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Opinião

 

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Um governo paralelo

Petrônio Souza Gonçalves (*)

De escândalo em escândalo, vai o governo Lula, sempre traído por seus assessores e colaboradores. Se formos contabilizar os números de ex-assessores petistas que traíram Lula, poderíamos, com toda certeza, dar uma nova versão para a sigla do partido: PT, Partido dos Traidores. Os primeiros que traíram Lula, como ele mesmo definiu, deram-lhe uma punhalada nas costas. Sobrevivido ao infortúnio inaugural, o presidente foi alvejado novamente, e outra vez. Os seus amigos, seus homens de confiança, seus companheiros, não eram fiéis escudeiros e se revelaram homens de pouca moral, que usaram da generosidade do presidente para enganá-lo. Se assim tem sido, enquanto Lula tiver ao seu lado homens ligados ao PT, as traições se sucederão e a vergonha moral e política se abaterá sobre toda a população brasileira.    
Ao que se vê, segundo as palavras do próprio presidente, é que Lula e o PT são coisas totalmente distintas e que os homens do seu partido, que foram escolhidos por ele para ajudá-lo no intento de administrar a vida de 190 milhões de brasileiros, estão montando um governo paralelo dentro do governo federal. Este governo paralelo, petista e das sombras, é capaz de produzir dossiês, espionar a vida de cidadãos comuns, de magistrados, de intervir nas instituições federais para usá-las contra a população em geral, de intervir nos processos normais de contratos e de licitações, de arquivar processos movidos contra seus colaboradores, de usar a máquina federal para influenciar nas votações do Congresso, de aparelhar o Estado para o uso restrito de meia dúzia de eleitos pelo Partido dos Trabalhadores.
Eles são capazes de tudo, até de trair o idealizador e fundador do seu partido, o pai natural de toda esta epopéia petista, saída do escuro da Ditadura Militar para impor a ditadura das sombras, dentro de um governo eleito pelo povo. Isto é, verdadeiramente, o governo do medo. Lula deve temer, e muito, este processo nascido dentro do seu governo, onde encontramos vários dos seus assessores e amigos.
Me parece que o presidente Lula, tão generoso, está passando por repetidas traições e decepções, promovidas pelos seus companheiros. É chegada a hora de poupá-lo de tantas decepções, é chegada a hora de livrá-lo deste fardo pesado que tem sido a presidência  da República, pois não vai ser com o meu voto que vou ajudar outros a traí-lo, usar da sua bondade, e como prova da boa traição ao presidente, ganhar carros novos, propinas, cuecas milionárias, caixas de uísque cheias de dólares, notas de dólares que nunca circularam no mercado, e tantos outros regalos mais.

   
(*) Petrônio Souza Gonçalves
Belooriente@cidademais.com.br