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A GRANDE FARSA

       Portal

Introdução  e
Capítulo 1: Um 1º de abril fantástico

Capítulo 2 : A grande  mentira

Capítulo 3:Indagações ao denunciante

Capítulo 4: O texto da ONG revanchista e novas indagações

Capítulo 5: Em foco- o "agente" Waldemar

Capítulo 6:A Entrevista com o irmão de Catarina Helena

                                      
                                      INTRODUÇÃO
Esta matéria é dedicada aos companheiros, civis e militares, que na selva ou nas áreas urbanas, entre acertos e erros, aqueles muitíssimomais do que estes, de armas na mão ou sem elas, de uniformes ou descaracterizados, aprenderam a lutar contra terroristas e guerrilheiros,apoiados e financiados por partidos, organizações político - militares e organismos nacionais e estrangeiros, ideologicamente radicais, internacionalistas e defensores de várias vertentes do marxismo revolucionário . Estes companheiros, patriotas denodados lutaram,venceram e de forma disciplinada voltaram aos quartéis com a certeza do dever do dever cumprido.

Os responsáveis pela nossa soberania ,hoje, atacados, injuriados ou difamados e pressionados por uma estrutura fortemente apoiada numa mídia revanchista, de certos componentes da Sociedade Política e no financiamento de ONGs, nacionais ou não, ficam sem a possibilidade de um contraditório isento, diante da Nação.

Há os que, omissos no passado, convivendo nos gabinetes, nos corredores e nos salões do Poder, se acomodaram e julgam que o esclarecimento da verdade deva ser uma iniciativa dos atacados. Opinião de acomodados ou covardes que não querem ou não tem peito de tomar decisões, para manter seu "statuo quo" e "corrida" de maré mansa, em prol de suas ambições pessoais. Como se aqueles heróicos combatentes não tivessem cumprido ordens verbais ou escritas de seus chefes institucionais...

A omissão e o silêncio, só enaltecem os que se abrigaram e se abrigam na sombra de dissimulada prudência e enganosa sabedoria, para um suposto "benefício" da Instituição Militar, cuja tradição proclamam defender, mas...
Ser democrata é enfrentar os que, sob o manto da lei, escondem suas intenções de caráter ideológico para desestabilizar o Estado Democrático de Direito. Ser democrata é não ter receio de nominar os que transgridem a Constituição e as Leis Menores, em prol de seus objetivos táticos e estratégicos, qualquer que seja o nome que usem para dissimular suas reais intenções e estando aonde estiverem.

Em situação de crise, quer aonde exista: selva, cidade, em terra, mar ou ar, o exemplo de disciplina consciente preconizada pela Instituição se faz presente, independente dos homens que eventualmente, a dirigem.
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OBSERVAÇÃO : a numeração entre colchetes ao longo do texto que se segue, indicam dados que se referem ao trecho assinalado e constam nas observações finais, após a conclusão deste texto.
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                                CAPÍTULO 1: UM PRIMEIRO DE ABRIL FANTÁSTICO.
 
No dia 1º de abril, do corrente ano, no programa de tele - jornalismo,"Fantástico", da TV Globo, em chamada de grande impacto, os telespectadores foram apresentados a Waldemar Martins de Oliveira, que foi praça e desertor do Exército Brasileiro, denunciante voluntário ou induzido, de mais um suposto crime da "ditadura", praticado por militares da Força Terrestre nos idos de 1968 . A denúncia, que teria sido investigada, exaustivamente, pelo "jornalista" Caco Barcelos, durante um ano de "estafantes" trabalhos, foi detalhada em reportagens no "Jornal Nacional" dos dias 02 e 03 de abril , relatando :

          - a prisão, no Rio de Janeiro/RJ, de Catarina Helena Abi
Eçab e seu companheiro João Antônio Abi Eçab, pertencentes aos quadros da organização terrorista Agrupamento Comunista de S. Paulo (AC/SP, depois Ação Libertadora Nacional - ALN), que teriam participado do assassinato, em 12 de outubro de 1968, do capitão norte-americano Rodney Chandler, que, à época, era estudante da Universidade do Estado de S. Paulo (USP) ;

          - o seqüestro do casal, conduzido para a floresta da Tijuca;

          - a tortura do casal, neste local ;

          - a condução do casal para a casa de um Coronel do Exército , em S. J. do Merití ;

          - a execução de Catarina Helena e João Antônio, pelo Chefe da Equipe que os conduzira para aquela região, o qual teria executado o casal com disparos de arma de fogo nas suas cabeças ;

          - o sepultamento do casal numa vala em local ermo, hoje ocupado por um super mercado, na região de S. J. do Merití; e

          - a montagem, por pessoal do Exército, de um "acidente" , no Km 69 da rodovia Três Rios
Vassouras/RJ , em 08 de novembro de1968, com a "morte" do casal, para dissimular a suposta execução ocorrida, anteriormente, em S. J. do Merití (70 km do local do acidente) .

As ações, conforme a denúncia, teriam sido praticadas por militares do Exército, não ficando explícito se componentes de uma ou mais equipes ou grupos .

Dentro do contexto da reportagem, após 1º de abril, repentinamente, o eixo da mesma enfoca a exumação da ossada de Catarina Helena de um jazigo da família, no Cemitério de Araçá, em S.Paulo/SP, com assistência legal e o testemunho de renomados legistas brasileiros da USP. A partir daí, o interesse da reportagem passou a incidir sobre um orifício, provavelmente produzido por projetil de arma de fogo, ou algo similar, no crânio que seria o de Catarina Helena Abi
Eçab (em solteira Catarina Helena Xavier Ferreira) , tendo se a impressão, pela montagem, de que não restaria nenhuma dúvida a respeito deste fato, o que seria a confirmação plena da estória do ex soldado Waldemar sobre a execução da jovem
.
Nenhuma palavra sobre João Antônio (o companheiro de Catarina) e o orifício de arma de fogo que também deveria existir em sua ossada craniana... Apenas a estranha afirmação de que, procuradas as famílias, a de Catarina Helena Abi - Eçab (em solteira Catarina Helena Xavier Ferreira) concordou com a exumação...De João Antônio Abi - Eçab, simplesmente, nada...

No curso da reportagem, o "repórter" Caco Barcelos conseguiu mobilizar um sem número de recursos, ironicamente da própria USP, no sentido de tentar provar, mediante exames residuais de alta complexidade, que a lesão mostrada, no crânio examinado havia sido realmente resultante de perfuração por projetil de arma de fogo. Técnicos ouvidos pela reportagem não hesitaram em confirmar essa hipótese.

O legista Carlos Delmonte, da USP, "reconstruiu a ossada" (sic) e concentrou a análise na lesão do crânio ,tendo ele e o chefe de laboratório da USP, Isac Jamil Saieg, que examinou a lesão do crânio com o espectrômetro, chegado a conclusão de que seus achados eram incompatíveis com acidente, pois a presença de chumbo evidenciava um disparo, sendo, segundo ele, prova científica conclusiva. Ora...Ora... Desde que o crânio fosse o de Catarina ; não houvesse a possibilidade de manipular a ossada, em trasladado(s) pretérito(s) ; não existisse a possibilidade de uma detonação de explosivos que, segundo a versão de uma ONG o casal transportava , na ocasião do acidente; e não houvesse fortes testemunhos de outra versão, a de acidente, que os doutos ignoravam
.
Há exame anterior da ossada craniana de Catarina Helena, realizada no IML de Vassouras/RJ, na madrugada de 08 para 09, ou 09 de novembro de1968... Muito há para esclarecer neste episódio. Procuraremos esclarecer, no possível.

Porém, a denúncia do Sr. Waldemar Martins de Oliveira e o acréscimo de mais um nome na "lista" não passou, pelo que parece, de uma "Grande Farsa", digna do "Primeiro de Abril", que passaremos, com pesar, expor a partir do Capítulo 2 .

 

 

voltar-v.gif (906 bytes)Retornar                             CAPÍTULO 2: "A GRANDE MENTIRA"

 Na realidade, a chamada na TV Globo, em 01/04/2001 (Dia da Mentira), no Fantástico, e as reportagens transmitidas nos dias subsequentes (02 e 03 de abril), pelo Jornal Nacional, proporcionaram um espetáculo tragicômico, quando da apresentação dos fatos relacionados com a "execução" do casal de terroristas, por militares, e a ação do Exército , forjando um acidente para encobrir os fatos. Foi deplorável e revoltante. A má fé, as contradições, os interesses inconfessáveis e o maquiavelismo caracterizaram as reportagens, sem que houvesse, no contexto das mesmas, o devido contraditório .


Em um ano de "investigações" o repórter, fatalmente, acharia as fontes para a total ou parcial contradita, que, por sinal, têm endereço :


                    - na Internet (www.ternuma.com.br);


                    - na Internet ( www.torturanuncamais.org.br ) como, oportunamente, iremos mostrar, neste texto ;


               · na obra "A Esquerda Armada no Brasil’, de A.Caso , editada em 1976, pela Moraes Ed. em Lisboa, Portugal (a partir da página 68), com boa circulação na seara da esquerda radical brasileira ;


              . no livro, "Combate nas Trevas", do dirigente comunista Jacob Gorender, página 109, já na 5ª edição, esta aumentada, atualizada, donde corrigida se erros havia ; e


              . no livro "A Revolução Impossível", com o subtítulo "A Esquerda e a Luta Armada no Brasil", de autoria de Luís Mir, publicado pela editora Best Seller, em 1994, de indiscutível ótica contraria aos militares , que apresenta :


                                 - nas páginas 330, 331 e 332 uma versão do julgamento , ação e assassinato ("justiciamento") do Capitão Chandler ;


                                 - a página 337, uma versão dos acontecimentos que culminaram com a morte do casal João Antônio e Catarina Helena Abi - Eçab, no acidente em Vassouras;
            · na reportagem de Luiz Maklouf, no Jornal do Brasil de 4/3/1999,"Golpe Levou Deputado às Armas", sobre Aloysio Nunes Ferreira, o "Beto", onde Francisco Gomes, militante da ALN, relata que João Abi-Eçab morreu em acidente de carro, após o assalto a um posto de gasolina; e


             - em outras peças escritas, como mostraremos, na devida hora , neste texto .


As versões apresentadas por A. Caso e Luís Mir, sobre o episódio Chandler, confirmam a de Jacob Gorender na sua obra, "Combate nas Trevas", nas duas edições (a 1ª de 1.988 e a 5ª de 1998), sobre os mesmos fatos. As diferenças existentes, em relação a obra de Jacob Gorender, ocorrem, provavelmente, pelo uso de fontes distintas, sobre os mesmos fatos. O mesmo ocorre em relação a morte do casal, comparando-se as versões de Gorender e Mir, pois A. Caso não aborda, na sua obra, "A Esquerda Armada no Brasil", o episódio ocorrido com o casal de terroristas no km 69 da rodovia Três Rios - Volta Redonda, emVassouras/RJ.


O que importa é que "A Revolução Impossível", de Luís Mir, seria mais um recurso para que o repórter evitasse o seu "desvio", baseando-se nas versões dos que o levaram a projetar no cenário nacional "A Grande Farsa".


Não era o caso de procurar a verdade de mais um episódio atribuído a "ditadura militar" ... Os objetivos do ataque contra os militares têm a mesma similitude das denúncias da ONG "Tortura Nunca Mais" com suas características usuais : distorção dos fatos ; ausência de comprovação ; má fé ; revanchismo puro ; ausência do contraditório ; sensacionalismo inconseqüente ; e cobertura da mídia de esquerda, "engajada" neste tipo de ação, que só serve para impedir a cicatrização de antigas feridas e beneficiar interesses monetários em polpudas indenizações. Repetimos: soa como "vendetta revanchista" do pior quilate e cobertura de possíveis interesses escusos .


As falsidades e as contradições apresentadas nas reportagens citadas, serão contestadas, sem que o assunto esteja por nós esgotado e encerrado.

   
                                         O PROBLEMA CHANDLER .

Nunca houve nenhum envolvimento de João Antônio dos Santos Abi-Eçab e Catarina Helena Abi-Eçab (em solteira Catarina Helena Xavier Pereira, ou Xavier Ferreira) nas ações terroristas que culminaram com o assassinato , pelas costas , do Capitão do Exército dos Estados Unidos da América ,
Charles Rodney Chandler. (1)

O assassinato foi executado na saída de sua residência, na frente de sua esposa e do filho de 9(nove) anos de idade, em 12 de outubro de 1.968, em S. Paulo/SP.


Os participantes do assassinato, como já salientamos, estão identificados na Internet e em relatos da própria esquerda há um bom tempo, donde o famoso "arapongista" (araponga + jornalista), após um ano de "investigações" estafantes (sic), não poder ignorá-los... Não falamos em dever de bom jornalismo, pois o "arapongista" parece ser um "engajado" na linha da ONG já mencionada, ou dos que a apoiam por objetivos táticos ou estratégicos ...


O Capitão Chandler jamais foi reconhecido, por fonte idônea, como agente da CIA, nem consta que tenha sido instrutor de organização militar brasileira ou latino – americana, em operações de contraguerrilha .


Para as esquerdas envolvidas na luta armada, entretanto, o militar dos EUA simbolizava o "inimigo imperialista", como se depreende dos panfletos distribuídos pelo grupo assassino e a data escolhida, inicialmente, para a ,
execução (2): 8 de outubro, dia da morte de Che Guevara . Todavia, o alvo não saiu de casa, sendo a ação executada em 12 de outubro (3) .

Portanto a chamada na televisão, realizada em 1° de abril (dia da mentira), visando a projeção da reportagem e as apresentações nos dias subseqüentes exploraram dados falsos, com o nítido objetivo de projeção sensacionalista.

                  O RELACIONAMENTO DO CASAL COM O TERRORISMO

O casal, supostamente "executado" por militar do Exército Brasileiro, participara de ações armadas. João Antônio, por exemplo, foi, em 10 de agosto de 1.968, o motorista de um dos dois "fuscas" que serviram para a fuga dos terroristas que assaltaram o trem pagador da Estrada de Ferro Santos – Jundiaí.


Era, portanto, amigo de Aloysio N. Ferreira, "Beto", ex-terrorista , e atual Secretário Geral da Presidência da República, partícipe naquela ação...


Segundo Jacob Gorender, na época dirigente nacional do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), o casal ( João Antônio e Catarina Helena ) participou do assalto ao carro pagador do IPEG (Instituto de Previdência do Estado da Guanabara), em 13 de novembro de 1968, juntamente com Carlos Marighella e um outro militante. Poderia ser o "Beto"? Afinal de contas ele seria, na época, o motorista do Marighella... Segundo outras fontes a ação "expropriatória" ocorreu em 8 de novembro de 1.968, o que não afeta as considerações e conclusões ao longo deste texto .

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             CAPÍTULO 3: INDAGAÇÕES AO DENUNCIANTE (SEM RESPOSTAS).

A Lei da Anistia absolveu os praticantes de ações julgadas criminosas, porem os militares são julgados perante a opinião pública, até hoje, pelo Tribunal da Nova Inquisição: "Tortura Nunca Mais"; julgamos que o "embromador", Waldemar de Oliveira, protegido pela lei e pela ONG, "Tortura..." tem o dever de tirar nossas dúvidas, expondo os seguintes fatos :
          a. Qual o endereço e quem residia na casa onde o casal foi preso? Os residentes eram proprietários?
          b. Quem efetuou o levantamento do local para captura do casal? Eles eram os únicos presentes no local, quando da captura?
          c. Qual a constituição da equipe de busca e apreensão uma vez que o denunciante declarou tê-la conduzido ao local?
          (Observação : uma equipe especializada, deste tipo, jamais iria com quem não conhecesse, ainda mais sendo os suspeitos elementos indicados como possíveis assassinos de Chandler, logo considerados perigosos) .
          d. O deslocamento para a Floresta da Tijuca foi com a mesma equipe que efetuou a captura?
          e. Como foi o deslocamento para S. J. do Merití e qual o Coronel do Exército dono da casa para onde se deslocaram?
          f. O pessoal que efetuou o espancamento do casal foi o mesmo das ações anteriores? Caso contrário, qual as suas identidades?
         g. Quem era o Chefe da Operação, autor da ato de execução com disparos de arma de fogo na frente e próximo do denunciante?
        (Observação: o denunciante estava bem próximo pois teve a capacidade de identificar o local exato da penetração do projetil ou projéteis) .
        h. Foi só um tiro na cabeça e em cada corpo?
        i. Qual a arma utilizada pelo Chefe da Operação, na execução, e qual o calibre da mesma ?
       j. Quem transportou os corpos? O denunciante ajudou? Como foram enterrados ? No sepultamento em vala rasa, em local ermo, o casal estava vestido ou não?


Estas indagações ou algumas delas poderiam ser feitas pelo tarimbado repórter ao ex- soldado, antigo desertor, e deveriam ser respondidas pelo Waldemar, provável criador ou repetidor amestrado da fábula .


Assim, colocariam a denúncia inverossímil em seus devidos termos, pois o "agente" Waldemar teria que responder todas ou quase todas. Elas fazem parte do bê-a-bá de qualquer agente, mesmo neófito, especializado em operações , que deve ser capaz de memorizar fatos de qualquer natureza. Mas o que ocorreu ?


Nenhum nome ou dado que permitisse a comprovação da denúncia foi dito pelo denunciante ou mereceu pergunta do repórter em sua "aprofundada" investigação, pelo que se depreende das reportagens televisivas . Caso aprofundasse, perceberia os vários aspectos dúbios do relato do recruta, o qual parece se encaixar numa montagem, com objetivos de diversos matizes... Nos quais o repórter, também, se encaixou, voluntariamente ou não. Veremos ...


O "ex - agente (recruta, paraquedista e desertor) tem obrigação de dar os nomes dos envolvidos, pois se diz ameaçado de morte . Pedimos não procurar nome de potenciais "executores" com o Sr. Nilmário, com a ONG "Tortura", ou com o Sr. L. E. Greenhalgh e seu amigo Aton ( o da ALN), que, com engenho, arte e fino trato com a mentira poderiam "selecionar" mais de quatrocentos ou milhares de nomes ao bel prazer...Basta para eles pegarem os Almanaques das três Forças...
 
                                   PESSOA MORTA PODE FREAR ?

O Capitão Chandler foi assassinado ( após ter sido julgado por um
"Tribunal Revolucionário" (3). em 12 de outubro de 1968O casal morreu em um acidente na rodovia Três Rios - Volta Redonda, próximo a Vassouras/RJ, vinte e seis (26) dias após (em 08 de novembro) .

Analisando o testemunho de Waldemar, perante a audiência da TV Globo, no período entre 12 de outubro a 08 de novembro 68, deveriam ter ocorrido os seguintes eventos:
                  a.     Deslocamento (S. Paulo – Rio ) e homizio do casal, suspeito de assassinato, no Rio de Janeiro;
                  b. Vigilância sobre o casal e levantamento do local de homizio pelo "super agente" Waldemar (só um super agente executaria este tipo de missão sozinho);
                  c. Prisão, tortura e deslocamento dos envolvidos para a Floresta da Tijuca e daí para S. J. do Merití, com execução na casa do Coronel e sepultamento do casal numa vala, em área erma, nesta região .


Estes dados contraditam os dados do acidente em Vassouras. Para que os corpos do casal aparecessem no Km 69 da rodovia Três Rios – Volta Redonda, em Vassouras/RJ ( a 70 km. de distância do local do "enterramento" ) , em 08 de novembro de 1968, os corpos teriam que ser :


                  a. Desenterrados em S.J do Merití;


                  b. Limpados e vestidos em algum local;


                  c. Transportados para o local do acidente, em Vassouras/RJ ( a 70km. de distância ) .


                  d. No local do acidente, em plena estrada asfaltada e movimentada, uma equipe teria "montado" o acidente, as 18:30 horas, jogando o fusca numa certa velocidade contra a traseira do caminhão, com a moça na direção, deixando o corpo de João Antônio no
leito da estrada .(4)

Mas tem mais... Feita a cópia em vídeo (da reportagem da TV Globo) e congelando-se cada imagem do acidente notamos algo interessante... Há, na estrada, marcas de uma frenagem, do Volks dirigido por Catarina Helena. Segundo Waldemar e a reportagem, Catarina Helena estava morta. Surgem várias indagações sérias, ainda que algumas não pareçam :


                 1ª. O repórter pode explicar como ocorreu o transporte dos corpos de S. J. Merití para o local do acidente em Vassouras?


                 2ª.O"recruta"pode informar algum detalhe?


                 3ª. Uma "morta" pode frear?


                 4ª. Como a "morta" freou?


                 5ª. Alguém, com o "cadáver" no colo ou sentado no colo da "extinta", efetuou a colisão e pulou do carro pelo lado direito, por onde caiu João Antônio???


                 6ª. Esta parte da estória foi checada, durante o ano de "estafantes" investigações?


                 7ª. O "Beto", nada sabe? Sabe sim... Perguntem ao ferroviário aposentado Francisco Gomes, partícipe do assalto ao trem pagador e ex-militante da ALN...


                8ª. O relato do autor de "Combate nas Trevas" pode ajudar ? Achamos que não ajudam o repórter e o "recruta desertor", muito mal assessorados...Vamos ver...

Caso a novela do embusteiro Waldemar fosse verdadeira invalidaria as versões de Gorender e Luís Mir, as quais serão referenciadas neste texto, para indicar a participação do casal no assalto ao carro pagador do IPEG, no Rio de Janeiro, e apresentar dados sobre o acidente (8/ 11/1968) . Jamais o casal poderia estar "morto" em S. J. do Merití, por ocasião do assalto do carro do IPEG, lá no Rio de Janeiro, ou sendo transportados sem vida para a área da montagem do "acidente".

Há ainda mais um dado a considerar : a ONG "Tortura...", da "Inquisição Revanchista Brasileira", relata no seu "Dossiê" (páginas 219 e 220) e no seu site na Internet ,que o acidente ocorreu por volta das 19:00 horas, do dia 08 de novembro de 1.968, na região de Vassouras, RJ. A rodovia, repetimos, era e ainda é asfaltada e movimentada o que dificultaria qualquer "montagem" no local . Já imaginaram o cenário ?

Teremos mais dados a respeito, neste texto .


                           UM TEXTO ESCLARECEDOR .

A transcrição de um trecho do livro de Jacob Gorender é necessária para aquilatar o nível desta sórdida montagem, que foi espalhada pelos quatro cantos do país , procurando denegrir a imagem do Exército e dos militares :
"...................................................................................................................... Ainda em 1968, uma equipe da ALN percorre regiões do interior e procede ao levantamento de locais adequados para áreas estratégicas e pontos de apoio das projetadas colunas guerrilheiras. Elementos da primeira turma treinada em Cuba regressam ao Brasil e difundem o que aprenderam sobre o emprego de armas e explosivos e técnicas de combate. Aparentemente, há expansão e fortalecimento.

O mistério sobre os assaltos de novo estilo se acaba a 13 de novembro de 1968. Na manhã deste dia, num subúrbio carioca, o carro pagador do Instituto de Previdência do Estado da Guanabara (IPEG) foi interceptado por três homens armados, que se apoderaram de 120 mil cruzeiros novos. À tarde, um sargento reformado da Polícia Militar reconheceu o carro receptador do dinheiro expropriado num posto de gasolina. Avisados pelo sargento, policiais prenderam o motorista. Submetido a tortura, o jovem abriu informações, inclusive a de que pouco antes havia se separado de Marighella, comandante da ação contra o carro do IPEG. Em face da ausência do motorista no ponto combinado, Marighella correu para o aparelho na Pedra de Guaratiba e ainda teve tempo de levar o dinheiro confiscado. Mas o segredo sobre a autoria das ações deixou de existir. Jornais e revistas publicaram longas matérias a respeito do líder comunista e chefe dos assaltos até então indecifráveis. Em todas as bancas, a capa da revista "Veja" exibia o rosto do famoso revolucionário. Os órgãos de repressão policial fazem dele o inimigo público número um.

Os incidentes azarados do assalto ao carro pagador do IPEG se concluíram com um episódio trágico. De retorno para S. Paulo, dois participantes da ação – o casal João Antônio Abi-Eçab e Catarina Helena Xavier Ferreira – morreram à noite, na colisão de seu carro com um caminhão, próximo a Vassouras. Na bagagem do Fusca do casal, a Polícia encontrou uma metralhadora e pentes de balas."( final da transcrição )

Os destaques e grifos são nossos ( o trecho foi transcrito do livro "Combate nas Trevas", página 109 , 5ª edição,1998 , revista (obviamente corrigida) e ampliada, editada pela Editora Ática; na 1ª edição o trecho está na página 99). A transcrição pede alguns destaques de nossa parte :
                1º. O relato é de um militante de projeção da esquerda revolucionária, na época, e hoje atuante na área de um partido legal, porem mantendo, ainda, visões marxistas revolucionárias com novas roupagens. Não iria, jamais, dar um relato falso, inclusive na edição ampliada, revisada e , naturalmente, corrigida .


                2º. Jacob Gorender não cita o Exército nas ações, nem argüi a possibilidade da "montagem do acidente" com os corpos sendo transladados de S.J. do Merití para Vassouras .


               3º. As ações policiais, após o assalto do carro pagador do IPEG, foram conduzidas, pelo seu relato, somente por órgãos policiais .


               4º. INCRÍVEL, FANTÁSTICO E EXTRAORDINÁRIO !!! Pelo relato de Jacob Gorender, o casal ao retornar para S.Paulo, ESTAVA VIVO E MORREU NO ACIDENTE EM VASSOURAS !!! Não ressuscitou, nem foi transportado sem vida por "militares assassinos".


               5º A questão de datas para este episódio não importa (8 ou 13 /11/1968) . O ambiente de clandestinidade da época e o tempo decorrido para a publicação (1.988) pode Ter afetado a precisão de datas e pequenos detalhes .


               6º. As fontes do autor são, por certo, o seu vasto conhecimento sobre os fatos da "esquerda militarista revolucionária" e documentos citados na obra .
 
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         CAPÍTULO 4: O TEXTO DA ONG REVANCHISTA E NOVAS INDAGAÇÕES

O site da ONG representativa da "Inquisição Revanchista Brasileira" , "Tortura Nunca Mais", apresenta, no link "Outras Mortes", uma relação com os nomes do casal Abi - Eçab , Catarina Helena e João Antônio, donde podem ser abertas suas fichas e os dados sobre suas mortes, os quais, por sinal, não ajudam a historiada de Waldemar e o cunho de "autêntica embrulhada" produzida por Caco Barcelos e divulgada ...

Pelos dados da ONG, o casal morreu em um acidente de automóvel ocorrido, as 19:00 horas do dia 08 de novembro de 1.968, no km. 69 da rodovia BR - 116, próximo a Vassouras/RJ , devido a detonação de explosivos que transportavam . O exame necroscópico de Catarina Helena foi realizado no Instituto Médico Legal de Vassouras/RJ, sendo firmado pelos Drs. Pedro Sarillo e Almir Fagundes de Souza, dando como "causa mortis" fratura da abóbada craniana, provocada por instrumento contundente. Nada consta do exame necroscópico de João Antônio . O detalhamento do sepultamento de ambos, logo após o acidente, e o translado dos corpos para S. Paulo são vagos . Algumas indagações e considerações podem ser feitas, diante dos dados da ONG da "Inquisição Revanchista":

                a.    Houve um acidente, segundo a ONG, motivado por detonação de explosivo, que ocasionou a morte do casal ;


                b.    É mais um indicativo que o casal estava vivo ( não foi executado e enterrado em S. J. do Merití) e se deslocava de automóvel para S. Paulo, não corroborando a tese de montagem de um "acidente" por militares do Exército, defendida na reportagem ;

               c.     As cenas da reportagem, no Cemitério de Araçá, mostram , na exumação, uma caixa de madeira com a ossada que seria a de Catarina Helena . Logo houve uma exumação anterior em 1981 ou 1988, em S. Paulo/SP, segundo dados disponíveis, a qual deveria ser esclarecida . As datas do sepultamento em Vassouras e das exumações, em S. Paulo, também . Isto em razão da manipulação de uma ossada craniana com laudo anterior ( em Vassouras ), diferente do laudo ofertado pelos legistas da USP , e com outra região do crânio afetada ;
             

               d.    Nada se fez para esclarecer a respeito do sepultamento, translado, caso de exumação ( se houve ) e exames de ossada craniana do pobre e esquecido João Antônio, morto na mesma hora, no mesmo local, e em circunstâncias semelhantes. Problema da ausência do orifício a bala ?

              e.     O repórter não procurou o site da ONG ( "Tortura..." ), de grande projeção nestes casos, para confrontar as denúncias feitas de forma tão leviana pelo "idôneo" Sr. Waldemar ? A reportagem saiu sem nenhum critério de verificação, tratando - se de graves denúncias, envolvendo uma instituição nacional permanente . Isto é um fato.

              f.      O casal, no site da ONG, é qualificado como militante da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária ) , o que é contraditado por outras fontes . Mais uma vez a ONG da "Inquisição Revanchista" pode Ter errado . Os assaltos ao trem pagador da Santos - Judiai e contra o carro pagador do IPEG são ações de marginais da AC/SP (depois ALN ) . O "Beto", que por ser motorista do Marighella poderia Ter tomado parte nas duas, talvez possa esclarecer...

                           TRANSLADOS E EXUMAÇÕES .


O translado do corpo de Catarina Helena Abi-Eçab ou Catarina Helena Xavier Ferreira (nome de solteira) de Vassouras/RJ para S. Paulo/SP, com autorização da família, impõe o raciocínio de que os seus familiares possam detalhar os aspectos legais do translado e sepultamento . Sem falar nos órgãos institucionais responsáveis, os quais têm obrigação de esclarecimentos. A ONG  "Tortura Nunca Mais", talvez possa esclarecer alguns aspectos... Assim sendo, deviam e devem existir indícios ou evidências para os seguintes esclarecimentos:

           g.    Local onde se encontravam os restos mortais de Catarina Helena (antes do translado para S. Paulo/SP) ;

          h.    Quem ou quais pessoas efetuaram o translado ? ;

          i.      Local e nomes envolvidos nesta atividade ;

                  d. Data do translado e do sepultamento ;

                  e. Exumações posteriores ao sepultamento de Catarina Helena Xavier Ferreira (em casada Abi - Eçab), em S. Paulo (1.981 ou 1988) , se houve ;

          j.      Qualquer exame de confirmação por DNA efetuado, em de S. Paulo/SP, referente ao casal, até a presente data;

          k.    Data, autoridades, organizações ou pessoas solicitantes dos exames e seus resultados, se for o caso; e

          l.       Comparações desses resultados com os da última exumação, em 1.981 ou 1988, caso tenha sido efetuada .

A parte pericial, deste momento em diante, para ser isenta, não poderá ser conduzida pelos técnicos da USP, por seus envolvimentos na reportagem, nem por técnicos da UNICAMP, pela presença do "Mané" (Professor João Carlos Kfouri Quartim de Moraes) e outros antigos militantes, capazes de influir nas atividades... É sonhar muito pensar em perícias isentas, mesmo que se deseje a verdade e não esta baboseira do Sr. Caco Barcelos e outros .

                      A OSSADA CRANIANA DE JOÃO ANTÔNIO

Diante dos textos de Jacob Gorender e de Luis Mir, nas obras aqui citadas, e os registros da ONG da "Inquisição Revanchista Brasileira" cabe ou não considerar o problema do crânio perfurado, possivelmente, por um projétil de arma de fogo ou algo similar, levantado pelos doutos legistas da USP ? Se o relato da ONG "Tortura" tem uma versão de laudo contraditória, por quem não possui o mínimo interesse em ocultar uma trama dos militares, pelo contrário, há lógica em investigar...

Estranho é não ser solicitada, por ninguém, a exumação e o exame da ossada craniana de João Antônio, morto : segundo Waldemar, da mesma forma, no mesmo local, pela mesma pessoa e com a mesma arma; segundo a outra versão, no mesmo local, na mesma estrada e na mesma hora . Este fato merece ser olhado com atenção, pois é, no mínimo, estranho, mais do que isto : suspeito.

 
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                    CAPÍTULO 5: EM FOCO - O "AGENTE" WALDEMAR.

Sobre este "recruta" Waldemar, cabem algumas considerações que, provavelmente, o repórter não pode ou não quis obter. Julgamos que se ele tivesse procurado as autoridades militares e outras fontes para expor os "graves" fatos obtidos e os objetivos da reportagem, teria as respostas que evitariam esta paparrotice. Parece que o repórter não aprofundou seus dados por não ter interesse em ser isento – em relação ao Exército e aos militares em geral – e estar seduzido por uma ótica peculiar, revanchista, que, no fundo, só prejudica a Nação. Vejamos :

              - Waldemar Martins de Oliveira sentou praça em 15 de janeiro de 1968, incorporado no estado efetivo do 27º Batalhão de Infantaria Paraquedista ;

              - após sua incorporação, inquestionavelmente, o recruta Waldemar submeteu-se à Instrução Básica Individual (fevereiro e março); ao Treinamento Básico Aeroterrestre (abril); ao Curso de Formação de Soldado (maio e junho); e estágios peculiares a formação do soldado paraquedista ( julho ou julho e agosto ) ;

              - o recruta Waldemar consumou a deserção, em 11 de setembro de 1.968, sendo, ainda, um soldado do efetivo variável (EV) e deixando de receber remuneração a partir desse mês (setembro de 1968 ) ;

              - o desertor Waldemar Martins de Oliveira deixou de ser excluído do estado efetivo, do 27° Batalhão Paraquedista por erro administrativo, fato que, a nosso ver, não o exime do crime de deserção praticado, e o coloca com elevado grau de risco para as operações de informações, tecnicamente falando ;

       ·o desertor Waldemar Martins de Oliveira não apresentou nenhuma comprovação de remuneração efetuada, pela prestação de seus serviços, após setembro de 1.968, por qualquer organização militar ou órgão ligado ao governo federal. Trabalhou de graça ou é ator participante de uma farsa?

Com base, somente nestes dados, que podem ser verificados pelas folhas de alterações militares do Waldemar e por via investigativa, caso se deseje, podemos afirmar que, naquela época, não temos ciência de qualquer registro de soldado recruta atuante na área de Operações de Informações (hoje Op de Inteligência) . Somente oficiais e graduados exerciam aquelas atividades e, de preferência, deveriam possuir curso que os capacitasse à atividade (Curso de Especialização de Informações do Centro Estudos de Pessoal, CEP) .

A reportagem deu ênfase a um documento que estava de posse de Waldemar, o qual atestaria sua condição de vinculação ao Exército, podendo exercer as atividades de Informações. Mentira!

O Certificado de Dispensa de Incorporação (CDI), de Nr 382671-J, foi concedido pela 10ª Delegacia do Serviço Militar, Marília/SP, subordinada a 6ª CSM (Circunscrição do Serviço Militar) de Bauru/SP, a Waldemar Martins de Oliveira, no período 1° de abril a 31 de abril de 1978, e não em 1970 como destacou a reportagem . O CDI é um documento fornecido ao pessoal do excesso de contingente, aos refratários e aos dispensados da incorporação, a fim de regularizar suas situações militares. O CDI não é distribuído a quem foi incorporado ( na Brigada Paraquedista, por exemplo) e muito menos a um desertor...

No caso de Waldemar Martins de Oliveira a posse de um CDI autentico, usado de forma ilícita, configura um ato ilegal por ele praticado intencionalmente. A pessoa que tenha, intencionalmente ou não, lhe entregue o CDI, também está incursa nas penas da lei . Só ao arrepio da lei seria possível obter o CDI . Temos cópia da relação com todos os dados, inclusa a assinatura do Sr. Waldemar, passando recibo do seu ilícito .

Este CDI, fornecido em 1.978 e não em 1.970, levanta, a possibilidade de adulteração da sua data de entrega, surgindo aí mais um aspecto para agravar a situação de possível ou possíveis envolvidos na obtenção ilícita do documento ...

Tem mais, dar um CDI com a identidade real para um desertor, que está foragido e na clandestinidade seria, além de crime, um tipo de "cobertura" inválida e "burra" para qualquer agente, pois torna seu portador vulnerável a qualquer ação policial ou policial - militar, uma vez que o CDI é um documento que pode ser checado pelas autoridades, em caso de detenção ou checagem (batida) por forças de segurança pública .

A primeira missão deste "super agente", desertor Waldemar, foi "executada", pelos dados da reportagem , entre meados de outubro de 1.968 e, no máximo, 08 de novembro de 1.968, portanto, com menos de dez meses de praça (15/01/1968 a 10/09/1968) e dois meses na situação de desertor (11/09/1968 a 08/11/1968) o que é improvável e inusitado, exceto para: o repórter; o inventor da estória; e o desertor...Há uma realidade: a lorota de ter presenciado a "prisão, as torturas e execução" do casal por militares do Exército Brasileiro... Como o repórter engoliu esta patranha e tudo o mais é que causa estranheza e desconfiança...Há um adendo , na atualidade, o Sr. Waldemar Martins de Oliveira, diante das decisões judiciais que lhe foram contrárias, não impetrou novas ações contra o Exército...Não há, até agora, pelo que se saiba, nenhuma ação em curso do caluniador ou do caluniado...
 
                                              MAIS MENTIRA.

Em 1968 não existiam os DOI – CODI, que só foram organizados no segundo semestre de 1.969. Pelo que se sabe as ações operacionais , de contra-subversão, ocorriam coordenadas pelos Comandos Militares de Área, donde ser muito improvável ao "super agente" atuar na área de Marília/SP, área do então IIº Exército, sendo, pelo que propalam Waldemar e outros capadócios, "agente atuante" e lotado na área do então Iº Exército (1.968). Quem deu Comando Militar de Área ? Waldemar tem que saber, ou foi obra do Espírito Santo ?
 
MAIS EVIDÊNCIAS. a ordem ou quem a transmitiu para o "agente desertor", Waldemar, atuar na área de outro.

Outro aspecto merecedor de atenção é o fato de que as obras, versando sobre as mortes de militantes pelo "regime militar", não citam o casal Antônio João e Catarina Helena Abi – Eçab como mortos, seja em confronto, seja – como é costume – em "tortura". Tal enfoque dá a nítida impressão e, mais que isto, a certeza de que toda a "esquerda revolucionária militarista ou não" tinha a mesma visão de Jacob Gorender , que por certo foi informado dos fatos por fonte idônea ligada aos acontecimentos ocorridos na fatídica data de novembro de 1968 (8 /11/1968) . Os livros são : "Imagens da Revolução", de Daniel Aarão Reis F° e Jair Ferreira de Sá, páginas 362 e 363 para os anos de 1968/69/70, Editora Marco Zero, 1985, que não cita o casal ; "Dossiê dos Mortos e Desaparecidos Políticos a partir de1964", páginas 219 e 220, da Companhia Editora de Pernambuco, governo do Estado de Pernambuco, Recife 1.995,com patrocínio da Mitra Diocesana de S. Paulo, que cita o casal ; e na página 290 do livro de Nilmário Miranda e Carlos Tiburcio , "Dos Filhos Deste Solo", Bomtempo Editorial, editado em 1.999, que repete a versão do "Dossiê dos Mortos...", anteriormente citado, apesar do caráter faccioso dos autores, visceralmente contra os militares , talvez devido a posição de ambos no passado...Com seus receios ...

                                     JOÃO ANTÔNIO "O ESQUECIDO".

Não custa repisar um aspecto estranho...Qual a razão para o "esquecimento" do pobre João Antônio Abi-Eçab ? O noticiário da TV Globo, propalou que o "investigativo" repórter acrescentara mais um morto (Catarina Helena Abi-Eçab) no rol dos mortos pelo "regime militar" ( que não foi exercido só por militares, que o digam vários dos que andam por aí no poder e na mídia ) . Só "mais um" nome ? E João Antônio, "O Esquecido", morto na mesma hora, no mesmo local e em circunstâncias semelhantes as de sua esposa e que, como ela, não consta em nenhuma das obras citadas, como morto em tortura ou confronto com as Forças Legais ? O pessoal da antiga AP, ALN, VPR, VAR -P, POLOP (do Nilmário "O Indenização"), depois ORM-DS, e outras mais relegaram João Antônio ? O crânio não teria perfuração por projétil ou "coisa" similar ? Estranho, muito estranho...Caso tenham incinerado o corpo é ainda mais estranho... Muito estranho...
 
 
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             CAPÍTULO 6: A ENTREVISTA COM O IRMÃO DE CATARINA HELENA.
                             (Fatos esclarecedores e procedimentos estranhos)

O mui investigativo repórter Caco Barcelos procurou o Sr. Aluisio Elias Xavier Ferreira, irmão de Catarina Helena, em junho de 2000, contando - lhe ter sido procurado por uma pessoa das Forças Armadas, que relatara ter levantado, na época da repressão, fatos envolvendo políticos pertencentes ao Partidão, tendo indicado aos seus superiores um casal, que fora torturado e assassinado . Por dados que foram transmitidos ao jornalista, acreditou ele tratar - se da irmã e do cunhado do Sr. Aluisio . A fim de verificar a veracidade do que lhe foi transmitido necessitava de autorização da família para uma possível exumação do cadáver de sua irmã . Temos algumas indagações para o Sr. Caco Barcelos, sobre este encontro vital, para o rumo de suas investigações. Na ocasião, procurou saber se o irmão Catarina Helena foi a Vassouras, RJ ? Qual a data de sua ida? O que verificara, chegando em Vassouras ?

Como na reportagem, o Sr. Caco Barcelos nada disse sobre este encontro ( de junho de 2.000 ), fixando - se em outro, no qual explorou a estória enganosa e cínica do Sr. Waldemar Martins de Oliveira, manipulando o irmão de Catarina Helena (Sr. Aluisio ) fazendo - o crer na suposta tortura e assassinato da irmã, como se viu na sua teatral reportagem (no início de abril de 2.001), iremos refrescar sua memória :

       · o Sr. Aluisio Elias Xavier Ferreira , o pai de João Antônio ( sogro de Catarina Helena) e Marcio Edgar Paulielo Elias ( primo de Catarina Helena e de Aluisio), na madrugada de 08 para 09 de novembro de1.968, estiveram na Delegacia da Polícia Civil de Vassouras, RJ, e não em agosto de 1.968 como declarou o Sr. Aluisio, no depoimento prestado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, Divisão de Proteção à Pessoa (D.P.P.) , da Polícia Civil de S. Paulo, quando afirmou:


      . ter seu primo adentrado no IML, de Vassouras, RJ, para realizar o reconhecimento do corpo de sua irmã, Catarina Helena ;


      . ter visto o carro de Antônio João, bastante danificado, com manchas de sangue e com pedaços de massa encefálica; e


      . ter visto, na Delegacia, o motorista do caminhão, contra o qual o carro do casal se chocara.
 
      . Conforme se depreende de seu depoimento e :

      · 1) das cópias dos 2(dois) Atestados de Óbito, de Catarina Helena Abi - Eçab e João Antônio Abi - Eçab, expedidas pelo Cartório de Registro do 1º Distrito, de Vassouras, RJ, onde o casal é dado como falecido em , 08 de novembro de 1.968, as18:30 horas no Km 69 da BR 116, sendo a causa da morte de ambos caracterizada como : fratura de crânio com afundamento ;

      · 2) da cópia do Registro de Ocorrência , da Delegacia de Vassouras, RJ, sobre o acidente que vitimou o casal ( batida na traseira de um caminhão De Soto, chapa 43 - 11 - 52 -RJ ), dando : o nome do motorista do caminhão, Geraldo Dias da Silva ; o nome das testemunhas do acidente, Antônio Coelho de Souza, Romero Dias da Silva, José Firmino dos Santos e Osvaldo Ruas, todos residentes em Vassouras, RJ ; e a hora da em que a Delegacia de Polícia de Vassouras, RJ, teve ciência da ocorrência, 20:00 horas de 8 de novembro, de 1.968 ;

       ·3) da cópia da Guia para Enterramento, expedida pelo Cartório de Registro Civil, 1º Distrito do Município de Vassouras, RJ, em 09/11/1.968, que registra o óbito as 18:30 horas, do dia (ilegível), de novembro, de 1.968, dando o destino de enterramento em S. Paulo, SP .

Podemos afirmar que todos os dados relatados apontam para a morte acidental do casal, ocorrida em 8 de novembro de 1.968, por volta das 18:30 horas e poderiam ser levantados e analisados pelo repórter, caso fosse de seu interesse a isenção. Não foi...
A identificação do carro de João Antônio, a constatação de massa encefálica no mesmo, e a citação da presença do motorista do caminhão, pelo Sr. Aluisio Elias Xavier Ferreira, irmão da vítima, bem como os documentos arrolados neste "Décimo Terceiro" item fariam das declarações do biltre Waldemar uma peça sem nexo. Bastava ao repórter : inteligência, bom senso e capacidade profissional, as vezes demonstrada em reportagens que não têm cunho ideológico ou revanchista de certa linha editorial... Tem que haver algo por trás disto tudo...E não é a busca da verdade...

Nesta ida a Vassouras, mais uma vez, João Antônio foi meio desprezado.

E o seu laudo ? Como fica ?
  
                                             CONCLUSÃO .

Os fatos aqui apresentados refletem bem o nível dos noticiários, quando se trata de atacar as instituições militares e seus integrantes por um passado, que eles não ocasionaram . As origens dos chamados "anos de chumbo" estão firmados nas ações "aventureiras e militaristas" de terroristas e guerrilheiros, marxistas - leninistas, treinados em Cuba, na China Popular e alhures, como o trecho de Jacob Gorender indica de forma cristalina . Lastimamos que alguns jovens tenham aderido a esta luta sem preparo e conhecimento, seguindo os passos de "quem não sabia a hora , nem fazer acontecer", pagando o duro preço de um combate que não podiam, nem estavam preparados, para vencer . Sem liderança, conhecimento das condições objetivas e subjetivas, e sem apoio popular o que poderiam almejar?

O fato é, na atualidade, reconhecido em várias obras de autores da esquerda revolucionária, em suas críticas e autocríticas, ainda que muitos, ainda estejam atados às visões gramscianas, leninistas, trotskistas , maoistas e estalinistas travestidas na forma "neo", tão na moda, apesar do cheiro de mofo que sempre se sente.

Se conheciam a história das revoluções marxistas - leninistas vitoriosas, em particular, e todas outras que aconteceram por este mundo afora, sabiam muito bem avaliar as possíveis conseqüências e os inevitáveis "anos de chumbo", que as acompanham. Agora choram seus mortos, ocultando as covardias de muitos, exaltando suposta coragem da totalidade, negando a facilidade de delatar de bom número de "torturados" e o falso testemunho ocular de quem nada via , tudo com o objetivo de dissimular suas fraquezas e a vergonha da derrota. Queriam nos impor, não a democracia, mas, sim, a "ditadura do proletariado". Pobre proletariado...

A bem da verdade, as ações que executaram eram, tipicamente, as mesmas que caracterizam, nos dias de hoje, a marginalidade, isto é, a criminalidade "excluída" do tipo Comando Vermelho, Terceiro Comando, PCC e outros: assaltos; seqüestros; e assassinatos cometidos sob o manto da ideologia que deu em "nada". Hoje devem estar dando vivas ao legado da Ilha Grande e a "Vanguarda Popular Prisional" ? Afinal de contas o "Beto" não foi cogitado para a Pasta da Justiça ? De assalto ele manja ?

Lastimamos e condenamos os excessos cometidos, mas não cremos no testemunho e denúncias, sem o indispensável contraditório.

Muitos derrotados, agora vencedores, graças a abertura política concedida, vivem como militantes no clube sociedade política, alguns no centro do poder, onde continuam enganando a Nação, deviam ter mais cuidado ...

Todos os dados, aqui expostos, sobre "A Grande Farsa" ,excetuada a conclusão, estão nas obras que citamos e nos sites da Internet indicados, estando pois a disposição do Sr. Caco Barcelos e da Central de Jornalismo da TV Globo...Satirizar é preciso : agradecemos a cuidadosa investigação, o zelo tão característico, as ênfases maliciosas das frases de efeito e a satisfação mal dissimulada com que as reportagens agraciaram os personagens fantasmas que em nome de uma Instituição Nacional Permanente, "prenderam", "torturaram" e "executaram" o casal Abi-Eçab , mortos num acidente de automóvel.

Chega desta palhaçada de mau gosto revanchista, que só alimenta o ódio entre brasileiros já cansados com as surpresas ante o previsível, a corrupção , o crime organizado e a violência . E não venham com essa de que é legado da ditadura, para livrar a cara de culpas, incompetência, surpresas inadmissíveis , falta de vergonha e "apagões" morais tão na moda . Vinte ou quinze anos é muito tempo...

Não nos cabe ter a iniciativa das ações processuais julgadas necessárias, diante das infrações que do texto ressaltam... Cumprimos a nossa parte, apesar das ironias e deboches do texto, afinal de contas também temos direito, ninguém é de ferro...De ferro fomos e somos na selva e nas cidades, na coça que lhes demos. Fiquem tranqüilos, o Leão está manso...
 
OBSERVAÇÕES

Estas observações numeradas entre colchetes acrescem dados aos fatos numerados entre colchetes ao longo do texto.
                       (1).    A suposição da participação do casal foi motivada por uma precipitação do DEOPS/SP, quando do acidente em Vassouras/RJ, devido a apreensão da metralhadora INA, calibre 45, arma semelhante a usada no assassinato do oficial americano e também pelo fato do casal atuar na área de S. Paulo/SP, no AC/SP (futura ALN).


                      (2). Os panfletos, em número de cinco, tinham os seguintes dizeres:


                      "O assassinato do Comandante Chê Guevara, na Bolívia, foi cometido por ordem e orientação de criminosos de guerra como este Chandler, agente imperialista notório, e responsável pela prática de inúmeros crimes de guerra contra o povo do Vietnam".


                      "O único caminho para a revolução no Brasil é a luta armada".


                      "A luta armada é o caminho de todo revolucionário no Brasil".

                      "Criar um, dois, três, vários Vietnames".

                      (3) O "Tribunal Revolucionário" que condenou o Cap. Chandler era composto por três militantes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária): Onofre Pinto, como Presidente;
João Carlos Kfouri Quartim de Morais ("Manoel", "Mané" ou "Maneco"); e Ladislas Dowbor ( "Jamil", "Nelson" ou "Abelardo") . A sessão realizou-se no início de outubro de 1968. A execução foi uma ação "em frente" com a AC/SP (depois ALN)

                     (4) Outros dados do acidente ocorrido em Vassouras/RJ :

                      O carro dirigido por Catarina Helena era um Volks sedam verde do ano de 1.967, placa 34-9884, S. Paulo /SP, entrou na traseira do caminhão De Soto, placa 44 (43)-11-52, RJ, tendo como motorista Geraldo Dias da Silva. Pelas imagens do video parece ter havido impacto relativamente forte. A lataria do Volks na parte dianteira, um pouco mais para o lado esquerdo apresenta sinais de forte impacto. Catarina Helena está numa posição meio contra o volante e a sua direita (pelo impacto) numa posição que parece justificar uma ação que auxiliou, a projeção de João Antônio pela porta do lado direito, caindo no asfalto ( queda pela porta do lado direito ) .A porta do lado direito está aberta e depenada. Não há evidência , clara, de detonação de explosivo. É possível, por força do impacto, um choque contundente na cabeça da jovem e mesmo do seu companheiro .

Segundo Luís Mir , havia no carro uma metralhadora de número M 953, pertencente a Polícia do DF, mais dois pentes de bala de trinta tiros e uma pistola Bereta calibre 7,65mm .


Arquivo

Fotocópias :

Alterações do Sd Waldemar
Documento da 6ªCircunscrição de Serviço Militar
Atentado ao Cap Chandler
Certidão de óbito de Catarina
Certidão de óbito de Jõao Antônio