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Ternuma- Bsb O ET DE VARGINHA E OS IANOMÂMIS Ternuma Regional Brasília Gen. Bda RI Valmir Fonseca AZEVEDO Pereira No momento, em que as atenções se voltam para a validação contínua ou não da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, valeria uma visada - à – ré, para perscrutarmos os fundamentos de criação da imensa e indigitada reserva denominada Ianomâmi, pois foi destinada para abrigar aquela nebulosa nação indígena, evento que foi o estopim para a gula indigenista de um punhado de influentes e perniciosos antropólogos, e afins. O infausto foi (teve seu início) perpetrado pelo “príncipe” Collor, em 1991, contrariando as poucas e roucas vozes que se atreveram a denunciar a bizarria. Questionavam aqueles tresloucados brasileiros, a dimensão da área, um despautério, uma barbaridade, um descomunal contra - senso, uma agressão futura à própria Soberania Nacional. Eles interpelavam o enorme efetivo indígena alegado pela FUNAI, como existente na área, a sua tremenda mobilidade, em plena floresta amazônica, e, pasmem, a existência de uma etnia indígena brasileira denominada Ianomâmi. Nome estranho para nós, acostumados com tupis, tamoios, guaranis e tantos outros. Alguns eméritos historiadores, argutos pesquisadores, vasculhando documentos e anais históricos, desde as longínquas incursões estrangeiras no Brasil – Colônia, e as viagens colonizadoras portuguesas, se depararam com diversas tribos, as quais, sem pejo (contrariando as sábias palavras presidenciais, de que os índios protegiam as terras brasileiras) aliavam – se aos invasores estrangeiros e, inclusive, atacavam aos portugueses. Todos, sem exceção, não se referem a qualquer tribo, nação, grupo ou bando Ianomâmi. Aparentemente, o ET de Varginha e a nação Ianomâmi possuem, pelo menos, um ponto em comum, são alienígenas. Povoam o imaginário de alguns privilegiados brasileiros. As discussões sobre a Reserva Raposa Serra do Sol, por vezes, levantam aspectos, no mínimo obtusos. Eis que, alguns descrentes nacionais não se limitam a duvidar da pretensa capacidade perambulatória dos nossos selvagens indígenas, na sua maioria totalmente aculturados e, suspeitam, até de sua existência. Um desses incrédulos foi o Cel. Carlos Alberto Menna Barreto, que escreveu “A Farsa Ianomâmi”, em 1996, época em que os militares, conforme máxima de minha saudosa mãe, já estavam relegados à situação de quinta roda da carroça, e o valioso trabalho, provavelmente, nem foi considerado. A bem da verdade, à época, o Estamento Militar, por diversas razões, pronunciou – se contra; entre outras, por inibir sua missão de guardião do território nacional. Ao desgoverno do petulante e esnobe não interessava dar ouvidos à quinta roda da carroça. Finalmente, acreditamos que qualquer discussão e a conseqüente decisão, acerca do destino de porções do Território Nacional, não pode ficar subordinada ao alvedrio de um indivíduo, nem mesmo de 3/5 ou da maioria de um Congresso, cujo crédito e honorabilidade são questionáveis, com justíssimas razões. Um caso destes exigiria a aprovação de todo o Congresso e, no mínimo,... mais um. A futura decisão do Supremo, caso favorável à descontinuidade daquela Reserva, poderá minimizar um problema pontual, mas não resolverá uma questão bem maior, cujo cerne poderá residir nas premissas equivocadas que a patrocinaram. O Embaixador e Economista Adriano Benayon, em substancial e irretorquível artigo “Cessão de Território”, de 05 de junho de 2008, aprofunda e esclarece, com a riqueza de detalhes que lhe é peculiar, as contradições e os ambíguos argumentos que cercaram a criação da controversa Reserva Ianomâmi, tema aqui abordado modesta e simploriamente. O Economista comprova como, a partir de premissas erradas e interesses espúrios, é possível concretizar – se, à vista de todos, uma monumental catástrofe. É o mesmo caminho palmilhado pela nossa brava nação, em relação à recente e lesiva Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, patrocinada pela ONU, cujo resultado é tanto nefasto para o País, que não podemos digerir a hipótese que o seu endosso pelo Brasil é um mero equívoco de percepção, cumpre entender que se trata de uma ação vil; mas admitamos muito bem planejada e orquestrada. Brasília, DF, 10 de julho de 2008 Gen. Bda RI Valmir Fonseca AZEVEDO Pereira Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de "Globalização versus Desenvolvimento”, editora Escrituras. benayon@terra.com.br
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