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        A Insensatez da FUNAI 
         

                                                Gen Geraldo Luiz Nery da Silva* 
 
 

     A Fundação Nacional do Índio (FUNAI), criada no Governo Costa e Silva, tinha a grandiosa finalidade de cuidar dos nossos selvícolas, mormente na área da saúde, buscar integrá-los aos demais brasileiros, preservando a sua cultura, exatamente como o fizera o ínclito Marechal Rondon, o “Bandeirante do século XX”, e grande mestre dos mais respeitados indigenistas, como os irmãos Villas Bôas que, com ele, muito aprenderam.

     A medida em que o tempo foi passando, essa Fundação perdeu o rumo, e os seus desserviços ao Brasil cresceram visivelmente por inações, ações pouco inteligentes e por opiniões absurdas, como essa do seu despreparado presidente, no O Globo, de 12 de abril de 2008, contestando as sensatas declarações do Comandante Militar da Amazônia, General Augusto Heleno, contra a demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol em terras contínuas, no nordeste de Roraima, na fronteira com a Guiana e com a Venezuela, em imensa área de 1,70 milhão de hectares, onde há apenas 15 mil indígenas, sendo que 1/3 deles não a querem.

     Pela decisão caricata de 2005 do desgoverno Lula da Silva, dando seqüência a demarcação da área pelo entreguista Fernando Henrique Cardoso – aquele do Petrobrax em vez de Petrobras que, felizmente, não progrediu – os arrozeiros, que estão na região desde 1968, com a criação, em Roraima, do Campus Avançado de Boa Vista, do Projeto Rondon, pela Universidade de Santa Maria, teriam que deixar a área.

     Com isso, concorda a FUNAI e o seu néscio presidente que ousa dizer que o General Augusto Heleno e as nossas Forças Armadas estão equivocadas quando dizem que a demarcação da Reserva em terras contínuas e determinados direitos concedidos aos selvícolas põem em risco a segurança nacional e a integridade do território.

     Ao lado das Forças Armadas e do Brasil, e contra a nefasta Funai, que se apóia no CIMI (Conselho Indigenista Missionário) e no Conselho Indígena de Roraima (CIR) cujos interesses não são os nossos e, sim, de forças alienígenas, estão os rizicultores que produzem para toda a Amazônia (interesse público), os políticos da área (em nível federal, estadual e municipal) e boa parte dos índios que exigem a demarcação em ilhas, para manter a atividade econômica em trechos da famigerada Reserva.

     Contrapondo-se ao Gen Heleno, o abjeto presidente da FUNAI tem o desplante de declarar: “a reserva exclusiva para usufruto dos índios é que dará segurança e integridade ao território brasileiro.” Essa assertiva mostra toda a insanidade desse cidadão que está à frente de um órgão a ser extinto o quanto antes, porque não cumpre, nem de longe, a missão que lhe cabe.

     Quando estive, em 1992/1993, no Comando da Brigada das Missões, sediada em Tefé, pude constatar, em Tabatinga, onde está um dos seus Batalhões (CFSol/ 8o BIS), a total inoperância do posto da Funai naquela cidade. Nada, absolutamente nada, fazia pelos índios Ticunas e pelo seu cacique, Capitão Waldir, que tinham no Exército o seu grande aliado. Essa Fundação, hoje, fechando as portas, fazia um bem incomensurável ao Brasil, que queremos forte, em todas as expressões do Poder Nacional (política, econômica, psicossocial, militar e científico-tecnológica).

     Exigimos que a FUNAI, o CIMI, o CIR e o Ministro Tarso Genro cessem as suas investidas contra a integração nacional. Deixem o Brasil desfrutar da paz que merece! Comunhão das nossas etnias no lugar de segregação!

     Concluo as minhas observações, vindas de quem conhece bem a Amazônia, inclusive o Estado de Roraima, repetindo a indagação feita pelo Jornal do Brasil, em 12 de abril de 2008 aos seus leitores: O STF agiu bem ao suspender a ação da PF em Roraima? 
     
Sim

     O que a PF tem de fazer lá? Destruir terras em plena produção de alimentos? Deveriam é meter na cadeia quem tomou essa decisão. Lugar de produzir alimentos tem é que ser protegido e não destruído.

     Marcos Almeida, Rio 
     Sim

     A região virou um caldeirão. Há muitos interesses em jogo, inclusive estrangeiros. O melhor era mesmo suspender a ação da Polícia Federal.

     Douglas Coimbra, Brasília 
     Sim

     Claro, porque iria causar um enorme conflito. Como bem explicou o comandante militar Augusto Heleno, na Amazônia, o Brasil é um todo, um conjunto de brasileiros.

     Antonio Matias, Itajaí (SC) 
 
     Não

     O Governo brasileiro deve chamar as Forças Armadas para cuidar desse problema. Trata-se de uma questão de segurança nacional.

     Alder Oliveira e Silva, Rio 
 

     Resultado

     Sim 82%

     Não 18%

     Amostragem de opiniões recebidas 
 

     Não aos apátridas, como a Funai, o CIMI e o CIR, postuladores de Reservas Indígenas imensas e contínuas na fronteira do nosso País, o que corresponde a um perigo iminente à Segurança Nacional e à manutenção dos Objetivos Nacionais Permanentes (ONP).

     Sim aos que lutam pelo bem comum dos brasileiros na busca da sua forte integração, sejam eles índios, brancos ou negros. 
 
 
 

          * Coordenador de Projetos de História Oral do Exército e Membro do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (CEBRES)