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Opinião

 

[23/SET/2006]

APEDEUTA, SEM COMPUSTURA E SEM ÉTICA
Gen Marco Felicio
Em diversos artigos de jornais, como também na Internet, o Presidente Lula vem sendo chamado de apedeuta, isto é, ignorante, sem instrução e estúpido o que, sem dúvida, torna-se bem colocado quando se confronta o dito cujo com algumas de suas atitudes e posturas, linguajar e história pessoal.  
 
O nível de escolaridade muito baixo e a  falta de gosto pela leitura, como ele próprio já afirmou, são as duas principais causas do seu falar grosseiro, eivado de palavrões, durante o qual nem sempre o tempo verbal se ajusta ao pronome e o plural, freqüentemente, é substituído, erroneamente, pelo singular. 
 
Conseqüência natural do seu pouco tempo de estudo e da falta de leitura diversificada  é o escasso conhecimento que demonstra ter e que o torna ignorante, levando-o a usar e abusar de figuras futebolísticas em seus discursos, matéria com a qual se mostra familiarizado. 
 
A sua faceta de homem estúpido está bem caracterizada em recente livro, lançado por jornalistas que tiveram a oportunidade de, por  um tempo relevante, observarem o comportamento e a postura do Presidente e como ele se relaciona com auxiliares, dos diversos escalões, em seu cotidiano. 
 
Mostram, os jornalistas, o Presidente, aos brados, na presença de estranhos, chamando, de forma humilhante, seus assessores de incompetentes ao mesmo tempo em que reafirma a sua ignorância, dizendo que, hoje, aqueles que têm diplomas carregam pastas e discursos para ele, que jamais estudou. 
 
Mostram que a sua falta de educação e de responsabilidade o levam a referir-se a outros chefes de estados por meio de palavras de baixo calão, gerando constrangimentos internacionais como  os ocorridos com os presidentes da Argentina e do Uruguai. 
 
A falta de compostura, até mesmo para com seus ministros, é enfatizada em conversa, transcrita no livro, durante a qual se dirige à Ministra do Meio Ambiente, usando termos chulos.  É este o Lula "paz e amor', vendido a peso de ouro, por publicitários desonestos, como grande estadista e como o "nosso guia", de forma ridícula, pelo Itamaraty.
 
Entretanto, ao apedeuta sem compostura, face ao que os jornais têm publicado, poderíamos acrescentar a sua falta de ética, demonstrada quando dos episódios de corrupção que envolveram seus auxiliares diretos, denunciados por formação de quadrilha por Pocurador da Justiça. 
 
Deu entrevista, asseverando que nada sabia ou, ainda, que certas práticas ilegais eram normais. 
 
Tratou-os de forma benigna, evitando acusá-los, embora denunciados como criminosos, e hoje os tem como companheiros de palanque eleitoral. 
 
Seguindo a máxima de que os fins justificam os meios, recentemente, concordando com  o que disse um ator de renome, e que o apóia ("Não dá para fazer [política] sem botar a mão na merda"), justificou a corrupção que caracteriza seu governo, afirmando que "Política a gente faz com o que a gente tem.  Não com o que a gente quer".  E arrematou, para quem era o dono da ética, com imenso cinismo, quanto à prática da compra de apoios e de políticos e que se tornou no maior escândalo que este País já presenciou :  -  "Maioria a gente constrói pelo que a gente tem ao nosso lado.  Não pelo que a gente pensa que tem.  Esse é o jogo real da política que precisou ser feito em quatro anos para que chegássemos a uma situação altamente confortável".
 
Será que o País e a Nação agüentarão mais quatro anos de governo do apedeuta sem compostura e sem ética, outro estelionato eleitoral ? 

Gen Marco Felicio