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Ternuma- Bsb Ternuma Regional Brasília TIRO NO PÉPor Gen. Bda RI Valmir Fonseca AZEVEDO PereiraNo dia 17 de abril o apedeuta acordou com um inspirador torcicolo.O dito não o abateu, pelo contrário, inspirou sua verve de falastrão. Cercado por acólitos, embevecido pela perspectiva de ser ovacionado, logo pela manhã, por uma platéia amiga, em estado mais gracioso do que em “estado de graça”, soltou - se.Senhor de si, culpou a torção pelos altos juros, como se não fosse ela, fruto de seu desgoverno. Em orgasmo verbal, culpou-a, também, num gesto canhestro de cumplicidade com a massa, atitude típica dos populistas e demagogos, à derrota do Corinthians.Na mesma data, o MST em nível nacional, prosseguia de vento em popa no desencadeamento do “abril vermelho”. Sem sofrer a menor reação.Parece (?) que o governo está solidário, e mesmo patrocina ou pelo menos incentiva aqueles atos.E os auditores? ... Bem, continuam em greve. Por um pequeno aumento. Mas o Brasil prossegue, com suas exportações barradas.Enquanto isso, ou nas suas proximidades, o General Heleno, afirma que a política indigenista da FUNAI está equivocada. Blasfêmia. Alerta acerca do perigo para a soberania nacional, devido às colossais e contínuas dimensões das áreas indígenas e da nefasta Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela ONU, em 2007, com o inexplicável voto do Brasil. Blasfêmia.O apedeuta, ego inflado e por certo insuflado pela caterva que o cerca, agigantou - se.O resto, nós sabemos. O espaçoso “estratego – mor” e o Comandante do Exército acorreram ao nervoso chamado de sua “majestade”.O que falaram, ou que sua “magnificência” falou (vociferou, ameaçou...?), ninguém sabe.Várias fontes asseveram que as opiniões do General Heleno eram do conhecimento e, portanto, tinham o aval do próprio Comandante.A ser verdade, desnecessário seria o General Heleno apresentar suas razões de defesa, conforme foi noticiado, como uma exigência do apedeuta, uma vez que o assunto poderia ser encerrado na bendita reunião, caso o Comandante tivesse assumido o seu papel, e afirmado que o General apenas traduzia o pensamento do Exército ou pelo menos o seu próprio.Está implícito nos noticiários, que, de praxe, traduzem as intenções do desgoverno, de que o General Heleno poderá ser afastado de seu comando, caso suas explicações não satisfaçam ao “nosso guia”.Ao que parece, assim como o Exército abandonou o Cel. Ustra poderá abandonar o General Heleno. O que será lamentável.Entretanto, devemos considerar que a atitude intempestiva do nosso “guia” poderá no futuro revelar - se um equivocado tiro no pé, pois o rompante desnuda uma forte união entre vários setores militares, inclusive e, principalmente, por parte do Alto Comando, a cada novo dia mais exacerbado com as barbaridades que o desgoverno e o nosso guia patrocinam.Com certeza, o despautério acrescenta ao conjunto de ojerizas que os militares têm do apedeuta, mais um poderoso ingrediente.Oxalá, eu tenha razão, e o destempero imperial tenha um justo retorno.Ninguém morre por falta de compostura. Por covardia moral, muito menos, é verdade. Mas, morre - se por dentro, por falta de amor próprio, por falta de respeito, por falta de...Brasília, DF, 18 de abril de 2008 |