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A
fábula do gigante idiota.
Ternuma Regional Brasília
Por Carlos Alberto Cordella
Havia num continente muito distante da realidade, países nanicos que tinham como
principal característica a ilimitada capacidade de produção de ditadores
esquerdopatas megalômanos.
Esse continente de nanicos era, também, habitado por um gigante muito rico,
poderoso, mas que sofria de idiotice acreditando que os vizinhos nanicos não o
discriminavam por sua grandeza e riquezas e que só desejavam viver unidos e
felizes.
Os vizinhos nanicos desse gigante idiota, durante décadas se dedicaram a
hostilizar o outro gigante que morava ao norte, mas o gigante que morava ao
norte, que não tinha vocação para idiota, sempre manteve os nanicos nos seus
devidos lugares, assumindo seu papel de gigante.
Num belo alvorecer, o gigante idiota, que dividia o continente com os nanicos,
resolveu se aproximar de seus vizinhos nanicos e transformar o continente num
grande circo, onde todos pudessem se divertir juntos, dando pipocas aos macacos,
contando bravatas e enganando os mentecaptos.
Os mentecaptos eram os habitantes desse continente.
Havia várias classes de mantecaptos, que tinham por hábito discriminar uns aos
outros e não possuiam nenhum senso de coletividade e de nação.
Os mentecaptos adoravam criar movimentos raciais e sociais que fomentassem a
discórdia e o ódio.
Politicamente eram sectaristas e se dividiam em: idiotas socialistas,
subdivididos em progressistas e conservadores; os néscios populistas,
subdivididos em delirantes e bravateiros; os parvos comunistas saudosistas,
subdivididos em radicais e não radicais; os puxa-sacos, que não tinham nenhuma
definição de classe; e a direita festiva, que concordava em participar das
brincadeiras com a condição de levar alguma vantagem.
O tempo foi passando e os mentecaptos de tanto brincarem de ”nunca antes na
história desse país” acabaram por acreditar que a vida era uma grande diversão e
que jamais colheriam conseqüências desastrosas por seus atos.
Os nanicos, por sua vez, eram liderados por um mentecapto aprendiz de ditador,
com mais vocação para trombadinha de semáforo, do que líder político. Este, nos
seus devaneios megalômanos acreditava que bastava o poder de seus petrodólares,
para subjugar os gigantes, o do norte e o idiota do sul, tornando-os seus
lacaios. Arvorou a si, o direito de ditar as regras das novas diversões no
continente.
O gigante do norte, que não era idiota, decidiu que não brincaria com os
nanicos, mas o gigante do sul, que sofria de idiotice, aceitou as regras e foi
designado bobo da corte.
E como bobo da corte sujeitou-se às humilhações impostas pelos nanicos que se
divertiam vendo o gigante idiota se curvar às suas decisões e pagar um preço
alto para participar do fandango.
O número de nanicos que queriam participar da nova diversão, humilhar e espoliar
o gigante idiota, aumentava cada vez mais. Todos se aproveitavam para
ridicularizar o gigante idiota que, alheio à sua grandeza, se apequenava frente
aos nanicos.
O rufião megalômano determinara que para entrar no grupo que se divertia a
valer, humilhando o gigante idiota, este deveria ameaçar o gigante e tomar algo
que lhe pertencesse, já que o gigante era muito rico e não se importava em
dividir sua riqueza com os nanicos.
Enquanto isto, as classes de mentecaptos assistiam a tudo passivamente e
organizavam suas próprias brincadeiras. O emburrecimento do gigante, cada vez
mais idiotizado, transparecia aos mentecaptos que ser o bobo da corte era a mais
alta distinção que um gigante poderia alcançar e isto os deixava muito
orgulhosos.
E enquanto os nanicos e o gigante idiota se divertiam muito, às custas do
gigante idiota, todos viviam felizes e na prosperidade, mas esta fábula ainda
não terminou.
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