Dentre o extenso rol de crimes violentos
cometidos pelos comunistas brasileiros -
assassinatos, assaltos, explosões de bombas,
seqüestros de diplomatas e de aviões, etc - um
deles tornou-se o símbolo maior da violência
desmedida, conseqüência inevitável de uma
doutrina genocida: o denominado, por eles
mesmos, de justiçamento.
O justiçamento foi empregado para
assassinar os próprios comunistas considerados
traidores e os seus inimigos, os integrantes das
forças legais de segurança e todos aqueles que
com elas colaboravam.
Não foram mortes causadas na paixão ou no
ódio de um confronto. Não foram mortes
involuntárias, surgidas por acaso, no fragor de
alguma ação violenta. Não foram mortes
aleatórias, cujos nomes só surgiam depois da
explosão de uma bomba, depois de um assalto,
depois de um seqüestro. Não foram nada disso.
O justiçamento praticado pelos comunistas
foi o crime premeditado, extremadamente
planejado, o crime frio e cruel de uma doutrina
que sobrepunha os fins aos meios.
O justiçamento era o último capítulo de um
longo processo, que começava por uma denúncia,
que passava pelo julgamento de um pseudo
"tribunal revolucionário", que gastava muito
tempo em minuciosos levantamentos, que
organizava um grupo de execução com militantes
travestidos de carrascos e que se encerrava com
o sangue do "justiçado" salpicando a propaganda
do ato cometido, que escarnecia a vítima e,
quixotescamente, tentava justificar um mero
assassinato. E, tudo isso, a sangue frio, com o
sangue congelado de uma doutrina que impunha a
violência sobre a sociedade tida como algoz.
"Senhores da vida e da morte", os
terroristas brasileiros ufanavam-se de que
"guerrilheiros não matam por raiva, nem por
impulso, pressa ou improvisação.Matam
com naturalidade. Não interessa o cadáver, mas
seu impacto sobre o público."
"Donos da verdade", os comunistas
brasileiros escarneciam das vítimas e ameaçavam:
"Como ele, existem muitos outros e sabemos
quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa
quanto tempo demore; o que importa é que todos
eles sentirão o peso da justiça
revolucionária.Olho por olho, dente por
dente".
Durante o negro período da luta armada,
foram quase duas dezenas de justiçamentos
conhecidos. Talvez outros ainda não
descobertos.Vamos conhecer e nos horrorizar com
cada um deles. |