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RECORDANDO A HISTÓRIA
ATENTADO AO QG DO II EXÉRCITO
Em 1969, o jovem Mário Kosel Filho, conhecido em sua casa como "Kuka", é
convocado para servir à Pátria e defendê-la contra possíveis agressões internas ou
externas e é designado para o Quartel General do II Exército, em São Paulo/SP.
Na mesma época, o Capitão Carlos Lamarca, formado pela Academia Militar das Agulhas
Negras, serve no 4º RI, em Quitaúna/SP.
O destino dos dois vai se cruzar tragicamente.
A época é difícil, pois brasileiros pertencentes à organizações terroristas tentam,
através da luta armada, implantar uma ditadura comunista no Brasil.
O Capitão Lamarca, no dia 24/01/69, trai a Pátria que jurou defender. Rouba do 4º RI
muitos fuzis, metralhadoras e munição, deserta e entra na clandestinidade. O material
bélico roubado é entregue à Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), uma organização
terrorista que Lamarca já integrava, antes de desertar.
O soldado Kosel continua servindo, com dedicação, a Pátria que jurou defender. No dia
26/06/68, como sentinela, zela pela segurança do Quartel General, no Ibirapuera. Às
0430h, ele está, vigilante em sua guarita. A madrugada é fria e a visibilidade muito
pouca. Nesse momento, um tiro é disparado por uma sentinela contra uma camioneta
chevrolet que desgovernada tenta penetrar no quartel. Seu motorista saltara dela em
movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do QG. O soldado Rufino,
também sentinela, dispara 6 tiros contra o mesmo veículo que finalmente bate na parede
externa do quartel. Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro para ver se há
alguém no seu interior. Há uma carga com 50 quilos de dinamite que, em segundos depois,
explode e espalha destruição e morte num raio de 300 metros. Seu corpo é dilacerado.
Seis militares ficaram feridos: o Cel Eldes de Souza Guedes e os soldados João Fernandes
de Souza, Luiz Roberto Juliano, Edson Roberto Rufino, Henrique Chaicowski e Ricardo
Charbeau. É mais um ato terrorista da organização chefiada por Lamarca, a VPR.
Participaram deste crime hediondo os seguintes onze terroristas: Waldir Carlos Sarapu
("Braga, "Rui"), Wilson Egídio Fava ("Amarelo",
"Laercio"), Onofre Pinto ("Ari", "Augusto",
"Bira", "Biro", "Ribeiro"), Eduardo Collen Leite
("Bacuri", "Basilio"), Diógenes José Carvalho de Oliveira
("Leandro", "Leonardo", "Luiz", "Pedro"), José
Araújo de Nóbrega ("Alberto", "Zé", "Pepino",
"Monteiro"), Oswaldo Antônio dos Santos ("Portuga"), Dulce de Souza
Maia ("Judith"), Renata Ferraz Guerra de Andrade ("Cecília",
"Iara"), José Ronaldo Tavares de Lira e Silva ("Dias",
"Joaquim", "Laurindo", "Nunes", "Roberto Gordo",
"Gordo") e Pedro Lobo de Oliveira ("Getúlio", "Gegê").
Após a sua morte o soldado Kosel foi promovido a 3º sargento e sua família passou a
receber a pensão correspondente a este posto. O Exército Brasileiro numa justa homenagem
colocou o seu nome na praça de desfiles do QG do II Exército.
Lamarca continuou na VPR seqüestrando, assaltando, assassinando e praticando vários
outros atos terroristas, até o dia em que morreu, de arma na mão, enfrentando uma
patrulha do Exército que o encontrou no interior da Bahia em 1971. Sua família passou
também a receber a pensão militar correspondente.
Apesar de todos os crimes hediondos que cometeu, sendo o mais torpe deles o assassinato a
coronhadas de seu prisioneiro tenente PM Alberto Mendes Júnior, Lamarca é apontado como
herói pelos esquerdistas brasileiros. Ruas passam a ter seu nome. Tentam colocar seus
restos mortais num Mausoléu na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Um filme é feito
para homenageá-lo.
Mário Kosel Filho, soldado cumpridor dos seus deveres, cidadão brasileiro que morreu
defendendo a Pátria, está totalmente esquecido. Além do esquecimento a Comissão dos
Mortos e Desaparecidos que já concedera vultosas indenizações às famílias de muitos
terroristas que nunca foram considerados desaparecidos, resolveu indenizar, também, a
família Lamarca, numa evidente provocação às Forças Armadas e desrespeito ás
famílias de Mário Kosel Filho e de muitos outros que como ele morreram em conseqüência
de atos terroristas.
Essa Comissão generosamente distribui o dinheiro do contribuinte apenas àqueles que
morreram tentando, através da força das armas, tornar o Brasil um satélite comunista.
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Bomba QG II Ex |
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Bomba QG II Ex Rua da Consolação |
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Corpo destroçado do Soldado Kozel
QG II Ex |
TERRORISMO NUNCA MAIS!
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