiá-lo,
retardava a fuga. Os outros dois Ariston Oliveira Lucena e Gilberto
Faria Lima ficaram vigiando o prisioneiro.
Poucos minutos depois, os três
terroristas retornaram, e, acercando-se por traz do Oficial, Yoshitame
Fugimore desfechou-lhe violentos golpes na cabeça, com a coronha de um fuzil.
Caído e com a base do crânio partida, o Tenente Mendes gemia e se contorcia
em dores. Diógenes Sobrosa de Souza desferiu-lhe outros golpes na cabeça,
esfacelando-a. Ali mesmo, numa pequena vala e com seus coturnos ao lado da
cabeça ensangüentada, o Tenente Mendes foi enterrado.
Em 08/09/70, Ariston Lucena
foi preso pelo DOI/CODI/IIEx e apontou, no local, onde o Tenente estava
enterrado. Seu corpo foi exumado, em segredo, pelos agentes do DOI pois os
companheiros do Tenente queriam linchar Ariston.
Dos cinco assassinos do Tenente
Mendes, sabe-se que:
Carlos Lamarca,
morreu na tarde de 17/09/71, no interior da Bahia, durante tiroteio com o
DOI/CODI/6ª RM;
Yoshitame Fugimore, morreu em
05/12/70, em São Paulo, durante tiroteio com o DOI/CODI/IIEx;
Diógenes Sobrosa de
Souza, preso em 12/12/70, no RS. Em novembro de 71 foi condenado à pena de
morte (existia na época esta punição para os terroristas assassinos, que
nunca foi usada). Em fins de 1979 , com a anistia foi libertado;
Gilberto Faria Lima, fugiu
para o exterior.
Ariston Lucena,
após a anistia foi libertado e teria se suicidado, recentemente, no RS.
Observação:
Embora Carlos Lamarca tenha
desertado no posto de capitão, por lei especial, sua família recebe a pensão
de coronel.
Todas as famílias dos terroristas
assassinos, inclusive a de Carlos Lamarca receberam uma grande indenização em
dinheiro.
O Tenente
Mendes, promovido após sua morte, por bravura, ao posto de capitão, deixou para
sua família a pensão relativa a esse posto. Sua família , que nunca
ganhou nenhuma indenização dos governos federal e estadual, tem problemas
psicológicos até hoje . Seus pais não se conformam em ter único
filho sido assassinado de forma brutal, por bandidos
sempre tão endeusados pela nossa mídia.
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11/06/70
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Irlando de Moura Régis
Agente da Polícia Federal - RJ
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-
No dia 11/06/70, o embaixador da Alemanha, Ehrenfried Von Hollebem, saiu da
Embaixada, no Rio de Janeiro, para a sua residência. Sentado no banco de trás
de sua Mercedes preta, o embaixador tinha como motorista o funcionário
Marinho Huttl e o agente da Polícia Federal Irlando de Moura Régis, sentado
no banco da frente e portando um revólver .38. Seguindo a Mercedes, como segurança,
ia uma Variant com os agentes da Polícia Federal Luiz Antônio Sampaio como
motorista e José Banharo da Silva, com uma metralhadora INA.
Tendo ocupado o dispositivo desde antes das 19:00 horas, o "Comando
Juarez Guimarães de Brito" executou o seqüestro às 19:55 horas, nas
proximidades da residência do embaixador, no cruzamento das ruas Cândido
Mendes com a Ladeira do Fialho.
Ao aproximar-se o carro diplomático, Jesus Paredes Soto deu um sinal a José
Maurício Gradel que avançou uma "pick up" Willys, abalroando a
Mercedes. Incontinente o casal que "namorava" na Escadinha do
Fialho, Sônia Eliane Lafóz e José Milton Barbosa, este com uma metralhadora,
disparou sua arma contra a Variant da segurança, ferindo Luiz Antônio Sampaio
no abdômen e na coxa esquerda e José Banharo da Silva na cabeça. Ao mesmo
tempo, Eduardo Coleen Leite "Bacuri", à queima roupa, disparou três
tiros de revólver .38 em Irlando de Moura Régis, matando-o com um tiro na
cabeça.
Herbert Eustáquio de Carvalho, empunhando uma pistola .45 arrancou o
diplomata da Mercedes e embarcou-o no Opala, dirigido por José Roberto
Gonçalves de Rezende.
Participaram, ainda, deste crime hediondo os terroristas Alex Polari
Alvarenga e Roberto Chagas da Silva.
Decorridos 33 anos, vemos que neste período as famílias de subversivos, de
assaltantes de bancos, de seqüestradores, de assassinos e de terroristas
políticos foram indenizadas pelo governo. Até indenizações para
"perseguidos políticos" que alcançam o teto máximo da carreira do
pretendente, independente de se saber se ele chegaria ou não a este teto. E,
vimos subversivos que na época estavam desempregados, serem indenizados
em até R$450.000,00.
Enquanto isto, famílias de cidadãos inocentes, atingidos em ações dos
"guerrilheiros" como em assaltos a bancos, ou despedaçados por
bombas nos atos terroristas, como no atentado ao Aeroporto de Guararapes, em
Recife, são totalmente esquecidas. Orlando Lovechio Filho que, em 1968, teve
uma perna amputada no atentado a bomba ao consulado americano, em São Paulo,
teve seu sonho de ser piloto, destruído e luta até hoje por uma indenização
do Estado.
Famílias de seguranças de bancos e embaixadas, de policiais civis e
militares, de policiais federais, de militares da Marinha, do Exército e da
Aeronáutica, mortos e feridos quando em serviço, foram ignoradas pelo
governo.
Para as famílias dos mortos pelos terroristas e para os que ficaram
inválidos, lutando para manter a ordem no país, NADA!... Para elas, deve ser
impossível entender porque no Congresso Nacional, um senador, que como membro
da Polícia Civil de São Paulo, participou ativamente da luta contra a
subversão e ex-policiais federais, civis e militares, hoje deputados, não
tenham até a presente data, lembrado de seus colegas mortos e feridos no
combate ao terrorismo e que não lutem para que esta lamentável
injustiça seja reparada.
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15/07/70
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Isidoro Zamboldi
Guarda de segurança - SP
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Morto pela terrorista Ana Bursztyn durante assalto à loja Mappin.
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12/08/70
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Benedito Gomes
Capitão do Exército ? SP
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Morto por terroristas,
no interior do seu carro, na Estrada Velha de Campinas.
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19/08/70
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Vagner Lúcio Vitorino da Silva
Guarda de segurança ? RJ
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Morto durante assalto do Grupo Tático Armado da organização
terrorista MR8, ao Banco Nacional de Minas Gerais, no bairro de Ramos.
Sônia Maria Ferreira Lima foi quem fez os disparos que o
mataram.
Participaram, também, dessa ação os terroristas Reinaldo
Guarany Simões, Viriato Xavier de Melo Filho e Benjamim de Oliveira Torres
Neto, os dois últimos recém chegados do curso em Cuba.
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29/08/70
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José Armando Rodrigues
Comerciante - CE
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Proprietário da firma Ibiapaba Comércio Ltda. Após ter sido
assaltado em sua loja, foi seqüestrado, barbaramente torturado e morto a
tiros por terroristas da ALN. Após seu assassinato seu carro foi lançado num
precipício na serra de Ibiapaba, em São Benedito, CE.
Autores: Ex-seminaristas Antônio Espiridião Neto e Waldemar
Rodrigues Menezes, ( autor dos disparos), José Sales de Oliveira, Carlos de
Montenegro Medeiros, Gilberto Telmo Sidney Marques.
Timoschenko Soares de
Sales, Francisco William
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14/09/70
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Bertolino Ferreira
da Silva
Guarda de segurança - SP
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–
Morto durante assalto praticado pelas organizações
terroristas ALN e MRT ao carro pagador da empresa Brinks, no Bairro do
Paraíso em são Paulo.
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21/09/70
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Célio Tonelly
Soldado PM - SP
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Morto em Santo André, quando de serviço em uma rádio patrulha tentou deter
terroristas que ocupavam um automóvel.
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22/09/70
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Autair Macedo
Guarda de segurança - RJ
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Morto por terroristas, durante
assalto a empresa de ônibus Amigos Unidos
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27/10/70
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Walder Xavier de Lima
Sargento da Aeronáutica - BA
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-
Morto quando, ao
volante de uma viatura, conduzia terroristas presos, em Salvador.
O assassino, Theodomiro Romeiro
dos Santos (Marcos) o atingiu, covardemente, com um tiro na nuca.
Organização: PCBR
(Partido Comunista Brasileiro Revolucionário).
Atualmente, Theodomiro é Juiz do Tribunal Regional do Trabalho,
em Recife/PE.
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10/11/70
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José
Marques do Nascimento
Civil - SP
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Morto por
terroristas em confronto com policiais.
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67
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10/11/70
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Garibaldo
de Queiroz
Soldado
PM - SP
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Morto em confronto com terroristas da
VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) que faziam uma panfletagem armada na Vila
Prudente, São Paulo.
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68
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10/11/70
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José
Aleixo Nunes
Soldado
PM - SP
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Morto em confronto com terroristas da
VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) que faziam uma panfletagem armada na
Vila Prudente, São Paulo.
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69
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10/12/70
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Hélio de Carvalho
Araújo
Agente da Polícia Federal – RJ
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No dia 07/12/70 a VPR, Vanguarda Popular Revolucionária, seqüestrou no Rio de
Janeiro, o Embaixador da Suíça no Brasil, Giovani Enrico Bucher.
Participaram, ativamente, da operação os terroristas Adair
Gonçalves Reis, Gerson Theodoro de Oliveira, Maurício Guilherme da Silveira,
Alex Polaris de Alvarenga, Inês Etienne Romeu, Alfredo Sirkis, Herbert
Eustáquio de Carvalho e Carlos Lamarca.
Após fecharem e paralisarem o carro que conduzia o
Embaixador, Carlos Lamarca bateu com um revólver Smith-Wesson, cano longo,
calibre .38, no vidro do carro. Abriu a porta traseira e a uma distância de 2
metros atirou, duas vezes, no agente Hélio. Uma das balas seccionou a medula
do policial.
Os terroristas levaram o Embaixador e deixaram o agente
agonizando. Transferido para o Hospital Miguel Couto, faleceu no dia
10/12/70.
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70
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07/01/71
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Marcelo
Costa Tavares
Estudante - MG
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Morto por terroristas durante
um assalto ao Banco Nacional de Minas Gerais.
Autor dos disparos: Newton
Moraes.
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12/02/71
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Américo Cassiolato
Soldado PM – São Paulo
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Morto por terroristas
em Pirapora do Bom Jesus.
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20/02/71
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Fernando Pereira
Comerciário – Rio de Janeiro
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Morto por terroristas quando tentava impedir um assalto ao estabelecimento
“Casa do Arroz”, do qual era gerente.
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08/03/71
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Djalma
Peluci Batista
Soldado PM – Rio de Janeiro
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Morto por terroristas,
durante assalto ao Banco do Estado do Rio de Janeiro.
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24/03/71
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Mateus
Levino dos Santos
Tenente
da FAB – Pernambuco
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O PCBR necessitava roubar um carro para
participar do seqüestro do cônsul norte-americano, em Recife. No dia 26/06/70 resolveram roubar um
volks, estacionado em Jaboatão, na Grande Recife, nas proximidades do
Hospital da Aeronáutica.Quatro militantes do PCBR desceram do carro dirigido
por Nancy Mangabeira Unger: Carlos Alberto Soares Rodrigues de Sousa, José
Gersino Saraiva Maia e Luiz "Jacaré", (até hoje não identificado).
Ao tentarem render o motorista, este ao identificar-se como Tenente da
Aeronáutica, foi ferido gravemente por Carlos Alberto, com dois tiros, um na
cabeça e outro no pescoço.O Tenente Mateus Levino dos Santos, após nove meses
de impressionante sofrimento, veio a falecer em 24/03/71, deixando viúva e
duas filhas menores.O imprevisto levou o PCBR a desistir do seqüestro.
Nancy Mangabeira Unger, banida em 13/01/71, em troca da vida do embaixador
suíço, era filha de pai americano e sua mãe, brasileira, era filha de Otávio
Mangabeira.
Por ironia, o próprio consulado americano, sem saber do planejamento do
seqüestro de seu cônsul, correu em defesa de Nancy, alegando a dupla
nacionalidade dela, brasileira e norte-americana.
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04/04/71 |
José Julio Toja Martinez
Major do
Exército – Rio de Janeiro
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No início de abril, a
Brigada Pára-quedista recebeu uma denúncia de que um casal de terroristas
ocupara uma casa localizada na rua Niquelândia, 23, em Campo Grande/RJ. Não
desejando passar esse informe à 2ª Sessão do então I Exército, sem
aprofundá-lo, a 2ª Sessão da Brigada, chefiada pelo major Martinez, montou um
esquema de vigilância sobre a citada residência. Por volta das 23 horas desse
dia, chegou, num táxi, um casal, estacionando-o nas proximidades da casa
vigiada. A mulher ostentava uma volumosa barriga que indicava estar em
adiantado estado de gravidez. O fato sensibilizou Martinez, que, impelido por
seu sentimento de solidariedade, agiu impulsivamente visando preservar a “senhora” de possíveis
riscos.
O major José Júlio Toja Martinez
Filho acabara de concluir o curso da Escola de Comando e Estado-Maior do
Exército, onde por três anos, exatamente o período em que a guerra
revolucionária se desenvolvera, estivera afastado desses problemas, em função
da própria vida escolar bastante intensa. Estagiário na Brigada
Pára-quedista, a quem também não estava afeta a missão de combate à
subversão, não se havia habituado à virulência da ação terrorista, que se
tornava a cada dia mais violenta.
Julgando que o casal nada tinha a ver
com a subversão, Martinez iniciou a travessia da rua, a fim de solicitar-lhe
que se afastasse daquela área. Ato contínuo, de sua “barriga”, formada por
uma cesta para pão com uma abertura para saque da arma ali escondida, a
mulher retirou um revólver, matando-o instantaneamente, sem qualquer chance
de reação. O capitão Parreira, de sua equipe, ao sair em sua defesa foi
gravemente ferido por um tiro desferido pelo terrorista. Nesse momento, os
demais agentes desencadearam cerrado tiroteio que causou a morte do casal de
terroristas. Estes foram identificados como sendo os militantes do MR-8 Mário
de Souza Prata e sua amante Marilena Villas-Bôas Pinto, ambos de alta
periculosidade e responsáveis por uma extensa lista de atos terroristas.
No “aparelho” do casal foram
encontrados explosivos, munição e armas, além de dezenas de levantamentos de bancos,
de supermercados, de diplomatas estrangeiros e de generais do Exército.
Destino perverso esse que compensou
com uma reação de ódio e violência o gesto de bondade tão característica do
major Martinez. Ele deixou viúva e quatro filhos, três meninas e um menino, a
mais velha, à época, com onze anos de idade. Sua esposa, com uma pequena
pensão, criou com sacrifícios aquelas crianças que, pelo ambiente familiar de
que desfrutavam, eram, naturalmente, dóceis e afáveis. Com o apoio de
familiares e amigos, suplantou a dor, os traumas decorrentes da morte violenta
e inesperada e as dificuldades resultantes da ausência do chefe de família.
A família do major Martinez não
pediu, nem vê razão em homenagens. Apenas quer guardar a lembrança do esposo
dedicado e pai carinhoso que ele foi.
Profissional
competente, dedicado e leal, atleta exemplar, amigo afável e educado, “Zazá”
, como era carinhosamente chamado por seus amigos, será sempre lembrado com
muito carinho por todos aqueles que com ele conviveram.
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76
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07/04/71
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Maria Alice Matos
Empregada doméstica – Rio
de Janeiro
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Morta por terroristas quando do
assalto a um depósito de material de construção.
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15/04/71
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Henning Albert Boilensen
(Industrial – São Paulo)
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Quando da criação da Operação
Bandeirante, o então comandante do II Exército, general Canavarro, reuniu-se
com o governador do Estado de São Paulo, com várias autoridades federais,
estaduais, municipais e com industriais paulistas para solicitar o apoio para
um órgão que necessitava ser criado com rapidez, a fim de fazer frente ao
crescente terrorismo que estava em curso no estado de São Paulo. Assim,
vários industriais, entre eles Boilesen, se cotizaram para atender ao pedido
daquela autoridade militar.
E, o que fizeram os terroristas para
intimidar aqueles industriais? A pedido de Carlos Lamarca, escolheram três
nomes para serem assassinados, como forma de intimidar os demais
colaboradores. Estes eram: Henning A. Boilesen, Peri Igel e Sebastião Camargo
(Camargo Correia) O escolhido foi o presidente da Ultragás, Henning Albert
Boilesen, um dinamarquês, naturalizado brasileiro.
A partir da segunda quinzena de janeiro
de 1971, iniciaram-se os levantamentos do industrial paulista, dos quais
participaram: Devanir José de Carvalho, Dimas Antonio Casemiro, Gilberto
Faria Lima e José Dan de Carvalho, pelo MRT; Carlos Eugênio Sarmento Coelho
da Paz, pela ALN; Gregório Mendonça e
Laerte Dorneles Méliga (chefe de gabinete do então governador do RS,
Olívio Dutra), pela VPR.
No dia 15 de abril de 1971 um Comando Revolucionário, integrado pelos
terroristas Yuri Xavier Pereira, Joaquim Alencar Seixas, José Milton Barbosa,
Dimas Antonio Casimiro e Antonio Sérgio de Matos, covardemente assassinou
Boilesen. Quando o carro de Boilesen entrou na Alameda Casa Branca, dois
carros dos terroristas emparelharam com o dele. Pela esquerda, Yuri, colocando um fuzil
para fora da janela, disparou um tiro que foi raspar a cabeça de Boilesen.
Este saiu do automóvel que dirigia e tentou correr em direção contrária aos
carros. Foi inútil. José Milton descarregou sua metralhadora nas costas do
industrial e Yuri desfechou-lhe mais três tiros de fuzil. Cambaleando,
Boilesen arrastou-se por mais alguns metros e foi cair na sarjeta, junto de
um Volkswagen.
Aproximando-se, Yuri disparou mais um tiro que lhe arrancou a maior parte da
face esquerda. Joaquim Alencar Seixas e Gilberto Faria Lima jogaram os
panfletos por cima do cadáver. No relatório escrito por Yuri, e apreendido
pela polícia, aparecem as frases “durante a fuga trocávamos olhares de
contentamento e satisfação. Mais uma vitória da Revolução Brasileira”.
Vários carros e casas foram atingidos
por projéteis. Caídas, duas senhoras, uma atingida no ombro e outra ferida
numa perna. Sobre o corpo de Boilesen, mutilado com dezenove tiros, os
panfletos da ALN e do MRT, dirigidos “Ao Povo Brasileiro”, traziam a ameaça:
“Como ele, existem muitos outros e
sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o
que importa é que eles sentirão o peso da JUSTIÇA REVOLUCIONÁRIA. Olho por
olho, dente por dente”.
Este assassinato comoveu a opinião
pública e teve ampla repercussão no Congresso Nacional e na Assembléia
Legislativa de São Paulo. A respeito desse repulsivo ato terrorista é
conveniente relembrar o que publicou a Folha de São Paulo, no dia 16/04/1971:
“Meios políticos e empresariais
condenaram veementemente o brutal assassinato. A Assembléia Legislativa
suspendeu seus trabalhos para render um preito de homenagem à memória do
industrial assassinado por terroristas. Ao instalar os trabalhos da sessão, o
presidente da Casa, deputado Jacob Pedro Carolo, disse que Boilesen foi
vítima de terroristas covardes”.
Para justificar este ato criminoso,
os terroristas e seus simpatizantes passaram a difundir abomináveis e
sórdidas mentiras. Entre outras acusações criminosas, afirmam que Boilesen
era um agente da CIA, que freqüentava a OBAN (que depois passou a se chamar
DOI) e que nessas visitas assistia e
participava do interrogatório dos presos, ocasião em que pessoalmente testava
uma máquina de aplicar choques elétricos que ele mesmo inventara. Na
realidade Boilesen nunca foi agente da CIA e muito menos assistiu
interrogatórios de presos na OBAN e no DOI/CODI/IIEx. Boilesen esteve no DOI
uma única vez, em fins de dezembro de 1970, quando foi cumprimentar o
comandante deste órgão, pelo natal que se aproximava. Foi recebido no
gabinete do comando do DOI e lá não permaneceu por mais de quinze
minutos.
A família do industrial assassinado deveria pensar em processar
aqueles que através da mentira e da calúnia, deturpam os fatos e procuram
manchar a honra e a dignidade de um homem com as qualidades de HENNING ALBERT
BOILESEN.
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78
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10/05/71
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Manoel da Silva Neto
Soldado PM – SP
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Morto por terroristas
durante assalto à Empresa de Transporte Tusa.
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79
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14/05/71
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Adilson
Sampaio
Artesão – RJ
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Morto por terroristas durante assalto
às lojas Gaio Marti.
Mesmo com tanto tempo já decorrido,
alguma incorreção ainda pode cercar algum nome aqui lembrado. Assim, rogamos
ser informados de eventual impropriedade
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80
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09/06/71
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Antônio Lisboa Ceres de Oliveira
Civil - RJ
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Morto por terroristas durante assalto à boate Comodoro
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81
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01/07/71
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Jaime Pereira da Silva
Civil - RJ
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Morto por terroristas , na varanda de sua residência, durante tiroteio entre
terroristas e policiais.
Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus
parentes receberam indenizações mas os responsáveis diretos ou indiretos por
suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam
vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.
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82
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02/09/71
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Gentil Procópio de
Melo
Motorista de praça - PE
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A organização terrorista denominada Partido Comunista Revolucionário
determinou que um carro fosse roubado para realizar um assalto. Cumprindo a ordem
recebida, o terrorista José Mariano de Barros tomou um táxi em Madalena,
Recife.
Ao chegar ao Hospital das Clínicas, quando fingia que ia
pagar a corrida apareceram seus comparsas Manoel Lisboa de Moura e José
Emilson Ribeiro da Silva, que se aproximaram do veículo, tendo José Emilson
disparado dois tiros que mataram o motorista Gentil Procópio de Melo.
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83
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02/09/71
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Jayme
Cardenio Dolce
Guarda de segurança
- RJ
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Assassinado pelos terroristas Flávio Augusto Neves Leão Salles,
Hélio Pereira Fortes, Antônio Carlos Nogueira Cabral, Aurora Maria do
Nascimento Furtado, Sônia Hipólito e Isis Dias de Oliveira, durante assalto à
Casa de Saúde Dr. Eiras.
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02/09/71
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Silvâno Amâncio dos
Santos
Guarda de segurança
- RJ
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Assassinado pelos terroristas Flávio Augusto Neves Leão
Salles, Hélio Pereira Fortes, Antônio Carlos Nogueira Cabral, Aurora Maria do
Nascimento Furtado, Sônia Hipólito e Isis Dias de Oliveira, durante assalto à
Casa de Saúde Dr. Eiras.
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85
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02/09/71
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Demerval Ferreira
dos Santos
Guarda de segurança - RJ
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Assassinado pelos terroristas Flávio Augusto Neves Leão
Salles, Hélio Pereira Fortes, Antônio Carlos Nogueira Cabral, Aurora Maria do
Nascimento Furtado, Sônia Hipólito e Isis Dias de Oliveira, durante assalto à
Casa de Saúde Dr. Eiras.
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86
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--/10/71
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Alberto da Silva Machado
Civil - RJ
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Morto por terroristas
durante assalto à Fábrica de Móveis Vogal Ltda, da qual era um dos proprietários.
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22/10/71
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José do Amaral
Sub-oficial da reserva
da Marinha ? RJ
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-
Morto por terroristas
da VAR PALMARES ( Vanguarda Armada Revolucionária Palmares) e do MR8 (Movimento
Revolucionário 8 de Outubro) durante assalto a um carro transportador de
valores da Transfort S/A. Foram feridos o motorista Sérgio da Silva Taranto e
os guardas de segurança Emílio Pereira e Adilson Caetano da Silva.
Autores: James Allen Luz
(Ciro), Carlos Alberto Salles (soldado), Paulo Cesar Botelho Massa, João
Carlos da Costa.
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88
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01/11/71
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Nelson
Martinez Ponce
Cabo
PM - SP
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Metralhado por Aylton
Adalberto Mortati, durante um atentado praticado por cinco terroristas do
MOLIPO (Movimento de Libertação Popular), contra um ônibus da Empresa de
Transportes Urbano S/A, em Vila Brasilândia, São Paulo
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89
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10/11/71
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João
Campos
Cabo
PM - SP
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Morto na estrada de Pindamonhangaba,
ao interceptar um carro que conduzia terroristas armados.
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90
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22/11/71
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José
Amaral Vilela
Guarda
de segurança - RJ
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Neste dia os terroristas
Sérgio Landulfo Furtado, Norma Sá Ferreira, Nelson Rodrigues Filho, Paulo
Roberto Jabour, Thimothy William Watkin Ross e Paulo Costa Ribeiro Bastos
assaltaram um carro-forte da firma TRANSPORT, na Estrada do Portela, em
Madureira. O guarda José Amaral Vilela foi morto a rajadas de metralhadora e
ficaram feridos os guardas Sérgio da Silva Taranto, Emílio Pereira e Adilson
Caetano da Silva.
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91
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27/11/71
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Eduardo Timóteo Filho
Soldado
PM - RJ
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Morto por terroristas,
durante assalto contra as Lojas Caio Marti.
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13/12/71
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Hélio Ferreira de
Moura
Guarda de Segurança – RJ
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Morto, por terroristas, durante assalto contra um carro
transportador de valores da Brink’s, na Via Dutra.
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18/01/72
-
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Tomaz
Paulino de Almeida
Sargento PM - São Paulo /
SP
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Morto, a tiros de metralhadora,
no bairro Cambuci, quando um grupo terrorista roubava o seu carro.
Autores do assassinato: João Carlos Cavalcante Reis, Lauriberto
José Reyes e Márcio Beck Machado, todos integrantes do Movimento de
Libertação Nacional (Molipo).
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94
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20/01/72
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Sylas
Bispo Feche
Cabo PM São Paulo / SP)
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O cabo Sylas Bispo Feche,
integrava uma Equipe de Busca e Apreensão do DOI/CODI/II Exército. Sua equipe
executava uma ronda, quando um carro VW, ocupado por duas
pessoas, cruzou um sinal fechado quase atropelando uma senhora que
atravessava a rua com uma criança no colo. A sua equipe saiu em perseguição
ao carro suspeito, que foi interceptado. Ao tentar aproximar-se para pedir os
documentos dos dois ocupantes do veículo, o cabo Feche foi, covardemente,
metralhado por eles. Foi travado um tiroteio entre a equipe e os dois
terroristas que também morreram no local.
Os assassinos do cabo Feche, ambos membros da
Ação Libertadora Nacional (ALN), são:
Gelson Reicher "Marcos" que usava identidade falsa com o nome de
Emiliano Sessa, era chefe de um Grupo Tático Armado (GTA) e já tinha
praticado mais de vinte atos terroristas, inclusive o seqüestro de um médico.
Alex Paula Xavier Pereira "Miguel", que usava identidade falsa com
o nome de João Maria de Freitas, fez curso de guerrilha em Cuba e praticou
mais de quarenta atos terroristas, inclusive atentados a bomba na cidade do
Rio de Janeiro.
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25/01/72
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Elzo
Ito
Estudante - São Paulo / SP
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Aluno do Centro de Formação de
Pilotos Militares, foi morto por terroristas quando roubavam seu carro.
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01/02/72
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Iris do Amaral
Civil – Rio de Janeiro
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Morto durante um tiroteio entre terroristas da ALN e policiais. Ficaram
feridos nesta ação os civis Marinho Floriano Sanches, Romeu Silva e Altamiro
Sinzo.
Autores: Flávio Augusto Neves Leão Salles(“Rogério”, “Bibico”) e Antônio
Carlos Cabral Nogueira(“Chico”, “Alfredo”), ambos da ALN.
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97
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05/02/72
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David A. Cuthberg
Marinheiro inglês – Rio de Janeiro
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A respeito desse assassinato, sob o título “REPULSA” o jornal “O Globo”, do Rio de Janeiro, publicou:
“Tinha
dezenove anos o marinheiro inglês David
A. Cuthberg que, na madrugada de sábado, tomou um táxi com um
companheiro para conhecer o Rio, nos seus aspectos mais alegres. Ele aqui
chegara como amigo, a bordo da flotilha que nos visita para comemorar os 150
anos de Independência do Brasil. Uma rajada de metralhadora tirou-lhe a vida,
no táxi que se encontrava. Não teve tempo para perceber o que ocorria e, se
percebesse, com certeza não poderia compreender. Um terrorista, de dentro de
outro carro, apontara friamente a metralhadora antes de desenhar nas suas
costas o fatal risco de balas, para, logo em seguida, completar a infâmia,
despejando sobre o corpo, ainda palpitante, panfletos em que se mencionava a
palavra liberdade. Com esse crime repulsivo, o terror quis apenas alcançar
repercussão fora de nossas fronteiras para suas atividades, procurando
dar-lhe significação de atentado político contra jovem inocente, em troca da
publicação da notícia num jornal inglês. O terrorismo cumpre, no Brasil, com
crimes como esse, o destino inevitável dos movimentos a que faltam motivação
real e consentimento de qualquer parcela da opinião pública: o de não
ultrapassar os limites do simples banditismo, com que se exprime o alto grau
de degeneração dessas reduzidas maltas de assassinos gratuitos”.
A ação criminosa,
tachada como “justiçamento”, foi praticada pelos seguintes terroristas,
integrantes de uma frente formada por três organizações comunistas:
Flávio Augusto Neves Leão Salles(“Rogério”, “Bibico”) – ALN, que fez os
disparos com a metralhadora.
Antônio Carlos Nogueira Cabral(“Chico”, “Alfredo”) – ALN.
Aurora Maria Nascimento Furtado(“Márcia”, “Rita”) – ALN
Adair Gonçalves Reis(“Elber”, “Leônidas”, “Sorriso”) – ALN
Lígia Maria Salgado da Nóbrega(“Ana”, “Célia”, “Cecília”) – VAR PALMARES, que
jogou dentro do táxi os panfletos que falavam em vingança contra os
“Imperialistas Ingleses”.
Hélio Silva(“Anastácio”, “Nadinho”) – VAR-PALMARES
Carlos Alberto Salles(“Soldado”) – VAR-PALMARES.
Getúlio de Oliveira Cabral(“Gogó”, “Soares”, “Gustavo”) – PCBR.
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98
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15/02/72
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Luzimar Machado de Oliveira
Soldado PM – Goiás
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O terrorista Arno Preiss encontrava-se na cidade de Paraiso do Norte, que
estava incluída dentro de esquema de trabalho de campo do MOLIPO. Usava o
nome falso de Patrick McBundy Comick. Arno tentou entrar com sua documentação
falsa no baile carnavalesco do clube social da cidade. Sua documentação
levantou suspeita nos policiais, que o convidaram a comparecer à delegacia
local. Ao deixar o clube, julgando-se desmascarado, Arno sacou seu revólver e
disparou à queima roupa contra os policiais, matando o PM Luzimar Machado de
Oliveira e ferindo gravemente o outro PM que o conduzia, Gentil Ferreira
Mano.Protegido pela escuridão, Arno homiziou-se num matagal, sendo entretanto
localizado por populares que, indignados, auxiliavam a polícia. Arno travou, ainda,
intenso tiroteio com seus perseguidores, antes de tombar sem vida. Com
dificuldade, a polícia impediu a violação do corpo.
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99
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18/02/72
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Benedito Monteiro da Silva
Cabo PM – São Paulo
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Morto quando tentava evitar
um assalto terrorista a uma agencia bancária em Santa Cruz do Rio Pardo.
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100
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27/02/72
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Napoleão Felipe Bertolane Biscaldi
Civil – São Paulo
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Morto durante um tiroteio entre os terroristas Lauriberto José Reyes e José
Ibsem Veroes com policiais, na rua Serra de Botucatu, no bairro Tatuapé.
Nesta ação um policial foi ferido a tiros de metralhadoras por Lauriberto. Os
dois terroristas morreram no local.
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101 |
06/03/72
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Walter
César Galleti
Comerciante – São Paulo
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Terroristas da ALN
assaltaram a firma F. Monteiro S/A . Após o assalto fecharam a loja, fizeram
um discurso subversivo e assassinaram o gerente Walter César Galetti e
feriram o subgerente Maurílio Ramalho e o despachante Rosalindo Fernandes.
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102 |
12/03/72
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Manoel dos Santos
Guarda
de Segurança – São Paulo
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Morto durante assalto
terrorista à fábrica de bebidas Charel Ltda. |
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103 |
12/03/72
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Aníbal
Figueiredo de Albuquerque
Coronel R1 do Exército – São Paulo
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Morto durante
assalto à fábrica de bebidas Charel Ltda., da qual era um dos proprietários
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104 |
08/05/72 |
Odilo Cruz
Rosa
Cabo do Exército –
PA
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Morto na região do
Araguaia, quando uma equipe comandada por um Tenente e composta ainda, por
dois Sargentos e pelo Cabo Rosa, foram emboscados por terroristas comandados
por Oswaldo Araújo Costa “Oswaldão”, na região de Grota Seca, no Vale da
Gameleira.Neste tiroteio foi
morto o Cabo Rosa e feridos o Tenente e um Sargento.
Julgando que o Cabo Rosa
estivesse desgarrado da equipe, o Tenente e os dois Sargentos retiraram-se
para Xambioá, a procura de atendimento médico. Lá souberam, através de um
mateiro, que o Cabo Rosa tinha sido morto e que “Oswaldão” dissera aos
habitantes da região que permaneceria mantendo guarda ao corpo do Cabo, até
que ele apodrecesse, e que o Exército não teria coragem para resgatá-lo.Foi
formada uma patrulha com a missão de localizar e resgatar o corpo do Cabo
Rosa.
A patrulha cumpriu sua
missão, sem ser molestada pelos guerrilheiros comandados por “Oswaldão”.
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105 |
02/06/72 |
Rosendo
Sargento PM - SP
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Morto ao interceptar 04 terroristas que assaltaram um bar e um carro da
Distribuidora de Cigarros Oeste LTDA.
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106 |
29/06/72 |
João Pereira
Mateiro-região do Araguaia - PA)
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"Justiçado exemplarmente" pelo PC do B, por ter servido
de guia para as forças legais que combatiam os guerrilheiros.
A respeito, Ângelo Arroyo declarou em seu relatório:
"A morte desse bate-pau causou pânico entre os demais da zona".
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107 |
09/09/72 |
Mário Domingos Panzarielo
Detetive Polícia Civil - RJ
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Morto ao tentar prender um terrorista da ALN.
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108 |
23/09/72
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Mário Abraim da Silva
Segundo
Sargento do Exército - PA
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Pertencia ao 2º
Batalhão de Infantaria de Selva, com sede em Belém. Sua Companhia foi
deslocada para combater a guerrilha na região do Araguaia. Morto em combate,
durante um ataque guerrilheiro no lugarejo de Pavão, base do 2º Batalhão de
Selva.
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109 |
27/09/72
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Sílvio Nunes Alves
Bancário - RJ
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Assassinado em assalto ao Banco Novo Mundo, na Penha,
pelas organizações terroristas PCBR – ALN – VPR – Var Palmares e MR8. Autor
do assassinado: José Selton Ribeiro.
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110 |
??/09/72
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Osmar...
Posseiro - PA
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“Justiçado” na região do Araguaia pelos guerrilheiros por ter
permitido que uma tropa de pára-quedistas acampasse em suas terras.
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111 |
01/10/72
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Luiz Honório Correia
Civil - RJ
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Morto por terroristas
quando do assalto a Empresa de Ônibus Barão de Mauá
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112 |
06/10/72
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Severino Fernandes da
Silva
Civil - PE
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Morto por terroristas
durante agitação no meio rural.
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113 |
06/10/72
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José Inocêncio Barreto
Civil - PE
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Morto por terroristas
durante agitação no meio rural.
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114
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21/02/73
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Manoel Henrique de Oliveira
Comerciante – São Paulo
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No dia 14 de junho de
1972, as equipes do DOI de São Paulo, como já faziam há vários dias, estavam
seguindo quatro terroristas da ALN que resolveram almoçar no restaurante
Varela, no bairro da Mooca. Quando eles saíram do restaurante, receberam voz
de prisão e reagindo desencadearam tiroteio com os policiais. Ao final, três
terroristas estavam mortos e um conseguiu fugir. Erroneamente, a ALN atribuiu
a morte de seus três companheiros à delação de um dos proprietários do
restaurante e decidiu justiçá-lo. O comando “Aurora Maria do Nascimento
Furtado” constituído por Arnaldo Cardoso Rocha, Francisco Emanuel Penteado, Francisco Seiko Okama e
Ronaldo Mouth Queiroz, foi encarregado da missão e assassinou no dia 21 de
fevereiro o comerciante Manoel Henrique de Oliveira, que foi metralhado sem
que pudesse esboçar um gesto de defesa. Seu corpo foi coberto por panfletos
da ALN, impressos no Centro de Orientação Estudantil da USP, por interveniência do militante Paulo Frateschi.
Manoel Henrique deixou além de sua esposa, duas crianças pequenas,
desamparadas, que aguardam uma indenização do governo.
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22/02/73
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Pedro Américo Mota Garcia
Civil – Rio de Janeiro)
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Por vingança foi
“justiçado” por terroristas por haver impedido um assalto contra uma agência da
Caixa Econômica Federal.
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116
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25/02/73
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Octávio Gonçalves Moreira Júnior
Delegado de polícia – São Paulo
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Com a tentativa de intimidar os integrantes dos órgãos de repressão, um
“Tribunal Popular Revolucionário” decidiu “justiçar” um membro do DOI/CODI/II
Exército.
O escolhido foi o delegado de polícia, Dr. Octávio Gonçalves Moreira Júnior
que viajava, No dia 23/02/73, o Dr. Octávio viajou de São Paulo para o Rio de
Janeiro e Bete avisou o comando terrorista da chegada do delegado. Ficou
decidido que iriam executá-lo no dia seguinte.
No dia 24, o Dr. Octávio foi à praia em Copacabana, e depois almoçou com um
amigo. Quando voltava do almoço, Bete fez o reconhecimento visual do delegado
e o apontou para os seus assassinos que se encontravam num automóvel
estacionado na esquina da Avenida Atlântica com a rua República do Peru.
O Dr. Octávio morreu
instantaneamente.
O comando terrorista seguiu à risca o ensinamento do manual de Carlos
Marighela que afirma: “guerrilheiros não matam por raiva, nem por impulso,
pressa ou improvisação. Matam com naturalidade. Não interessa o cadáver, mas
seu impacto sobre o público”.
Leia mais em Recordando a História
/Justiçamentos
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12/03/73 |
Pedro Mineiro
Capataz da Fazenda Capingo – Para |
"Justiçado" por
terroristas na Guerrilha do Araguaia. |
| 118 |
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Francisco Valdir de Paula
Soldado do Exército-região do Araguaia - PA |
Instalado numa posse de terra, no município de Xambioá, fazendo
parte de uma rede de informações montada na área de guerrilha, foi
identificado pelos terroristas e assassinado. Seu corpo nunca foi encontrado.
Mesmo com tanto tempo já decorrido, alguma incorreção ainda pode cercar algum
nome aqui lembrado. Assim, rogamos ser informados de eventual impropriedade. |
| 119 |
10/04/74 |
Geraldo José Nogueira
Soldado PM – São Paulo |
Morto quando da captura de terroristas.
Mesmo com tanto tempo já decorrido, alguma incorreção ainda pode cercar
algum nome aqui lembrado. Assim, rogamos ser informados de eventual
impropriede |
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