JUSTIÇAMENTOS
13 março de 2002 Home

Dentre o extenso rol de crimes violentos cometidos pelos
comunistas brasileiros - assassinatos, assaltos, explosões de bombas, seqüestros de
diplomatas e de aviões, etc - um deles tornou-se o símbolo maior da violência
desmedida, conseqüência inevitável de uma doutrina genocida: o denominado, por eles
mesmos, de justiçamento.
O justiçamento foi empregado para assassinar os próprios
comunistas considerados traidores e os seus inimigos, os integrantes das forças legais de
segurança e todos aqueles que com elas colaboravam.
Não foram mortes causadas na paixão ou no ódio de um
confronto. Não foram mortes involuntárias, surgidas por acaso, no fragor de alguma
ação violenta. Não foram mortes aleatórias, cujos nomes só surgiam depois da
explosão de uma bomba, depois de um assalto, depois de um seqüestro. Não foram nada
disso.
O justiçamento praticado pelos comunistas foi o crime
premeditado, extremadamente planejado, o crime frio e cruel de uma doutrina que sobrepunha
os fins aos meios.
O justiçamento era o último capítulo de um longo processo, que
começava por uma denúncia, que passava pelo julgamento de um pseudo "tribunal
revolucionário", que gastava muito tempo em minuciosos levantamentos, que organizava
um grupo de execução com militantes travestidos de carrascos e que se encerrava com o
sangue do "justiçado" salpicando a propaganda do ato cometido, que escarnecia a
vítima e, quixotescamente, tentava justificar um mero assassinato. E, tudo isso, a sangue
frio, com o sangue congelado de uma doutrina que impunha a violência sobre a sociedade
tida como algoz.
"Senhores da vida e da morte", os terroristas
brasileiros ufanavam-se de que "guerrilheiros não matam por raiva, nem por impulso,
pressa ou improvisação.Matam com naturalidade. Não interessa
o cadáver, mas seu impacto sobre o público."
"Donos da verdade", os comunistas brasileiros
escarneciam das vítimas e ameaçavam:
"Como ele, existem muitos outros e sabemos
quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o que importa é
que todos eles sentirão o peso da justiça revolucionária.Olho por olho, dente por
dente".
Durante o negro período da luta armada, foram quase
duas dezenas de justiçamentos conhecidos. Talvez outros ainda não descobertos.Vamos
conhecer e nos horrorizar com cada um deles.

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