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Gen. Emílio Garrastazu Médici
Patrono do TERNUMA.

Filho de mãe uruguaia, de ascendência basca e de pai de origem italiana, Emílio Garrastazu Médici nasceu no dia 4 de dezembro de 1905, na cidade de Bajé, Rio Grande do Sul.


Em 1917, aos doze anos, por forte influência de seu avô, um antigo combatente maragato, Anselmo Garrastazu, foi matriculado no Colégio Militar de Porto Alegre.


Em 1924 iniciou o Curso na Escola Militar de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro, tendo sido declarado Aspirante-a-Oficial, da arma de Cavalaria, em 7 de Janeiro de 1927.


Por diversas vezes durante a carreira militar serviu em guarnições riograndeses: Tenente no 12º Regimento de Cavalaria, em Bajé; Major no Quartel-General da 3ª Divisão de Cavalaria, em Bajé; Tenente-Coronel, na chefia da 2ª Seção de Estado-Maior do Comando do III Exército, em Porto Alegre; e, como Coronel, comandou o Centro de
Preparação de Oficiais da Reserva e chefiou o Estado-Maior da 3ª Região Militar, ambos em Porto Alegre.


Promovido ao posto de General de Brigada, em 1961, comandou a 4ª Divisão de Cavalaria, em Campo Grande, Mato Grosso. A contra-revolução de 1964 encontrou-o à frente do Comando da Academia Militar das Agulhas Negras, ocasião em que, por posições tomadas, sua participação no Movimento Democrático foi fundamental para seu êxito.


Posteriormente foi designado para chefiar a aditância militar do Brasil, em Washington/DC – USA.


Em 1967, já no posto de General de Divisão, ocupou a Chefia do Serviço Nacional de Informações, sucedendo ao General Golbery do Couto e Silva.


Promovido a General de Exército, foi nomeado Comandante do III Exército, em 28 de março de 1969.


Quando uma enfermidade afastou o Presidente Costa e Silva do poder, O Brasil passou a ser governado por uma Junta, composta pelos Ministros Militares e a Câmara dos Deputados e o Senado estavam fechados. O Gen. Médici indicado pela Junta para assumir a Presidência da República, exigiu que o Congresso Nacional fosse reaberto para ratificar ou não sua indicação ao cargo.


O Parlamento no dia 25 de outubro de 1969, em sessão conjunta, manifestou-se favorável à sua eleição por intermédio de 293 votos a favor e 75 abstenções. O Gen. Médici tomou posse no dia 30 do mesmo mês.

O governo Médici foi responsável pela eliminação do terrorismo de esquerda, tanto na área rural quanto na urbana, permitindo que seu sucessor Ernesto Geisel iniciasse a abertura política.


No campo político, nas duas eleições ocorridas durante seu governo, a Arena saiu amplamente vitoriosa, fazendo, em 1970, 19 senadores contra 3 do MDB, e, em 1972, elegendo quase todos os prefeitos e vereadores do Brasil. Ao contrário dos presidentes anteriores (Castelo Branco e Costa e Silva), não cassou mandato de nenhum político.


O seu governo também ficou marcado por um excepcional crescimento econômico que ficou conhecido como o milagre brasileiro. Houve um grande crescimento da classe média. Cresceu muito o consumo de bens duráveis e a produção de automóveis, tornando-se comum, nas residências, o televisor e a geladeira. Em 1972, passou a funcionar a televisão a cores no Brasil e, também nesse ano, foi comemorado o sesquicentenário da Independência do Brasil, ocasião em que foram transladados para São Paulo os restos mortais do Imperador D. Pedro I.


Foi o período durante o qual o país viveu o chamado "Milagre Brasileiro": crescimento econômico recorde, inflação baixa e projetos desenvolvimentistas como o Plano de Integração Nacional (PIN), que permitiu a construção das rodovias Santarém-Cuiabá, a Perimetral Norte, a Transamazônica e a Ponte Rio-Niterói, e grandes incentivos fiscais à indústria e à agricultura foram a tônica daquele período. Assim os ministros mais famosos do governo Médici foram os da Fazenda, Delfim Netto e dos Transportes, Mário Andreazza, além de Jarbas Passarinho, por causa do Mobral. Nessa época, também foram construídas casas populares através do BNH. O Brasil alcançou o 9º Produto Nacional Bruto do mundo. Em 1973, em função da crise internacional do petróleo, a situação econômica passou a vivenciar um quadro de desaceleração.


No seu governo, concluiu-se o acordo com o Paraguai para construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional, à época a hidrelétrica de maior potência instalada do mundo. No campo social, foi criado o Plano de Integração Social (PIS) e o Programa de Assistência Rural (PRORURAL), ligado ao FUNRURAL, que previa benefícios de aposentadoria e o aumento dos serviços de saúde até então concedidos aos trabalhadores rurais. Foi feita uma grande campanha de alfabetização de adultos através do MOBRAL e uma campanha para melhoria das condições de vida na Amazônia com a participação de jovens universitários, chamado Projeto Rondon. Esse projeto foi reativado em 19 de janeiro de 2005, durante o Governo Lula.


Grande admirador do futebol (torcedor do Grêmio e do Clube de Regatas Flamengo), Médici quando comparecia aos estádios, era aplaudido. A manifestação de aprovação recebida em certa ocasião no Maracanã, entrou para a história daquele estádio. Segundo Nelson Rodrigues, “no Maracanã vaia-se até minuto de silêncio”. Pois bem, quando foi anunciada a presença do Presidente Médici, os torcedores o ovacionaram por meio de uma demorada e estrondosa salva de palmas.


Em 15 de março de 1974 passou a faixa presidencial para o Gen. Ernesto Geisel e abandonou a vida pública.


Médici faleceu em 9 de outubro de 1985, aos 79 anos, na cidade do Rio de Janeiro, vítima de insuficiência renal aguda e respiratória devido a um Acidente Vascular Cerebral.

Última atualização em Segunda, 07 Outubro 2013 20:04

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