|
VÍTIMAS DO TERRORISMO
Ternuma Regional Brasília
Em janeiro , reverenciamos a todos os
que, em meses de janeiros passados, tombaram pela fúria política de
terroristas. Os seus algozes, sob a mentira de combater uma ditadura
militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso
país.
Cabe-nos lutar
para que recebam isonomia no tratamento que os “arautos” dos direitos
humanos dispensam aos seus assassinos, que hoje recebem pensões e
indenizações do Estado contra o qual pegaram em armas.
A lembrança deles
não nos motiva ao ódio e nem mesmo à contestação aos homens e
agremiações alçados ao poder em decorrência de um processo político
legítimo. Move-nos, verdadeiramente, o desejo de que a sociedade
brasileira lhes faça justiça por terem perdido a vida no confronto do
qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem, na prática, os
galardões de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso.
A esses heróis o
reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente
vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão.
10/01/68 – Agostinho Ferreira Lima
(Marinha Mercante - Rio Negro / AM)
No
dia 06/12/67, a lancha da Marinha Mercante “Antônio Alberto” foi atacada
por um grupo de nove terroristas, liderados por Ricardo Alberto Aguado
Gomes “Dr. Ramon”, o qual, posteriormente, ingressou na Ação Libertadora
Nacional (ALN). Neste ataque Agostinho Ferreira Lima foi ferido
gravemente, vindo a falecer no dia 10/01/68.
07/01/69 – Alzira Baltazar de Almeida
(Dona de casa – Rio de Janeiro / RJ)
Uma
bomba jogada por terroristas, embaixo de uma viatura policial,
estacionada em frente à 9ª Delegacia de Polícia, ao explodir, matou a
jovem Alzira, de apenas 18 anos de idade, uma vítima inocente que na
ocasião transitava na rua.
11/01/69 – Edmundo Janot
(Lavrador – Rio de Janeiro / RJ)
Morto a tiros, foiçadas e facadas por um grupo de terroristas que haviam
montado uma base de guerrilha nas proximidades da sua fazenda.
29/01/69 – Cecildes Moreira de Faria
(Subinspetor de Polícia – BH/ MG)
29/01/69 – José Antunes Ferreira
(Guarda Civil – BH / MG)
O
terrorista Pedro Paulo Bretas, “Kleber”, ao ser interrogado “entregou”
um “aparelho” do Comando de Libertação Nacional (Colina), na rua
Itacarambu nº 120, bairro São Geraldo.
Imediatamente, uma equipe de segurança se dirigiu ao local e quando se
anunciou como polícia, foi recebida por rajadas de metralhadora,
disparadas por Murilo Pinto Pezzuti da Silva, “Cesar” ou “Miranda”, que,
com 11 tiros, mataram o Subinspetor Cecildes Moreira da Silva , que
deixou viúva Irene Godoy de Faria e oito filhos menores, e o Guarda
Civil José Antunes Ferreira, ferindo, ainda, o Investigador José Reis de
Oliveira.
Foram presos no interior do “aparelho” o assassino Murilo Pinto Pezzuti
da Silva o os terroristas do Colina:
Afonso Celso Lana Leite, ”Ciro”;
Mauricio Vieira de Paiva, ”Carlos”;
Nilo Sérgio Menezes Macedo;
Júlio Antonio Bittencourt de Almeida, “Pedro”;
Jorge Raimundo Nahas, “Clovis” ou “Ismael”;
Maria José de Carvalho Nahas, “Celia” ou “Marta”.
No
interior do “ aparelho” foram apreendidos 1 fuzil FAL, 5 pistolas, 3
revólveres, 2 metralhadoras, 2 carabinas, 2 granadas de mão, 702 bananas
de dinamite, fardas da PM e dinheiro de assaltos.
17/01/70 – José Geraldo Alves Cursino
(Sargento PM – São Paulo / SP)
Morto a tiros por terroristas.
07/01/71 – Marcelo Costa Tavares
(Estudante – 14 anos - MG)
Morto por terroristas durante um assalto ao Banco Nacional de Minas
Gerais.
Participaram da ação: Newton Moraes, Aldo Sá Brito, Macos Nonato da
Fonseca e Eduardo Antonio da Fonseca.
18/01/72 – Tomaz Paulino de Almeida
(sargento PM – São Paulo / SP)
Morto, a tiros de metralhadora, no bairro Cambuci, quando um grupo
terrorista roubava o seu carro.
Autores do assassinato: João Carlos Cavalcante Reis, Lauriberto José
Reyes e Márcio Beck Machado, todos integrantes do Movimento de
Libertação Nacional (Molipo).
As
famílias dos assassinos João Carlos Cavalcante Reis e Lauriberto José
Reyes foram indenizadas pela Lei nº 1.140/95.
20/01/72 – Sylas Bispo Feche
(Cabo PM São Paulo / SP)
O
cabo Sylas Bispo Feche, integrava uma Equipe de Busca e Apreensão do
DOI/CODI/II Exército. Sua equipe executava uma ronda, quando um carro
VW, ocupado por duas pessoas, cruzou um sinal fechado quase atropelando
uma senhora que atravessava a rua com uma criança no colo. A sua equipe
saiu em perseguição ao carro suspeito, que foi interceptado. Ao tentar
aproximar-se para pedir os documentos dos dois ocupantes do veículo, o
cabo Feche foi, covardemente, metralhado por eles. Foi travado um
tiroteio entre a equipe e os dois terroristas que também morreram no
local.
Os
assassinos do cabo Feche, ambos membros da Ação Libertadora Nacional
(ALN), são:
·
Gelson Reicher “Marcos” que usava identidade
falsa com o nome de Emiliano Sessa, era chefe de um Grupo Tático Armado
(GTA) e já tinha praticado mais de vinte atos terroristas, inclusive o
seqüestro de um médico.
·
Alex Paula Xavier Pereira “Miguel”, que usava
identidade falsa com o nome de João Maria de Freitas, fez curso de
guerrilha em Cuba e praticou mais de quarenta atos terroristas,
inclusive atentados a bomba na cidade do Rio de Janeiro.
·
As famílias dos assassinos Gelson Reicher e
Alex Paula Xavier Pereira foram indenizadas pela Lei nº 9.140/95.
25/01/72 – Elzo Ito
(Estudante – São Paulo / SP)
Aluno do Centro de Formação de Pilotos Militares foi morto por
terroristas quando roubavam seu carro.
Os mortos aqui
relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes
receberam indenizações, mas os responsáveis diretos ou indiretos por
suas mortes dão nome a escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam
vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.
|