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Ternuma-Bsb VÍTIMAS
DO TERRORISMO Nestes
tempos de esperança, cabe-nos lutar para que recebam isonomia no tratamento que os
arautos dos direitos humanos dispensam aos seus assassinos, que hoje recebem
pensões e indenizações do Estado contra o qual pegaram em armas. A
lembrança deles não nos motiva ao ódio e nem mesmo à contestação aos homens e
agremiações alçados ao poder em decorrência de um processo político legítimo.
Move-nos, verdadeiramente, o desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e
resgate aos seus familiares a certeza de que não foram cidadãos de segunda classe, por
terem perdido a vida no confronto do qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem, na
prática, os galardões de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso. A
esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância,
para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão. (sargento
PM São Paulo) Morto
pelo terrorista Antônio Raimundo de Lucena quando tentava impedir um ato terrorista no
Jardim Cerejeiras, Atibaia/SP.
(Soldado PM São Paulo) Morto
por terroristas em Pirapora do Bom Jesus.
(Comerciário Rio de Janeiro ) Morto
por terroristas quando tentava impedir um assalto ao estabelecimento Casa do
Arroz, do qual era gerente.
(Civil Rio de janeiro) Morto
durante um tiroteio entre terroristas da ALN e policiais. Ficaram feridos nesta ação os
civis Marinho Floriano Sanches, Romeu Silva e Altamiro Sinzo. Autores:
Flávio Augusto Neves Leão Salles(Rogério, Bibico) e Antônio
Carlos Cabral Nogueira(Chico, Alfredo), ambos da ALN. 05/02/72
David A. Cuthberg
(Marinheiro inglês Rio de Janeiro) A
respeito desse assassinato, sob o título REPULSA
o jornal O Globo, do Rio de Janeiro, publicou: Tinha
dezenove anos o marinheiro inglês David A.
Cuthberg que, na madrugada de sábado, tomou um táxi com um companheiro para conhecer o
Rio, nos seus aspectos mais alegres. Ele aqui chegara como amigo, a bordo da flotilha que
nos visita para comemorar os 150 anos de Independência do Brasil. Uma rajada de
metralhadora tirou-lhe a vida, no táxi que se encontrava. Não teve tempo para perceber o
que ocorria e, se percebesse, com certeza não poderia compreender. Um terrorista, de
dentro de outro carro, apontara friamente a metralhadora antes de desenhar nas suas costas
o fatal risco de balas, para, logo em seguida, completar a infâmia, despejando sobre o
corpo, ainda palpitante, panfletos em que se mencionava a palavra liberdade. Com esse
crime repulsivo, o terror quis apenas alcançar repercussão fora de nossas fronteiras
para suas atividades, procurando dar-lhe significação de atentado político contra jovem
inocente, em troca da publicação da notícia num jornal inglês. O terrorismo cumpre, no
Brasil, com crimes como esse, o destino inevitável dos movimentos a que faltam
motivação real e consentimento de qualquer parcela da opinião pública: o de não
ultrapassar os limites do simples banditismo, com que se exprime o alto grau de
degeneração dessas reduzidas maltas de assassinos gratuitos. A
ação criminosa, tachada como justiçamento, foi praticada pelos seguintes
terroristas, integrantes de uma frente formada por três organizações comunistas: · Flávio
Augusto Neves Leão Salles(Rogério, Bibico) ALN, que fez
os disparos com a metralhadora. · Antônio
Carlos Nogueira Cabral(Chico, Alfredo) ALN. · Aurora
Maria Nascimento Furtado(Márcia, Rita) ALN. · Adair
Gonçalves Reis(Elber, Leônidas, Sorriso) ALN. · Lígia
Maria Salgado da Nóbrega(Ana, Célia, Cecília)
VAR PALMARES, que jogou dentro do táxi os panfletos que falavam em vingança
contra os Imperialistas Ingleses. · Hélio
Silva(Anastácio, Nadinho) VAR-PALMARES. · Carlos
Alberto Salles(Soldado) VAR-PALMARES. · Getúlio
de Oliveira Cabral(Gogó, Soares, Gustavo)
PCBR.
(Cabo PM São Paulo) Morto
quando tentava evitar um assalto terrorista a uma agencia bancária em Santa Cruz do Rio
Pardo.
(Civil São Paulo) Morto
durante um tiroteio entre os terroristas Lauriberto José Reyes e José Ibsem Veroes com
policiais, na rua Serra de Botucatu, no bairro Tatuapé. Nesta ação um policial foi
ferido a tiros de metralhadoras por Lauriberto. Os dois terroristas morreram no local.
(Soldado PM Goiás) O
terrorista Arno Preiss encontrava-se na cidade de Paraiso do Norte, que estava incluída
dentro de esquema de trabalho de campo do MOLIPO. Usava o nome falso de Patrick McBundy
Comick. Arno tentou entrar com sua documentação falsa no baile carnavalesco do clube
social da cidade. Sua documentação levantou suspeita nos policiais, que o convidaram a
comparecer à delegacia local. Ao deixar o clube, julgando-se desmascarado, Arno sacou seu
revólver e disparou à queima roupa contra os policiais, matando o PM Luzimar Machado de
Oliveira e ferindo gravemente o outro PM que o conduzia, Gentil Ferreira Mano. Protegido
pela escuridão, Arno homiziou-se num matagal, sendo entretanto localizado por populares
que, indignados, auxiliavam a polícia. Arno travou, ainda, intenso tiroteio com seus
perseguidores, antes de tombar sem vida. Com dificuldade, a polícia impediu a violação
do corpo.
(Comerciante São Paulo) No dia 14 de junho de 1972, as equipes do DOI de
São Paulo, como já faziam há vários dias, estavam seguindo quatro terroristas da ALN
que resolveram almoçar no restaurante Varela, no bairro da Mooca. Quando eles saíram do
restaurante, receberam voz de prisão e reagindo desencadearam tiroteio com os policiais.
Ao final, três terroristas estavam mortos e um conseguiu fugir. Erroneamente,
a ALN atribuiu a morte de seus três companheiros à delação de um dos proprietários do
restaurante e decidiu justiçá-lo. O
comando Aurora Maria do Nascimento Furtado constituído por Arnaldo Cardoso
Rocha, Francisco Emanuel Penteado, Francisco
Seiko Okama e Ronaldo Mouth Queiroz, foi encarregado da missão e assassinou no dia 21 de
fevereiro o comerciante Manoel Henrique de Oliveira, que foi metralhado sem que pudesse
esboçar um gesto de defesa. Seu corpo foi coberto por panfletos da ALN, impressos no
Centro de Orientação Estudantil da USP, por interveniência do militante Paulo
Frateschi. Manoel
Henrique deixou além de sua esposa, duas crianças pequenas, desamparadas, que aguardam
uma indenização do governo.
(civil Rio de Janeiro) Por
vingança foi justiçado por terroristas por haver impedido um assalto contra
uma agência da Caixa Econômica Federal.
(Delegado de polícia São Paulo) Com
a tentativa de intimidar os integrantes dos órgãos de repressão, um Tribunal
Popular Revolucionário decidiu justiçar um membro do DOI/CODI/II
Exército. O
escolhido foi o delegado de polícia, Dr. Octávio Gonçalves Moreira Júnior que viajava,
seguidamente de São Paulo para o Rio de Janeiro, onde tinha uma noiva. O
levantamento de sua vida no Rio de Janeiro foi feito pela terrorista Bete Chachamovitz, da
ALN, que repassava todos os dados para um comando terrorista chamado Getúlio de
Oliveira Cabral. No
início de fevereiro de 1973, Bete concluiu o seu trabalho. No
dia 23/02/73, o Dr. Octávio viajou de São Paulo para o Rio de Janeiro e Bete avisou o
comando terrorista da chegada do delegado. Ficou decidido que iriam executá-lo no dia
seguinte. No
dia 24, o Dr. Octávio foi à praia em Copacabana, e depois almoçou com um amigo. Quando
voltava do almoço, Bete fez o reconhecimento visual do delegado e o apontou para os seus
assassinos que se encontravam num automóvel estacionado na esquina da Avenida Atlântica
com a rua República do Peru. Do
carro saltaram três terroristas. Um deles trazia uma esteira de praia, enrolada debaixo
do braço. Dentro da esteira uma carabina calibre 12. Um
dos assassinos deu o primeiro tiro nas costas, derrubando-o e atirando-o a alguns metros
de distância. Um segundo atirou perfurando seu pulso direito e enquanto que o terceiro
assassino aproximou-se e deu-lhe dois tiros no rosto com uma pistola 9mm. O
Dr. Octávio morreu instantaneamente. O
comando terrorista seguiu à risca o ensinamento do manual de Carlos Marighela que afirma:
guerrilheiros não matam por raiva, nem por impulso, pressa ou improvisação. Matam
com naturalidade. Não interessa o cadáver, mas seu impacto sobre o público. O
comando terrorista que assassinou o Dr. Octávio estava assim constituído: · Bete
Chachamovitz ALN; · Tomaz
Antônio da Silva Meirelles Netto(Luiz) ALN; · Meirival
Araújo(Zé) ALN; · Flávio
Augusto Neves Leão Salles(Rogério) ALN; · José
Carlos da Costa(Baiano) VAR-PALMARES; · James
Allen Luz(Ciro) VAR PALMARES; · Ramires
Maranhão do Vale(Adalberto) PCBR; · Ranúsia
Alves Rodrigues(Florinda) PCBR; |