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DESORDEM OU GUERRA
CIVIL?
Márcio Accioly
(sábado,
19/04/08)
O presidente Dom
Luiz Inácio (PT-SP), em nada parece preocupado com atemorizantes
conseqüências e assustadores desdobramentos, mas o Brasil caminha de
forma visível em grave clima de desordem social, espécie de anteparo de
guerra civil. Sua excelência rachou o país ao meio. Conseguiu o que era
tentado há muitos anos.
Há quem entenda e
bem argumente que jamais atravessaremos guerra civil pra valer. Apenas
intranqüilidade e desavenças (desmandos não controlados), por conta de
Estado corrupto (dilacerado), em que dirigentes coniventes com a
criminalidade garantem num plano mútuo seus espaços de rapina e
pilhagem.
No Brasil, a
divisão entre a chamada elite administrativa e a população abandonada
alcançou o auge de exposição das mais desmoralizantes mazelas. Os
gestores da coisa pública cuidam apenas de privados interesses, tratando
de acumular fortuna pessoal sem advertência ou punição.
Os que pagam
impostos tão somente observam nababescos dirigentes fruindo prazeres
impensáveis, à custa dos recursos financeiros da coletividade. Criticam
uns aos outros como se cada qual estivesse isento de responsabilidade no
mar revolto de incontáveis desgraças.
Agora mesmo, o Rio
de Janeiro padece dos efeitos de desastre anunciado, a dengue, com o
prefeito César Maia (DEM) insistindo em jurar que não existe epidemia:
registram-se apenas cem mil casos isolados. O estado de Pernambuco segue
a mesma pisada. Ninguém sabe de quem é a responsabilidade.
Recentemente,
quando se descobriu que o reitor da UnB (Universidade de Brasília),
Timothy Mulholland, reformou seu apartamento funcional com milhares de
reais desviados daquela instituição, os estudantes ocuparam a reitoria e
exigiram sua renúncia.
A Justiça do
Distrito Federal determinou que a Polícia Federal retirasse os
estudantes de lá, mas nada disso aconteceu. Como a imprensa acompanhou
de perto, e as pessoas queriam saber se o reitor iria continuar à frente
do órgão (depois de comprar penicos, lixeiras e outros apetrechos com
valores superfaturados), o desfecho foi outro.
Desmoralizado,
pois não se deu a nenhum respeito, Mulholland teve de cair fora, mesmo
depois de o senador Cristóvam Buarque (PDT-DF) ter feito discurso
apaixonado no Senado, exaltando qualidades quase celestiais (coisas que
ninguém desconfiava que o reitor possuísse).
Agora, na questão
da Reserva Indígena Raposa/Serra do Sol, situada lá no extremo norte do
estado de Roraima, seria bom se a população brasileira se posicionasse e
tomasse conhecimento do que acontece. A ONU quer internacionalizar a
Amazônia, tornando as reservas indígenas em nações independentes.
Depois de aprovar
a “Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas”, documento
assinado pelo Brasil (Canadá, EUA, Nova Zelândia e Austrália, entre
outros países, não assinaram), a ONU pressiona nosso país a entregar
Roraima a menos de seis mil índios, abrindo as portas para a roubalheira
de nossas reservas minerais.
O comandante
militar da Amazônia, general Augusto Heleno, colocou a boca no trombone
e foi imediatamente contestado pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM),
que se lançou candidato à Presidência da República e se diz “de
oposição”.
Pois bem: o
senador foi secretário-geral da gestão FHC (1995-2003), quando foi
assinada a criação da reserva pelo ministro Renan Calheiros (Justiça),
através de Portaria. Ele não tem como ficar contra. Vejam só: situação e
oposição no Brasil estão no mesmo saco. Daí o perigo de convulsão social
incontrolável. Em quem confiar?
A “administração”
entreguista FHC notabilizou-se por nada apurar e tudo evitar. No dia
06/10/04, o deputado estadual Arthur Virgílio Bisneto (PSDB), foi preso
em Fortaleza por desacato à autoridade e atentado ao pudor, ao mostrar
as nádegas para duas moças (baixando a calça), a 20 metros de uma
delegacia. Os jornalões calaram.
São tais
“autoridades” (que não educam os próprios descendentes), os que ousam
dizer o que é melhor para o Brasil e os brasileiros, contestando general
que vê entreguismo na criação da reserva.
Por essa e por
outras estamos atravessando cenário extremamente delicado onde o perigo
de combustão é palpável. A população tem de ir às ruas e gritar contra
as reservas indígenas que doam nossos minérios e reservas naturais. É
questão de honra. É cuidar do futuro das novas gerações. Há de se fazer
como os estudantes da UnB
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