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RSS: O gosto pela mentira do governo Lula - * J. R. Rodrigues

Não há outra palavra para definir o comportamento do Governo Lula em
relação a polêmica questão Raposa Serra do Sol a não ser insanidade.
Sem nenhum amparo na justiça e mais ainda no bom senso, atendendo apenas
aos clamores dos países ricos, ONG's, Igrejas, etc. Lula quer retirar da
área Raposa Serra do Sol, sete arrozeiros, centenas de famílias (milhares
de pessoas), galinhas, porcos, gado, móveis, cacarecos, três vilas, etc.
O problema é que Lula não quer pagar indenização, não quer destinar terras
para as famílias viverem e morrerem com dignidade, não sabe onde deixar as
pessoas, seus bens moveis e imóveis, etc.
Se fosse para retirar apenas seis arrozeiros a operação teria acontecido e
já teria sido finalizada, afinal seis pessoas como diz Lula, a Igreja,
ONG's, países ricos e a maior parte da imprensa nacional, se coloca até
num fusca e pronto, estaria livre a área. Mas e as outras pessoas? Dará
para arrancar uma vila inteira e transferi-la para outra localidade? Para
onde as pessoas que não receberam suas justas e prévias indenizações irão?
Enquanto Lula diz que vai esperar o pronunciamento final do STF e anuncia
uma comissão (mais uma comissão que nunca chega a lugar nenhum), seu
ministro da Justiça, Tarso Genro, dá declarações condenando a decisão do
STF, como se o Supremo fosse um quintal do MJ. Já o líder do Governo no
Congresso, Romero Jucá, elogia a decisão do STF e diz que o Governo agora
terá tempo para negociar. Ou seja, no governo do PT a confusão é a mesma
de sempre.
O que Lula não faz é começar a falar a verdade e exigir que seus ministros
parem de mentir. Dizer que não são apenas seis ou sete arrozeiros, ou que
fossem 100 ou 1000. O que importa é que o Governo Federal só mente e mente
muito, ao não dizer, por exemplo, que mais de 300 famílias estão prestes a
sair da área e não tem para onde ir, não receberam as justas e prévias
indenizações, só para citar os casos mais graves.
O problema é que nas dezenas de Ações que se encontram no STF estão provas
de laudos mentirosos, relatos de famílias que foram expulsas e não
receberam as indenizações, ou seja, não adianta as mentiras de Lula e de
seus assessores, não adianta as mentiras e pressões das ONG's, Igrejas,
nações ricas etc. O STF tem as informações, de ambos os lados. O órgão
máximo da justiça brasileira sabe a verdade s certamente sua decisão,
qualquer que seja ela, será baseada na verdade a não nas mentiras do
Governo Lula, mentira, aliás, que esse governo tem devoção.
O Ministro da (in) Justiça, Tarso Genro, que nunca veio e nem virá a
Roraima, perdeu uma boa oportunidade de resolver o problema, mas prefere a
mentira e a opção apenas por um lado da questão. Se dispõe a levar
representantes do CIR e os que também mentem afirmando que são apenas seis
arrozeiros, mas se nega a receber os que pensam o contrário, digno de um
Governo mentiroso e fascista, que não aceita, que não luta pela verdade.
Hoje todas as esperanças no futuro de Roraima estão depositadas nas
consciências e no conhecimento jurídico dos membros do STF, mas pelo menos
temos o consolo de ver que os que pensam contrários as ONG's não são mais
vozes solitárias pregando no deserto, como disse o presidente da ALE-RR,
Mecias de Jesus. Em sua companhia, em defesa da justiça, da segurança
jurídica para todos, da paz para as comunidades indígenas, para que possam
- finalmente ter suas terras, há opiniões importantes como as já
manifestadas pelos jornalistas Clóvis Rossi (Folha de São Paulo) e
Alexandre Garcia (Rede Globo), dos ministros do STF Celso de Melo, Gilmar
Mendes (futuro presidente do órgão, do General Heleno e outros de igual
coturno, daquele que atualmente é o maior herói que Roraima já teve, o
Ministro Carlos Ayres Brito e até do líder do Governo Lula, Romero Jucá,
que se pronunciou apoiando a decisão do STF, do ex-ministro Aldo Rebelo,
etc.
Na contramão da verdade está o presidente Lula, Tarso Genro, ONG's, parte
da imprensa nacional, igreja, nações ricas e a maioria da opinião pública
nacional, gente que não conta as horas para ver outra bandeira, de uma
nova nação, tremular nos céus da América do Sul.