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Ternuma-Bsb
VÍTIMAS
DO TERRORISMO O Grupo Terrorismo Nunca Mais ( TERNUMA www.ternuma.com.br), neste abril de 2007, reverencia a todos os que, em meses de abril passados, tombaram pela fúria política de terroristas. Os seus algozes, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso país. Para isso, atentaram contra o Brasil e agora lhes negam até mesmo o lenitivo de serem pranteados por nós. Nestes tempos de esperança, cabe-nos lutar para que recebam isonomia no tratamento que os arautos dos direitos humanos dispensam aos seus assassinos, que hoje recebem pensões e indenizações do Estado contra o qual pegaram em armas. A lembrança deles não nos motiva ao ódio e nem mesmo à contestação aos homens e agremiações alçados ao poder em decorrência de um processo político legítimo. Move-nos, verdadeiramente, o desejo de que a sociedade brasileira lhes faça justiça e resgate aos seus familiares a certeza de que não foram cidadãos de segunda classe, por terem perdido a vida no confronto do qual os seus verdugos, embora derrotados, exibem, na prática, os galardões de uma vitória bastarda, urdida por um revanchismo odioso. A esses heróis o reconhecimento da
Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas
vidas não tenha sido em vão.
(Motorista - SP)
LUIZ FRANCISCO DA SILVA
(Guarda bancário SP) Mortos durante um assalto, praticado pela Ala Vermelha do PC do B, ao carro pagador (uma Kombi) do Banco Francês-Italiano para a América do Sul, na Alameda Barão de Campinas, quando foram roubados vinte milhões de cruzeiros. Participaram desta ação os terroristas: Élio Cabral de Souza, Derly José de Carvalho, Daniel José de Carvalho, Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Aderval Alves Coqueiro, Lúcio da Costa Fonseca, Gilberto Giovanetti, Ney Jansen Ferreira Júnior, Genésio Borges de Melo e Antônio Medeiros Neto. 04/04/71
JOSÉ JÚLIO TOJA MARTINEZ
(Major do Exército Rio de Janeiro) No início de abril, a Brigada Pára-quedista recebeu uma denúncia de que um casal de terroristas ocupara uma casa localizada na rua Niquelândia, 23, em Campo Grande/RJ. Não desejando passar esse informe à 2ª Sessão do então I Exército, sem aprofundá-lo, a 2ª Sessão da Brigada, chefiada pelo major Martinez, montou um esquema de vigilância sobre a citada residência. Por volta das 23 horas desse dia, chegou, num táxi, um casal, estacionando-o nas proximidades da casa vigiada. A mulher ostentava uma volumosa barriga que indicava estar em adiantado estado de gravidez. O fato sensibilizou Martinez, que, impelido por seu sentimento de solidariedade, agiu impulsivamente visando preservar a senhora de possíveis riscos. O major José Júlio Toja Martinez Filho acabara de concluir o curso da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, onde por três anos, exatamente o período em que a guerra revolucionária se desenvolvera, estivera afastado desses problemas, em função da própria vida escolar bastante intensa. Estagiário na Brigada Pára-quedista, a quem também não estava afeta a missão de combate à subversão, não se havia habituado à virulência da ação terrorista, que se tornava a cada dia mais violenta. Julgando que o casal nada tinha a ver com a subversão, Martinez iniciou a travessia da rua, a fim de solicitar-lhe que se afastasse daquela área. Ato contínuo, de sua barriga, formada por uma cesta para pão com uma abertura para saque da arma ali escondida, a mulher retirou um revólver, matando-o instantaneamente, sem qualquer chance de reação. O capitão Parreira, de sua equipe, ao sair em sua defesa foi gravemente ferido por um tiro desferido pelo terrorista. Nesse momento, os demais agentes desencadearam cerrado tiroteio que causou a morte do casal de terroristas. Estes foram identificados como sendo os militantes do MR-8 Mário de Souza Prata e sua amante Marilena Villas-Bôas Pinto, ambos de alta periculosidade e responsáveis por uma extensa lista de atos terroristas. No aparelho do casal foram encontrados explosivos, munição e armas, além de dezenas de levantamentos de bancos, de supermercados, de diplomatas estrangeiros e de generais do Exército. Destino perverso esse que compensou com uma reação de ódio e violência o gesto de bondade tão característica do major Martinez. Ele deixou viúva e quatro filhos, três meninas e um menino, a mais velha, à época, com onze anos de idade. Sua esposa, com uma pequena pensão, criou com sacrifícios aquelas crianças que, pelo ambiente familiar de que desfrutavam, eram, naturalmente, dóceis e afáveis. Com o apoio de familiares e amigos, suplantou a dor, os traumas decorrentes da morte violenta e inesperada e as dificuldades resultantes da ausência do chefe de família. A família do major Martinez não pediu, nem vê razão em homenagens. Apenas quer guardar a lembrança do esposo dedicado e pai carinhoso que ele foi. Profissional competente, dedicado e leal, atleta exemplar, amigo afável e educado, Zazá , como era carinhosamente chamado por seus amigos, será sempre lembrado com muito carinho por todos aqueles que com ele conviveram. 07/04/71
MARIA ALICE MATOS
(Empregada doméstica Rio de Janeiro) Morta por terroristas quando do
assalto a um depósito de material de construção. 15/04/71
HENNING ALBERT BOILESEN
(Industrial São Paulo) Quando da criação da Operação Bandeirante, o então comandante do II Exército, general Canavarro, reuniu-se com o governador do Estado de São Paulo, com várias autoridades federais, estaduais, municipais e com industriais paulistas para solicitar o apoio para um órgão que necessitava ser criado com rapidez, a fim de fazer frente ao crescente terrorismo que estava em curso no estado de São Paulo. Assim, vários industriais, entre eles Boilesen, se cotizaram para atender ao pedido daquela autoridade militar. E, o que fizeram os terroristas para intimidar aqueles industriais? A pedido de Carlos Lamarca, escolheram três nomes para serem assassinados, como forma de intimidar os demais colaboradores. Estes eram: Henning A. Boilesen, Peri Igel e Sebastião Camargo (Camargo Correia) O escolhido foi o presidente da Ultragás, Henning Albert Boilesen, um dinamarquês, naturalizado brasileiro. A partir da segunda quinzena de janeiro de 1971, iniciaram-se os levantamentos do industrial paulista, dos quais participaram: Devanir José de Carvalho, Dimas Antonio Casemiro, Gilberto Faria Lima e José Dan de Carvalho, pelo MRT; Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz, pela ALN; Gregório Mendonça e Laerte Dorneles Méliga (chefe de gabinete do então governador do RS, Olívio Dutra), pela VPR.
No dia 15 de abril de 1971 um Comando Revolucionário, integrado pelos terroristas Yuri
Xavier Pereira, Joaquim Alencar Seixas, José Milton Barbosa, Dimas Antonio Casimiro e
Antonio Sérgio de Matos, covardemente assassinou Boilesen. Quando o carro de Boilesen
entrou na Alameda Casa Branca, dois carros dos terroristas emparelharam com o dele.
Pela esquerda, Yuri, colocando um fuzil para fora da janela, disparou um tiro que foi
raspar a cabeça de Boilesen. Este saiu do automóvel que dirigia e tentou correr em
direção contrária aos carros. Foi inútil. José Milton descarregou sua metralhadora
nas costas do industrial e Yuri desfechou-lhe mais três tiros de fuzil. Cambaleando,
Boilesen arrastou-se por mais alguns metros e foi cair na sarjeta, junto de um Volkswagen.
Aproximando-se, Yuri disparou mais um tiro que lhe arrancou a maior parte da face
esquerda. Joaquim Alencar Seixas e Gilberto Faria Lima jogaram os panfletos por cima do
cadáver. No relatório escrito por Yuri, e apreendido pela polícia, aparecem as frases
durante a fuga trocávamos olhares de contentamento e satisfação. Mais uma
vitória da Revolução Brasileira. Vários carros e casas foram atingidos
por projéteis. Caídas, duas senhoras, uma atingida no ombro e outra ferida numa perna.
Sobre o corpo de Boilesen, mutilado com dezenove tiros, os panfletos da ALN e do MRT,
dirigidos Ao Povo Brasileiro, traziam a ameaça: Como ele, existem muitos outros e
sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o que
importa é que eles sentirão o peso da JUSTIÇA REVOLUCIONÁRIA. Olho por olho, dente por
dente. Este assassinato comoveu a opinião
pública e teve ampla repercussão no Congresso Nacional e na Assembléia Legislativa de
São Paulo. A respeito desse repulsivo ato terrorista é conveniente relembrar o que
publicou a Folha de São Paulo, no dia 16/04/1971: Meios políticos e empresariais condenaram veementemente o brutal assassinato. A Assembléia Legislativa suspendeu seus trabalhos para render um preito de homenagem à memória do industrial assassinado por terroristas. Ao instalar os trabalhos da sessão, o presidente da Casa, deputado Jacob Pedro Carolo, disse que Boilesen foi vítima de terroristas covardes. Para justificar este ato criminoso, os terroristas e seus simpatizantes passaram a difundir abomináveis e sórdidas mentiras. Entre outras acusações criminosas, afirmam que Boilesen era um agente da CIA, que freqüentava a OBAN (que depois passou a se chamar DOI) e que nessas visitas assistia e participava do interrogatório dos presos, ocasião em que pessoalmente testava uma máquina de aplicar choques elétricos que ele mesmo inventara. Na realidade Boilesen nunca foi agente da CIA e muito menos assistiu interrogatórios de presos na OBAN e no DOI/CODI/IIEx. Boilesen esteve no DOI uma única vez, em fins de dezembro de 1970, quando foi cumprimentar o comandante deste órgão, pelo natal que se aproximava. Foi recebido no gabinete do comando do DOI e lá não permaneceu por mais de quinze minutos.
A família do industrial assassinado deveria pensar em processar aqueles que através da
mentira e da calúnia, deturpam os fatos e procuram manchar a honra e a dignidade de um
homem com as qualidades de HENNING ALBERT
BOILESEN. 10/04/74
GERALDO JOSÉ NOGUEIRA
(Soldado PM São Paulo)
Morto quando da captura de terroristas.
Mesmo com tanto tempo já decorrido, alguma incorreção ainda pode cercar algum nome aqui
lembrado. Assim, rogamos ser informados de eventual impropriedade. |