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Ternuma- Bsb

Acefalia

 

Produzido pelo Ternuma Regional Brasília

 

Por Paulo Carvalho Espíndola, Cel Reformado

 

 

         Este dia, trinta de outubro de 2007, tornou-se emblemático para a História do Brasil. Nenhum feito heróico ocorreu nesta data que já se finda. Nada ocorreu na Economia. Nada sinalizou para a remissão dos pecados dessa corja política que afronta a sociedade brasileira, dia-a-dia, mês-a-mês, entorpecendo a todos nós, tendentes a esquecer dos Josés Dirceus e de todos os párias mensaleiros. Vários foram reeleitos, lembram-se?

Não é bem assim a falta de problemas, entretanto, pois que o padre Júlio Lancellotti, sobre quem pesam fortes evidências de pedofilia, de repente, ressurge das cinzas da bestialidade e passa à condição de vítima, tudo porque “investiu”, segundo a imprensa, em um suposto namorado chantageador, milhares de reais. Ocorre que seu advogado é Luiz Eduardo Greenhalg, o “eminente” paladino dos direitos humanos e eterno defensor das causas indefensáveis do PT. Nada me impede de desconfiar de uma nova tramóia do tipo Celso Daniel, finado ex-prefeito de Santo André/SP, assassinado, pelo que dizem o Ministério Público de São Paulo e outros insuspeitos, por saber demais e por não concordar com os desvios de conduta de Ali Babá e de seus quatrocentos mil ladrões. Greenhalg, como agora é do seu feitio - escaldado pelo insucesso do seu vedetismo pretérito - certamente desta vez tem amplas chances de preservar a “honra” de um padre compadrio de Lulla e de sua política “assistencialista”. Só não sei como vai justificar todo esse dinheiro podre de um “humilde” prelado, depositário das benesses dos programas “sociais”, que mantêm jovens infratores à sombra da lei. Talvez seja por isso que o governo é ferrenho opositor dos projetos de lei que visam a reduzir a maioridade penal.

Quase fugi do tema deste artigo, por divagar sobre “questiúnculas”.

Vimos, neste ainda 30 Out 07, o rico AeroLulla aterrissar em Zurique, com dezenas de governadores, ministros e cortesãos de toda ordem. Foram todos, turistas patriotas, assistir ao anúncio da FIFA de que o Brasil sediará a Copa do Mundo de 2014. Só o governo e a ABIN esperavam, “ansiosos” por essa definição.

 Alguma dúvida, se o Brasil era candidato único a essa empreitada e se a FIFA, em momento algum, se opôs às pretensões brasileiras?

O trem aéreo da alegria, porém, esteve em Zurique para assistir aos quinze minutos de cerimônia. Lulla, para não deixar de ser inconveniente e inoportuno, alfinetou a Argentina no seu discurso de torcedor, olvidando a condição de primeiro “mandatário” disto que elle chama de Brasil. Pela televisão, todos vimos a patética figura de uma certa promíscua ministra, relaxada e com esgares de gozo diante de tanta pompa e circunstância.

Voltemos ao nosso país. Por força do convescote do presidente e de seus convidados, a presidência do Brasil passou a ser exercida pelo vice-presidente, José Alencar, que não passou o dia de hoje no comando do mandato tampão, em decorrência de uma cirurgia de extirpação de um câncer nos seus intestinos. Ninguém me convence de que essa cirurgia foi de emergência. A inconveniência da substituição não foi ditada pelo acaso, ainda mais porque o acaso jamais foi considerado pelo “planejamento” desses palacianos viciados pelo quanto pior é melhor.

Assim, o Brasil conheceu um dia de acefalia. O que é isso, perguntar-me-ão os infelizes eleitores da bolsa-família e os fingidos idiotas petistas? Idiotas não são, com toda a certeza. Idiotas somos nós, a sociedade brasileira, tristemente governada por um tal de Arlindo Chinaglia, mesmo que por um dia.

Lulla na Suíça, vendendo e bebendo o álcool brasileiro; o vice hospitalizado numa UTI; e o sota-vice rezando e torcendo, creio eu e a crença de seu partido, por aquilo que pior possa vir.

É muita irresponsabilidade essa acefalia.

Estamos acéfalos há mais de quatro anos, por essa e outras coisas.

Valha-me Deus!