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Ternuma- Bsb
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20/05 - O ALTO CUSTO DO
SILÊNCIO
Após tantos anos de sepulcral silêncio, não podemos estranhar que qualquer
aventureiro, se arvore em douto na arte de enunciar planos e formular políticas
e geniais estratégias para o estamento militar, inclusive sua reformulação e
reestruturação, adentrando em sua concepção e emprego. Passou a ser do domínio
de qualquer "vivente", o conhecimento acerca de Defesa e Segurança.
Texto completo
De Jobim a Mangabeira, surgem no Brasil, vindos do nebuloso além, insuspeitos
novos Generais, estrategos de mão cheia, para dizer o mínimo. Salvo engano,
Alexandre, Aníbal, Napoleão, Clausewitz, Sun Tzu, Atila e Caxias, entre outros
decantados capitães e estudiosos da arte militar, desceram do Olimpo para
transmitir, como num sopro divino, aos
novos iluminados, uma capacidade e um conhecimento acerca das Forças Armadas e
de assuntos sensíveis como a "Defesa e Segurança" e "Amazônia". Tais
conhecimentos são muito superiores aos apreendidos em duros períodos de estudo
nas Escolas e Academias Militares, e após anos e anos de laboriosa vida
castrense, ao que parecem acumulados, "atabalhoadamente", pelos "tacanhos
militares profissionais". De uma canetada, brotam luminosas idéias mirabolantes.
Elaboram um novo Plano Estratégico Nacional de Defesa, que deverá atender aos
objetivos ideológicos do Foro de São Paulo, sendo que o eclético Mangabeira é o
coordenador do Comitê de Formulação do Plano. Jobim, recentemente, em
Washington, subiu, ainda mais, nos tamancos da vaidade, e tomado de e "audácia"
incontida, anunciou que o governo está empenhado em criar um organismo
internacional "que possa articular na América do Sul, a elaboração de políticas
de defesa, intercâmbio de pessoal, formação e treinamento de militares,
realização de exercícios militares conjuntos, participação conjunta em missões
de paz da ONU, integração de bases industriais de
defesa"- é o "arrogância estratégica" Conselho Sul - Americano de Defesa. O
espaçoso Jobim já cumpriu périplo na América do sul apregoando a necessidade da
criação do referido Conselho de Defesa Regional, tema sempre repudiado pelos
militares (enquadramento desse órgão numa região onde há possibilidades de
conflitos? O que acontecerá quando houver crise entre os países? Quem vai
mandar? Como?) Recordo que, meses atrás, ouvimos algo semelhante, defendido à
época pelo poderoso Dirceu e, posteriormente, por Hugo Chávez (defesa
assimétrica contra os EUA). Hoje, não sei exatamente quem é o pai da criatura,
mas seja qual for a sua origem, a proposta com certeza tem segundas, senão
primeiras intenções, as quais devem no futuro constituir – se num belo
tiro no pé das FFAA.
É Jobim, é Mangabeira, e agora, é Minc (é brilhante a sua idéia de empregar as
FFAA como guarda – reservas de áreas indígenas e de reservas florestais;
não esqueçamos que o Jobim é, decididamente, favorável ao emprego das FFAA no
combate ao crime, e usa como forte argumento o emprego das Forças de Paz no
Haiti; sem desmerecer o
super Mangabeira com a criação do "Serviço Militar Obrigatório Social"). Consta,
ainda, que Mangabeira e Jobim (que dupla, hein!) preparam um plano radical para
enxugar as Forças Armadas e renovar os quadros de comando. É possível?
Bom, improvável, não é. Como novos donos do Poder Total, nada mais lógico, do
que agregarem o Poder Militar ao seu saco de propriedades. São os porta –
vozes, anunciando as boas - novas. Para as instituições militares? É bom
duvidar. Criaram a Força Nacional de Segurança (inconstitucional, segundo dizem
vários juristas, eis que não
consta no artigo 144 da Constituição Federal), criaram o MD, o Jobim, o
vingativo e presunçoso Tarso Genro, o..., o..., o Mangabeira, o... Eles geraram
os monstros, nós os alimentamos. E o pior, eles crescem, falam grosso, se
agigantam no nosso silêncio. Sorvem e subsistem de nossas fraquezas ou de nossa
disciplina submissa. Tal qual "prima
– donas", nariz empinado, olhar rutilante e fixo no horizonte imaginário,
deitam cátedra, proferem asnices, e nada acontece; por outro lado, quando um
General enuncia duas ou três preocupações pertinentes... o céu vem abaixo. A
triste constatação é a de que não ocupamos espaço, nem nas coisas da caserna. É
uma pena. Por essas e por
outras, viva o GENERAL HELENO!
Brasília, DF, 18 de maio de
2008
Gen. RI Valmir Fonseca
Azevedo Pereira
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