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O samba do crioulo doido de hoje

 

Produzido pelo Ternuma Regional Brasília

 

Por Paulo Carvalho Espíndola, Cel Reformado

 

            O findar de 2007 prenuncia um ano novo muito complicado, se não for catastrófico. Vemos nos noticiários “banalidades” provocadas por centenas de acidentes nas estradas brasileiras, que dizimaram muitos brasileiros. Isso, segundo a “agência oficial” do governo, a Vênus Platinada, é decorrente do “espetáculo de crescimento” da economia, que lançou milhares de concidadãos a aventuras em estradas esburacadas, todas elas, segundo as autoridades, recuperadas em 2006, durante a campanha eleitoral de Lula, que há muitíssimos anos não põe o pé em nenhuma delas. Afinal, ele, o grande timoneiro trabalhador, hoje acho que não sabe dirigir nem um fusquinha, pois se acostumou às mordomias provindas de “amigos” seus e dos amigos dos seus amigos de partido, além de “companheiros” que lhe davam casa, comida, roupa lavada e aviões com os quais passeava para pregar um mundo novo, o mundo das trampolinagens da metamorfose ambulante.

 

         Dentre mortos e feridos, salvaram-se os que ficaram em casa, assistindo ao crescimento de desastres e do caos do transporte aéreo. Uma apanigüada do general de fancaria - o ministro da defesa - já anunciou novas regras para regularizar o tráfego aeronáutico para o carnaval. Danem-se todos os prejudicados até aqui. O problema passa a ser da “agilíssima” Justiça. Depois do carnaval e durante ele, todos os vôos deslizarão sob ou sobre plumas de nuvens e os buracos das estradas não matarão mais ninguém. Enquanto isso, Lula investe milhões no ladrão Evo Morález, que nos roubou grande parte do patrimônio brasileiro, ocupando, militarmente, refinarias da Petrobras na Bolívia.

 

         Este, no entanto, não é o foco deste artigo aparentemente desconexo.

 

         Vimos, em 27 de dezembro de 2007, o assassinato de uma ex-primeiro-ministro do governo do Paquistão. Uma pessoa muito ligada a mim comentou: que se danem eles, já o problema não é nosso. Respondi-lhe que é nosso sim, nesta conjuntura que nos amarra e desconhece fronteiras. Se Hugo Chávez empregar o seu arsenal militar, recentemente adquirido, contra a Colômbia, sua histórica inimiga, de qual lado ficaremos? Os Estados Unidos vão perder, sem nenhuma reação, a influência que detêm na América Latina? E Lula, abandonará os seus compromissos com o malfadado foro de São Paulo? Posso estar envenenado pelas minhas idiossincrasias a este e aos outros candidatos a ditadores bolivarianos.

 

         Falam tanto em mundo globalizado, mas isso é uma verdade. Chávez, hoje, tem tanta importância insana quanto o terrorismo que assola a Ásia. O Paquistão pode estar em meio a uma convulsão social, que pode levar o planeta a uma hecatombe. Não percamos de vista o arsenal atômico desse país. Do outro lado dos limites paquistaneses está a Índia, detentora de armas atômicas tão ou mais letais. E a China, assistirá a tudo isso passiva? E o Oriente Médio, esquecerá os seus conflitos? E os Estados Unidos, envolvidos em intervenções, morais ou não, no Afeganistão e no Iraque terão poder militar para atuar em tantas frentes e salvar o mundo? Será hora de chamar a família Marvel e o Super Homem?

 

Corremos o risco de um conflito jamais imaginado, que, sem dúvida, levaria a humanidade a um fim trágico.

 

         Em meio a tudo isso assisti, hoje, em um programa de um canal esportivo, a uma verdadeira exaltação ao finado comunista brasileiro João Saldanha. Membro do comitê central do Partido Comunista Brasileiro (PCB), esse jornalista e comentarista esportivo foi exaltado como um “macho” corajoso e brigão que desafiou a ditadura. Omitiram, por comprometimento ou por ignorância, que João Saldanha jamais foi molestado pela “ditadura”, pelo simples fato de ser o PCB, naquela época, informante do governo militar que combatia as organizações terroristas que incendiavam o Brasil. Os comunistas do “partidão” acreditavam, como o Partido dos Trabalhadores julga hoje, que o poder será alcançado “pela via pacífica”, ou seja, pelo voto popular. Por isso abominavam a violência revolucionária da esquerda militarista. Não é de hoje que existem crioulos doidos...

 

         No andar da atual carruagem, não sei se morremos todos, comunistas ou brasileiros infensos a ideologias como a desses bravateiros. Não há mais polarizações ideológicas, mas ódios de toda ordem.

        

 Pensando bem, Flamengo até morrer, enquanto o mundo durar! Só me resta torcer e muito para muitas conquistas do mais querido em 2008.

 

Morrerei feliz, mesmo que o cogumelo nuclear venha acabar com todos nós. O Palácio do Planalto, mesmo ante a catástrofe, continuará com os onirismos etílicos de um chefete que também morrerá, embora sem o gosto de vitórias, mesmo nos campos do futebol. Pena que ele não mais poderá usufruir do conforto dos cartões de crédito corporativos.

 

Como ele, muitos morrerão jurando que não viram nada, não sabem de nada e que foram traídos por queridos “cumpanheiros”. O resto foi causado por “pobremas” das “Oropa”.

 

         Podem me chamar de delirante catastrófico, porém, nem mesmo a perspectiva da morte é pior do que chorar o fim da santa CPMF...