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Ternuma- Bsb
PreocupaçõesPelo Gen Div Murillo Neves Tavares da Silva Duas notícias que li, já tarde da noite de ontem, me deixaram preocupado. Possivelmente, se não tivessem vindo juntas, elas teriam minizada sua importância. A primeira, colhida no meu provedor Terra, dava conta que a reunião do Pernalonga jobim com o ministro Paulo Bernardo (aquele mesmo - encarregado pelo presidente da república de negociar com sargentos controladores de vôo descontentes – que teria prometido aumento para eles e depois disse que não prometeu nada, lembram ?) teria levado para fevereiro uma eventual decisão sobre reajuste para militares. Como o Pernalonga quer ser presidente da república e o ministro trabalha para eleger sua digna esposa lá pros lados do Paraná, nada surpreendente que pouco se lhes importe o tal reajuste. Revendo meus contracheques arquivados, constatei que o último foi em agosto de 2006; para quem se acostumou com o mesmo total há já 17 meses, mais um menos um não fará diferença. Guarde-se até a expectativa de passar para março, abril, maio, etc, etc, dada a leniência dos que deveriam incomodar-se com os problemas de seus subordinados e incomodar os que têm capacidade e poder de soluciona-los, mas não o fazem, para não parecerem impertinentes. Sempre em nome da disciplina e da característica sacerdotal da carreira militar ( mas que não obriga ninguém à pobreza franciscana...), são suportados adiamentos de reuniões, de soluções e do próprio respeito às instituições que comandam. Não entendo como se pode permanecer numa posição constrangedora que compromete todo um brilhante passado profissional. Pelo que conheço de um dos comandantes e pelo que li sobre os outros dois, nenhum merece tamanho desprestígio. Acredito que cada um tem suas razões para continuar servindo a esse governo... A outra notícia, colhida na Resenha do Centro de Comunicação Social do Exército Brasileiro (CcomSEx), que transcreveu matéria de uma revista semanal (Isto É), diz que há possibilidade de deixarem no chão o Aerolula e de abandono da guarda do Palácio do Planalto. Ora, na minha opinião, o CComCSEx não deveria repercutir uma notícia que induz à existência de movimentos paredistas entre militares do Exército e da Aeronáutica. A não ser que os elementos de inteligência dessas forças já tenham captado que tais reações estão sendo, realmente, cogitadas e, ao divulgar de forma camuflada a insatisfação (porque se vale da revista), estejam prevenindo o governo, sem ferir a disciplina, sem reivindicar nada, sem dizer que estão incentivando greves fardadas. Se foi com esse propósito, palmas e parabéns pela jogada mais do que inteligente. O que importa, contudo, é tomar posição contra a adoção de medidas próprias de sindicalistas descontentes, porque militares não podem filiar-se a sindicatos nem adotar suas práticas, sob pena de serem enxovalhadas suas fardas. Mas, num governo prenhe de sindicalistas, alguns deles conhecidos agitadores de porta de fábrica, tudo pode acontecer, até mesmo o enxovalhamento. Que Deus não o permita, se a fraqueza das lideranças não conseguir contê-lo. Brasília, DF, 9 de janeiro de 2008. Gen Div Murillo Neves Tavares da Silva Autorizadas a impressão, a divulgação e a reprodução, desde que conservado o nome do autor. |