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RELEMBRANDO A FEB - MEDALHA DA CRUZ DE COMBATE. // Gen Bda R1 Luiz Eduardo Rocha Paiva

A Cruz de Combate de 1º Classe (dourada), destinava-se a militares do EB que se distinguissem em ação na II GM, conforme seguintes critérios: “para todos que praticarem atos de bravura ou revelarem espírito de sacrifício no desempenho de missões de combate”. Ela também podia ser concedida a unidades que se destacassem na luta. A de 2ª Classe (prateada) era concedida por "Ação Meritória em Campanha".

Segue uma série de mensagens com alguns Febianos agraciados com a Cruz de Combate Dourada (ontem já foi a do Ten Apolo Resk).
Fonte: -Monografia - “Condecorados com a Cruz de Combate de 1º Classe Durante a II Guerra Mundial – virtudes militares comuns”, Glauco Costa de Moraes.  UNISUL (SC) – Slides com as citações de Heróis condecorados com a Cruz de Combate de 1ª Classe.   
- Soldado Sérgio Pereira (11º RI)
No dia 14 Dez 44, houve várias tentativas do RI para resgatar o Cap Tarcísio Bueno, gravemente ferido no contra-ataque brasileiro para retomar posições abandonadas no Monte Castelo, caído em local de difícil acesso e batido por fogos inimigos. Todas patrulhas organizadas regressaram sem o Cap. Na madrugada do dia seguinte, silenciosamente e sozinho, o Sd Sérgio, ordenança do Cap ferido, sobe a montanha para procurá-lo. Rastejando a maior parte do tempo, encontra o oficial quase morto e o carrega nas costas montanha abaixo até as linhas amigas. Demonstrou espírito de corpo, responsabilidade, coragem, iniciativa, subordinação e abnegação.
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Em 2005, foi feito um Encontro na ECEME, então sob meu comando, com a participação de civis e militares, para comemorar os 60 anos das vitórias da FEB. Em uma das palestras, o saudoso General Meira Mattos descreveu esse episódio com mais detalhes, pois o soldado ao saber que o capitão ficara ferido na "terra de ninguém", patrulhada pelo inimigo, se apresentou como voluntário para ir à noite e sozinho resgatar seu comandante. Teve que se desviar ou se abrigar por diversas vezes, haja vista a circulação de patrulhas do "tedesco", que faziam buscas na chamada "terra de ninguém" durante toda a noite. Disse ainda que o Capitão tinha recebido uma rajada de metralhadora, tendo alguns projetis no peito, mas chegou com vida e sobreviveu.
Ao encerrar o primeiro dia do Encontro, o também saudoso General Ventura (Febiano) me disse que o soldado Sérgio vivia no RJ e se tornara advogado, tendo estudado após o regresso da Itália. Disse ainda que ele estava bem de saúde e que poderia trazê-lo no segundo dia do Encontro se eu concordasse.
É claro que concordei e, no dia seguinte, o condutor dos trabalhos disse ao auditório: "lembram da história do soldado Sérgio (e repassou o episódio). Por favor, Veterano Sérgio Pereira, queira vir ao palco para ser reconhecido pelos seus compatriotas.
O auditório se pôs de pé, aplaudiu com vibração e muitos não seguraram a emoção. Foi um dos momentos mais marcantes de todos os muitos que tive no comando da ECEME e, mesmo ao longo da carreira.
Eis um exemplo do lema do combatente em todo o mundo: "Ninguém fica prá trás". É claro que nem sempre é possível, mas o normal é tentar o muito difícil, pois às vezes se logra até mesmo o que parece impossível.
Nos EUA, lances como esses viram filmes e concorrem ao "Oscar".

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