Um governo paralelo
Petrônio Souza Gonçalves (*)
De escândalo em escândalo,
vai o governo Lula, sempre
traído por seus assessores e
colaboradores. Se formos
contabilizar os números de
ex-assessores petistas que
traíram Lula, poderíamos,
com toda certeza, dar uma
nova versão para a sigla do
partido: PT, Partido dos
Traidores. Os primeiros que
traíram Lula, como ele mesmo
definiu, deram-lhe uma
punhalada nas costas.
Sobrevivido ao infortúnio
inaugural, o presidente foi
alvejado novamente, e outra
vez. Os seus amigos, seus
homens de confiança, seus
companheiros, não eram fiéis
escudeiros e se revelaram
homens de pouca moral, que
usaram da generosidade do
presidente para enganá-lo.
Se assim tem sido, enquanto
Lula tiver ao seu lado
homens ligados ao PT, as
traições se sucederão e a
vergonha moral e política se
abaterá sobre toda a
população brasileira.
Ao que se vê, segundo as
palavras do próprio
presidente, é que Lula e o
PT são coisas totalmente
distintas e que os homens do
seu partido, que foram
escolhidos por ele para
ajudá-lo no intento de
administrar a vida de 190
milhões de brasileiros,
estão montando um governo
paralelo dentro do governo
federal. Este governo
paralelo, petista e das
sombras, é capaz de produzir
dossiês, espionar a vida de
cidadãos comuns, de
magistrados, de intervir nas
instituições federais para
usá-las contra a população
em geral, de intervir nos
processos normais de
contratos e de licitações,
de arquivar processos
movidos contra seus
colaboradores, de usar a
máquina federal para
influenciar nas votações do
Congresso, de aparelhar o
Estado para o uso restrito
de meia dúzia de eleitos
pelo Partido dos
Trabalhadores.
Eles são capazes de tudo,
até de trair o idealizador e
fundador do seu partido, o
pai natural de toda esta
epopéia petista, saída do
escuro da Ditadura Militar
para impor a ditadura das
sombras, dentro de um
governo eleito pelo povo.
Isto é, verdadeiramente, o
governo do medo. Lula deve
temer, e muito, este
processo nascido dentro do
seu governo, onde
encontramos vários dos seus
assessores e amigos.
Me parece que o presidente
Lula, tão generoso, está
passando por repetidas
traições e decepções,
promovidas pelos seus
companheiros. É chegada a
hora de poupá-lo de tantas
decepções, é chegada a hora
de livrá-lo deste fardo
pesado que tem sido a
presidência da República,
pois não vai ser com o meu
voto que vou ajudar outros a
traí-lo, usar da sua
bondade, e como prova da boa
traição ao presidente,
ganhar carros novos,
propinas, cuecas
milionárias, caixas de
uísque cheias de dólares,
notas de dólares que nunca
circularam no mercado, e
tantos outros regalos mais.
(*) Petrônio Souza Gonçalves
Belooriente@cidademais.com.br