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Ternuma- Bsb
INTENTONA COMUNISTA I
Vários
militares foram mortos enquanto dormiam
mas os comunistas até hoje negam
Por Aluisío Madruga de Moura e Souza
No próximo dia 27 de novembro de 2007, a Intentona Comunista de 1935 estará completando 72 anos. Tendo eclodido no dia 23 de novembro em Natal/RN e dia 24 em Recife/PE, só no dia 27 teve início no Rio de Janeiro, no quartel do 3º Regimento de Infantaria na Praia Vermelha e na Escola de Aviação no Campo dos Afonsos, então subordinada ao Exército. Nos vários dicionários não vamos encontrar unanimidade nos sinônimos a respeito da palavra intentona, mas há nos significados. A seguir alguns exemplos: plano insensato, intento louco, conluio, rebelião, motim, conspiração, sedição, revolta, conjuração, insurreição ou intento insano. Porém, historicamente, Intentona Comunista é o nome oficial da insurreição militar que ocorreu no Brasil nas cidades acima citadas, cujo número real de mortos nunca foi oficialmente revelado pelo Governo da época, possivelmente para diminuir o episódio revolucionário marxista–leninista ou olhá-lo como insignificante, quando, na realidade não o foi, principalmente, pela maneira covarde e vil como os conspiradores, em prol de uma outra Nação, traíram seus companheiros de farda e a própria Pátria. Antônio Carlos Otoni Soares, por ocasião das comemorações da Intentona Comunista em 1985, escreveu o livro Os 50 anos da primeira Intentona Comunista, no qual aborda com muita propriedade fatos negados com veemência pelos comunistas, ou seja, que assassinaram seus companheiros de maneira traiçoeira, covarde e vil, quando muitos deles dormiam. Os comunistas e os setores da propaganda partidária esquerdista permanecem até hoje negando, afirmando que estas idéias são fruto da invenção e dos preconceitos anticomunistas, pois todos os que tombaram estavam lutando. “Não houve ninguém, oficial ou soldado, assassinado na cama pelos companheiros sublevados. Os que morreram, morreram lutando”.(Barbosa Lima Sobrinho – na orelha da contra capa do livro de Hélio Silva – 1935 – A Revolução Vermelha). Ora, como afirma Otoni em seu livro, a versão de que houve morte de militares dormindo não surgiu anos ou décadas depois da Intentona. Esta versão é da própria época. Consta, por exemplo, do Jornal Correio da Manhã de 30 de novembro de 1935, sábado, página 4, num editorial intitulado “O Castigo” que afirma: “já estão reconstruídas algumas scenas da tragédia que culminou na verdadeira batalha da Praia Vermelha.....Contam-se entre os episódios tenebrosos daquelle dia impiedosas liquidações summarias, nas quais intervieram indivíduos despidos de todo o sentimento, até de simples humanidade....Um official friamente assassinado por mão de seu companheiro que trazia a arma envolvida num jornal: outro morto quando dormia e teria sido fácil prende-lo e desarmá-lo”. Esclarecemos ao leitor que a rebelião no Rio de Janeiro ocorreu após um período no qual a tropa estava pelo menos a cinco dias de prontidão, portanto, exausta e que o movimento teve início após a meia-noite. É interessante citar a opinião moderada de um oficial que participou dos referidos combates, o então tenente José Campos de Aragão, que se reformou como General de Divisão. Em seu livro sobre a Intentona, na página 75, o Gen. Aragão assim se manifesta: “ O capitão Armando de Souza Melo e o tenente Danilo Paladini, que repousavam no momento da insurreição, foram mortos pelos revoltosos ainda aturdidos quando se levantavam”. E sobre estas declarações comenta em seu livro Otoni Soares: “dizer que alguém foi morto quando estava atônito e aturdido, no exato momento em que se levantava do descanso, não quer dizer que estivesse dormindo, embora mais próximo do estado de sono do que de vigília. Contudo, passar de um extremo ao outro: os que morreram, morreram lutando, como afirmam os comunistas, também não tem sentido”. Finalmente, é importante deixar claro que os comunistas atuais continuam enobrecendo a Intentona, planejada e determinada pelo governo comunista da Rússia e executada pela Aliança Nacional Libertadora sob a liderança de Luís Carlos Prestes, como se matar alguém, acordado e cara a cara, pelas costas ou que estivesse dormindo, buscando o objetivo de submeter a própria Pátria a uma nação estrangeira, com a intenção de destruir valores morais, sentimentais e cívicos de um povo, faça diferença. São uns cínicos. No artigo Intentona Comunista II, iremos transcrever trechos de manchetes de jornais da época, cópias fieis dos originais, visando caracterizar a repercussão dos acontecimentos naquele momento histórico e qual era o pensamento da mídia. Aluisio Madruga Autor dos livros: Guerrilha do Araguaia – Revanchismo – A Grande Verdade e Documentário – Desfazendo Mitos da Luta Armada
INTENTONA COMUNISTA II Vejam o que a mídia escreveu sobre o assunto
Por Aluisio Madruga de Moura e Souza
Terminamos o artigo anterior sobre o assunto informando que a seguir iríamos transcrever pequenos trechos de manchetes dos principais jornais da época, para que o leitor pudesse chegar a sua conclusão sobre o tema.
Os comunistas assassinaram militares seus companheiros de farda de maneira covarde ou não?
O certo é que até hoje insistem em negar. Que o leitor tire as suas conclusões.
Vejamos então o que escreveram alguns jornais:
“Tropas se sublevaram no Norte” “Natal em poder dos amotinados, tendo o governador do Rio Grande do Norte abandonado a capital”. “Combates sangrentos em bairros do Recife. Afogados é o centro dos amotinados”. “Foi decretado o estado de sítio em todo o País. No Rio e nesta capital as tropas estão de prontidão”. “O movimento devia explodir em cinco pontos diferentes. Colunnas de civis combatem os extremistas”.(Esclarecimentos do autor: estes últimos fatos ocorreram no Rio Grande do Norte, onde os civis situacionistas retomaram a cidade de Panellas, fazendo mais de 90 presos.) (Correio Paulistano, 26 de novembro de 1935).
“Dominados os levantes do 3º RI e da Escola de Aviação. O Movimento sedicioso do Nordeste tende a ser debellado de um instante para outro. As primeiras notícias do Movimento. Os rebeldes roubaram 3 mil contos da Agência do Banco do Brasil”. “Os amotinados da Escola de Aviação renderam-se sob a pressão de cargas de baionetas. Commentários da imprensa Allemã sobre os acontecimentos em nosso País”. (Correio Paulistano, 28 de novembro de 1935).
No que diz respeito aos comentários constantes da edição de Correio Paulistano, acima citado, destaco os seguintes trechos: “ o atual movimento sedicioso no Brasil é qualificado como uma das conseqüências da agitação systemática do Komintern russo”. “ o jornal (Correspondência Nacional Socialista) tratando dos movimentos communistas na América do Sul, publica: na América do Sul há terreno favorável ao desencadeamento de uma guerra civil de grande envergadura. É pela primeira vez que se verifica um effeito prático dos processos bolchevistas, principalmente na propaganda do credo de Moscou entre os militares”. “Doze horas de Nutrido Fogo. Prisão dos rebeldes. Os feridos. Fuga e delação dos chefes do Movimento da Escola de Aviação. O capitão Agildo Barata na detenção. Destino dos prisioneiros. O estado de saúde do coronel Affonso Ferreira. A Central do Brasil está exigindo salvo-conducto. Outras notas: os Correios e Telegraphos homenageiam os mortos da revolução. 21 mortos e 63 feridos, só no Hospital Central do Exército no Rio de Janeiro” ( Correio Paulistano, 29 de novembro de 1935)
“Violentas explosões num depósito clandestino de munição de guerra. O bairro do Grajahú em pânico.” (Correio Paulistano, 24 de dezembro de 1935).
“ Foi assinado decreto prorrogando o Estado de Sítio. Eram de fabricação recente as bombas encontradas em virtude da explosão no bairro do Grajahú”. (Correio Paulistano de 25 de dezembro de 19350)
“ Os explosivos encontrados no Grajahú , destinavam-se a ataques contra Unidades Militares do Rio. As importantes declarações de Franco Romero sobre os planos terroristas”. (Correio Paulistano de 27 de dezembro de 1935).
“ Irrompe em Natal e Recife um movimento extremista. Cem mortos entre os revoltosos de Recife”. (Correio da Manhã de 26 de novembro de 1935)
“ Um tópico sobre Luiz Carlos Prestes. O Correio da Manhã escreve em tópico de hoje: o capitão Agildo Barata, logo depois de sua rendição, mostrou a um nosso redactor uma ordem de sublevação assignada por Luiz Carlos Prestes. Esta mesma ordem possivelmente foi recebida pelos que se revoltaram na Escola de Aviação e quem sabe quantos mais. A cidade e todo o Brasil estão hoje consternados com o que viu. Sangue de bravos brasileiros, derramado criminosamente em virtude de um simples bilhete.” (Correio da Manhã de 30 de novembro de 1935).
No prosseguimento publicaremos o INTENTONA COMUNISTA III, quando abordaremos, transcrito do Correio da Manhã de 6 de dezembro de 1935, o Relatório de Dimitroff, apresentado no VII Congresso Mundial do Komintern. Dimitroff era dirigente búlgaro da Internacional Comunista, homenageado por Luiz Carlos Prestes em nome das delegações sul-americanas.
Aluisio Madruga, autor dos livros: Guerrilha do Araguaia Revanchismo – A Grande Verdade e Documentário – Desfazendo Mitos da Luta Armada
INTENTONA COMUNISTA III
Dados relacionados com o VII Congresso Mundial do Komintern
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Por Aluisio Madruga de Moura e Souza
Como adiantei no final do artigo anterior, vamos conversar um pouco mais sobre a Intentona Comunista de 1935.
“Dominada nesta Capital uma grave Rebelião Militar. Ás primeiras horas da madrugada de ontem revoltaram-se o 3º Regimento de Infantaria e parte da Escola de Aviação. As tropas fiéis dominaram a situação após várias horas de luta, na qual perderam a vida officiais, sargentos e praças, ficando feridos numerosos outros. Gravemente attingidos por projecteis o Commandante e o Sub-comandante do Regimento, quando tentavam conter a tropa amotinada”. (Correio da Manhã de 28 de novembro de 1935).
Correio da Manhã do dia 30 de novembro de 1935: “ Os acontecimentos. Tenaz na sua acção subversiva, o Partido Communista trabalha pelo esphacelamento do Brasil. O discurso do representante do Partido Communista Brasileiro no último Congresso Mundial da Internacional Communista”. É desta reportagem que passo a transcrever os seguintes comentários do jornal: “ – cinqüenta e dois países enviaram seus representantes, incumbidos de apresentarem perante o Congresso um Relatório da situação do communismo em seus respectivos países e dos progressos alcançados durante os últimos tempos; - o discurso do delegado do Brasil, Marques, constituiu-se em um resumo histórico da evolução do communismo no nosso país, demonstrando claramente o incremento extraordinário que aqui vem tomando , o credo de Moscou, implantando o dissídio, a desordem e as greves procurando desmoralizar a ordem estabelecida. - (Esclareço aos leitores que Marques tratava-se de Antônio Maciel Bonfim, o Miranda, que tinha sido reeleito Secretário- Geral do Partido). - - transcrevemo-lo a seguir na integra, conforme elle vem publicado no número especial de “La Correspondance Internacionale”, editado em Paris a 12 de outubro último, o Relatório do delegado brasileiro lido no Congresso; - - esta transcripção que fazemos do número especial de La Correspondance Internacionale orientará sem dúvida os nossos leitores sobre muitos factos que nos últimos tempos lhes terão parecido um tanto obscuro. Cremos que depois de lerem o discurso do representante brasileiro no último Congresso do Komintern, realizado em Moscou, comprehenderão que combater o communismo é defender o Brasil”.
Correio da Manhã do dia 6 de dezembro de 1935: “ A rebelião militar do dia 27. Uma série de documentos obtidos no exterior sobre a infiltração communista no Brasil. O relatório de Dimitroff apresentado no 7º Congresso em Moscou – Luiz Carlos Prestes já é membro do Governo Russo.”
Nesta reportagem que foi ampla, o periódico publica o relatório de Dimitroff, dirigente búlgaro da Internacional Comunista, encarregado de fundamentar as políticas de frentes da organização, extraído da Ata da Sessão de 3 de agosto do mesmo ano, referente ao VII Congresso Mundial já citado.
No Relatório em questão encontramos: “Antes da abertura da sessão matinal do dia 2 de agosto de 1935, já a sala das columnas estava repleta para ouvir o camarada Dimitroff. Ao entrar na sala Dimitroff foi saudado pela delegação Allemã com um – Rot Front – e de todos os cantos da Assembléia as delegações o acclamam em todas as línguas do mundo. Pelas delegações sul-americanas foi o mesmo homenageado pelo verbo quente e vibrante de Luiz Carlos Prestes. Depois de historiar os progressos da actividade communista nos vários países, Dimitroff assim se refere ao Brasil: no Brasil, segundo estamos amplamente informados pelos nossos melhores agentes (o que demonstra que o Komintern enviou agentes de plena confiança para orientar a Aliança Nacional Libertadora – ANL- na tentativa de tomada do poder) e pelo nosso ilustre Prestes. A luta tem sido intensa, devendo vencer o espírito conservador e católico do povo brasileiro que em outras épocas chegou a ser quase fetichista. As propagandas anti-religiosas que ali vêm sendo feitas desde algunns annos já vão dando resultados, principalmente, entre marinheiros e soldados. As Revoluções pela emancipação política iniciada em 1924 por Prestes em São Paulo, culminando com as victórias de 1930, têm servido de muito para consolidar o trabalho communista com os brasileiros. Deve ser notado que os mais ardentes da revolução sempre se apoiaram em elementos rubros, alguns dos quais nossos mais dedicados amigos. Pena foi que Prestes não tivesse o feliz ensejo de definitivamente tomar o poder e proclamar a República Soviética do Brasil. Não o devemos censurar por isto. Elle já nos disse e já nos convenceu que naquella época seria coisa passageira ainda não suficientemente amadurecida no Brasil. Será preferível que o communismo seja implantado no território brasileiro de forma permanente e com sólidas raízes da natureza das que já estão brotando graças ao trabalho intteligente e fecundo alí feito pelo nosso partido auxiliado pelos elementos da III Internacional que em Montevidéo estão vigilantes nas instruções que daqui lhes envia Prestes. Podemos pois verificar com satisfação que os últimos relatórios apresentados no presente Congresso indicam o grande progresso que ali tem tido a nossa causa, principalmente entre os intelectuais, professores , estudantes de academias, liceus e gymnasios officiais , pois não tem sido possível introduzir a nossa propaganda nos estabelecimentos religiosos e do ensino particular. Também nas classes armadas a infiltração tem sido considerável, mormente entre os sargentos e a formação de syndicatos tem em muito facilitado pois mais facilmente podemos agir sobre blocos e não sobre pessoas isoladas. Em São Paulo, Rio de Janeiro, em Nicthroy, em Pernambuco, na Bahia e nos estados do Sul – constatamos com prazer que o trabalho tem sido hercúleo e avança a passos de gigante e agora com acção intteligente de um verdadeiro partido como a Alliança Nacional Libertadora ou será o que a substituir nas próximas lutas eleitorais. Devemos ser otimistas em relação ao que esperamos da futura e talvez bem próxima colaboração brasileira, na nossa obra civilizadora e de libertação do proletariado mundial. Ao terminar a scessão desta tarde devo enviar uma grande saudação aos communistas brasileiros aqui tão dignamente representados e aos nossos camaradas chineses. Nós saudamos esse heróico exército vermelho e nós prometemos que não os abandonaremos na grande luta em que estão empenhados. Nesse ponto Dimitroff interrompe a sua exposição e ao descer da tribuna o Congresso lhe fez uma delirante manifestação de entusiasmo . Prestes e Wan Gou Lin se adiantam e calorosamente apertam as mãos de Dimitroff que os abraça affectuosamente”.
Como se trata de texto bastante claro, destaco apenas para os leitores que o Congresso em questão ocorreu nos dias 2 e 3 de agosto de 1935.
No artigo Intentona Comunista IV, relacionaremos os militares mortos nos três focos do levante ( Natal, Recife e Rio de Janeiro); os principais mercenários-assassinos ( expulsos) nos três focos do levante; militares punidos de outra forma; civis brasileiros e estrangeiros mais importantes no levante. São nomes que deverão ser execrados para sempre.
Aluisio Madruga é autor dos livros: Guerrilha do Araguaia – Revanchismo – A Grande Verdade e Documentário Desfazendo Mitos da Luta Armada
INTENTONA COMUNISTA IV
Relação dos militares vítimas e daqueles que devem permanecer com seus nomes execrados perante o povo brasileiro para sempre
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Por Aluisio Madruga de Moura e Souza
Como antecipei no artigo anterior vamos relacionar todos os militares assassinados nos quartéis de Natal, nos de Recife, no 3º Regimento de Infantaria e Escola de Aviação, sendo que estas últimas duas Unidades estavam sediadas no Rio de Janeiro. Muitos civis também foram assassinados em Natal e principalmente em Recife, mas desconhecemos os números. Citaremos os principais militares - traidores mercenários/assassinos - nos três focos do levante e os civis brasileiros e estrangeiros de maior participação na tentativa de impor a ditadura do proletariado entre nós. Para facilitar a leitura os nomes estão numerados e em coluna, o que por certo vai aumentar o número de páginas. Mas peço ao leitor que não desista, tendo em vista uma melhor compreensão do todo. Lembrem-se que este é o artigo de número IV. OBS: os dados aqui citados foram extraídos do livro “1964 – A Revolução Injustiçada” de Gustavo O. Borges, Editora JAC. Ao parabenizar ao Cel Aviador Gustavo Borges, ex-Secretário de Segurança Pública da Guanabara a época do Governador Carlos Lacerda, também o agradeço. Penso como o amigo: que falta o Governador Lacerda está fazendo. Vamos inicialmente citar todos aqueles que foram assassinados pelos seus companheiros de farda que os traíram e, também, ao povo brasileiro e a sua Pátria, em apoio ao comunismo.
(1) Os assassinados 1. Ten Cel Misael de Mendonça 2. Maj João Ribeiro Pinheiro 3. Maj Armando de Souza Mello 4. Cap Benedito Lopes Bragança 5. Cap Danilo Paladini 6. Cap Geraldo de Oliveira 7. 1º Ten José Sampaio Xavier 8. 2º Ten Res Lauro Leão de Santa Rosa(convocado) 9. 2º Sgt Jaime Pantaleão de Morais 10. 2º Sgt José Bernardo Rosa 11. 3º Sgt Coriolano Ferreira Santiago 12. 3º Sgt Abdiel Ribeiro dos Santos 13. 3º Sgt Gregório Soares 14. 1º Cabo Luiz Augusto Pereira 15. 1º Cabo Carlos Botelho 16. 2º Cabo Alberto Bernadino de Aragão 17. 2º Cabo Pedro Maria Netto 18. 2º Cabo Fidelis Baptista de Aguiar 19. 2º Cabo José Harmito de Sá 20. 2º Cabo Clodoaldo Ursulano 21. 2º Cabo Manuel Biré de Agrella 22. 2º Cabo Francisco Alves da Rocha 23. 2º Cabo Wilson França 24. 2º Cabo Péricles Leal Bezerra 25. 2º Cabo Orlando Henriques 26. 2º Cabo José Menezes Filho 27. 2º Cabo Manoel Alves da Silva 28. Sd Ex João de Deus Araújo 29. Sd Ex Álvaro de Souza Pereira 30. Sd Ex Genaro Pedro Lima 31. Sd PM/RN Luiz Gonzaga de Souza 32. Sd PM/PE Lino Victor dos Santos.
A estes patriotas a nossa eterna gratidão. Quem leu os artigos anteriores e em particular o Relatório Dimitroff sabe que eles não morreram em vão. A China se tornou comunista em 1949. Mas o Brasil até hoje não.
(2) Relação dos principais mercenários-assassinos nos três foco sublevados
Militares que foram expulsos do Exército Brasileiro e os que sofreram outras punições. a. Expulsos 1. Cap Luiz Carlos Prestes 2. Maj Carlos Costa Leite 3. Cap Agildo da Gama Barata Ribeiro 4 . Cap Álvaro Francisco de Souza5 . Cap José Leite Brasil6 . Cap Sócrates Gonçalves7 . Cap Agliberto Vieira de Azevedo8 . 1º Ten David de Medeiros Filho9. 1º Ten Durval Miguel de Barros 10. 1º Ten Celso Tovar Bicudo de Castro 11. 1º Ten Benedito de Carvalho 12. 2º Ten Francisco Antônio Leivas Otero 13. 2º Ten Antonio Bento Monteiro Tourinho 14. 2º Ten José Gutman 15. 2º Ten Raul Pedroso 16. 2º Ten Ivan Ramos Ribeiro 17 . 2º Ten Humberto Baena de Moraes Rego18 . 2º Ten José Gay da Cunha19 . 2º Ten Carlos Branwick França20. Ten Dinarco 21. Asp Of Walter José Benjamim da Silva 22. 3º Sgto Victor Ayres da Cruz
b. Punidos de outras formas 1. Ten Cel Newton Estilhac Leal 2. Cap Tácito Lívio Reis de Freitas 3. Cap Lincoln Cordeiro Oest 4. Ten Candido Manoel Ribeiro
Civis brasileiros e estrangeiros considerados os mais importantes na condução da Intentona. a. civis brasileiros 1. Antônio Maciel Bonfim (que usou o nome falso de Adalberto de Andrade Fernandes e codinomes de Miranda, Queiroz, Marques, Bonfim e outros) 2. Honório de Freitas Guimarães (assassino de Elza Fernandes) 3. Lauro Reginaldo da Rocha, em verdade Lauro Reginaldo Teixeira 4. Adelino Deycola dos Santos 5. Dr. Silo Furtado Soares de Meirelles 6. Benjamim Soares Cabello 7. Dr. Francisco Mangabeira 8. Dr. Manoel Venâncio Campos da Paz 9. Dr. Pedro Ernesto Baptista 10. Moacir Werneck de Castro
b. civis estrangeiros 1. Arthur Ewert, em verdade Harry Berger de nacionalidade alemã 2. Rodolpho Ghioldi, Sec. Geral do PC argentino 3. Léon Jules Vallée, de nacionalidade belga 4. Pavel Stuchevski, ucraniano e esposa Sofia, agentes do Komintern 5. Elise Saborovski, codinome Saba, esposa de Arthur Ewert 6. Olga Benário, agente da GRU(Exército Vermelho) e amante de Luiz Carlos Prestes. 7. Amleto Locatelli, italiano, agente do Partido Comunista Italiano(PCI) 8. Jonny de Graaf de nacionalidade alemã 9. Victor Allen Baron, americano e operador de rádio.
Os demais implicados, quer os simples executores materiais, quer os prestadores de auxílio ou de instruções para a execução dos crimes, se enquadram na categoria de co-réus. Seus nomes constam nos autos dos processos arquivados no Tribunal de Segurança Nacional já extinto. Além destes, muitos outros foram identificados pelo jornalista William Waack nos arquivos de Moscou, entre eles Celestino Paraventi, paulista, encarregado de receber e repassar o dinheiro vindo de Moscou para Pavel Stuchevki.
No artigo a seguir que será o de número V citaremos detalhes dos assassinatos do Capitão Danilo Paladini e do Capitão Benedito Lopes Bragança, para que o leitor tenha para sempre até aonde chegou a covardia dos que fizeram a Intentona de 1935.
Aluisio Madruga é autor dos livros: Guerrilha do Araguaia Revanchismo – A Grande Verdade e Documentário – Desfazendo Mitos da Luta Armada
INTENTONA COMUNISTA V
Alguns detalhes dos assassinatos do Capitão Danilo Paladini e do Capitão Benedito Lopes Bragança, para que o leitor tenha para sempre na mente, até onde chegou a covardia dos que fizeram a Intentona.
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Por Aluisio Madruga de Moura e Souza
Com já citei, o comunista Barbosa Lima Sobrinho escreveu na orelha da contra capa do livro de Hélio Silva – 1935 - A Revolução Vermelha: “não houve ninguém, oficial ou soldado, assassinado na cama pelos companheiros sublevados. Os que morreram, morreram lutando” o que é uma grande inverdade. Barbosa Sobrinho certamente não leu os jornais da época e nem se aprofundou no tema, ou teve a intenção deliberada de distorcer os fatos em defesa de seus camaradas comunistas.
No caso específico, do Tenente Danilo Paladini, promovido a Capitão pós-morte, tive a grata satisfação de ter sido comandado do General Mário César Azevedo da Silveira, esposo de dona Irma Paladini Azevedo da Silveira, filha do Capitão Paladini e de dona Zelina Paladini.
Sabendo que eu estava escrevendo um livro no qual abordaria a Intentona, gentilmente dona Irma me permitiu acesso a um diário de campanha do seu pai, escrito dia após dia, iniciado em 1º de agosto de 1924 e findo em 23 de março de 1927, bastante útil para conhecimento das questões desse período que antecedeu a Intentona.
O referido diário conta a sua participação na manutenção da ordem governamental em duas revoltas ocorridas no interior do País, mais precisamente na região norte ( Pará e Amazonas) e no interior de Minas Gerais e do antigo Estado de Goiás.
Como relatei em artigo anterior, consta na página 75 do livro do ponderado Gen. José Campos de Aragão, participante da resistência no 3º Regimento de Infantaria no Rio de Janeiro a seguinte afirmação: “o capitão Armando de Souza Melo e o tenente Danilo Paladini, que repousavam no momento da insurreição, foram mortos pelos revoltosos ainda aturdidos quando se levantavam”.
No entanto, dona Irma tem versão diferente das publicadas em livros a respeito da morte de seu pai. Segunda sua mãe, um sargento, cujo nome não se recorda, a procurou e lhe contou como o seu marido, Tenente Paladini, foi assassinado friamente: disse-lhe o sargento: “eu e o Tenente Paladini regressávamos da ronda e, quando subíamos as escadas que davam acesso ao alojamento, ouvimos uma voz que chamou. Paladini! Ato contínuo ouviu-se um disparo de arma de fogo que o atingiu nas costas. Então eu o arrastei até o alojamento, colocando-o sobre um sofá. Começava uma grande confusão”.
Como dona Zelina, mãe de dona Irma, fez questão de guardar a farda usada por seu esposo no dia em que foi assassinado, para que a acompanhasse quando do seu falecimento, tive a honra de estar com a túnica da farda em questão nas mãos e constatar que o tiro fora dado pelas costas, saindo na altura do coração. Pena que dona Zelina já não possuía memória para nos contar detalhes do que soubera pelo sargento em questão. Não importa! Matar um ser humano dormindo, ainda sonâmbulo ou pelas costas é a mesma coisa. Não é combate, não é luta, é traição e covardia.
Tendo corrido risco de morte em tantas oportunidade, como pude verificar em seu diário, o Capitão Paladini jamais imaginou, que por ironia do destino, iria morrer dentro do quartel em que servia e que, portanto, julgava local altamente seguro, por um ato mesquinho e covarde, praticado por um companheiro de profissão com quem convivia diariamente.
Quanto ao Tenente Benedito Lopes Bragança, segundo depoimento do 2º Tenente Aviador Oswaldo Ribeiro Mendes, o mesmo foi “assassinado sem defesa pelo Capitão Agliberto Vieira de Azevedo, dentro do carro do Capitão Sócrates Gonçalves”.
Não estava, portanto, lutando, mas no banco traseiro de um automóvel.
Declara o Tenente Ribeiro Mendes: “estávamos de carona no carro que foi retido quando adentrávamos no quartel. Ao retirar-se o sargento que nos parou, continuamos sob a guarda do Capitão Agliberto. Ao ouvir o primeiro tiro disparado, ao que parece, na direção da casa dos pilotos, Agliberto visou friamente o Tenente Bragança e atirou, tendo este soltado um gemido e caído para o seu lado direito, dentro do carro, assassinado sem defesa. Vendo que o Capitão Agliberto, à nossa esquerda, apontava a arma para mim e notando pela sua fisionomia que ia atirar, levantei as mãos exclamando: mas Agliberto! Apesar disso, este apertou o gatilho, tendo o revolver falhado. Aproveitei-me do seu momento de surpresa, consegui empunhar meu revólver e atirar apressadamente pela porta do carro, o que ocasionou sua fuga na direção do capinzal que vai até a enfermaria” .( pg. 80 do livro do Gen. José de Campos Aragão).
Alguns outros exemplos poderiam ser citados. No entanto, imagina-se que os dados até aqui fornecidos sejam suficientes o bastante para nos permitir afirmar que nem todos os que morreram, morreram lutando como de maneira desavergonhada os comunistas continuam apregoando.
No próximo artigo, no INTENTONA COMUNISTA VI, difundiremos um documento histórico que foi o pronunciamento do Dr. Getúlio Dornelles Vargas nas primeiras horas do ano de 1936.
Aluisio Madruga é autor dos livros: Guerrilha do Araguaia – Revanchismo – A Grande Verdade e Documentário – Desfazendo Mitos da Luta Armada
INTENTONA COMUNISTA VI
Documento Histórico – Pronunciamento do Presidente da República, Dr. Getúlio Dornelles Vargas, feito nas primeiras horas do ano de 1936
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Por Aluisio Madruga de Moura e Souza
Para encerrar esta série de artigos sobre a Intentona Comunista de 1935, decidi publicar o documento abaixo que bem encarna o pensamento geral da Nação na época. Sentimento de total repúdio aos traidores da Pátria que provocaram a morte de muitos brasileiros que lutaram em prol da preservação da democracia e da liberdade em nossa terra.
Obtive este pronunciamento no Livro “A Intentona Comunista de 1935”, do Gen. José Campos de Aragão participante dos acontecimentos. O mesmo documento também foi distribuído em homenagem aos mortos pelos comunistas na Intentona, no dia 27 de novembro de 1962, no cemitério de São João Baptista, Rio de Janeiro, onde a maioria foi sepultada.
Escreveu e discursou Getúlio Dornelles Vargas nas primeiras horas de 1936:
“ Alicerçado no conceito materialista da vida, o comunismo constituiu-se no inimigo mais perigoso da civilização cristã. À luz da nossa formação espiritual, só podemos concebê-lo como o aniquilamento absoluto da todas as conquistas da cultura ocidental, sob o império dos baixos apetites e das ínfimas paixões da humanidade – espécie de regresso ao primitivismo, às formas elementares da organização social, caracterizadas pelo predomínio do instinto gregário e cujos exemplos típicos são as tribos da Ásia. Em flagrante oposição inadaptável ao grau de cultura e ao progresso material do nosso tempo, o comunismo está condenado a manter-se em atitude de permanente violência, falha de qualquer sentido construtor e orgânico, isto é, subversiva e demolidora, visando por todos os meios, a implantar e sistematizar a desordem para criar, assim, condições de êxito e oportunidades que lhes permitam empolgar o poder para exercê-lo tiranicamente em nome e em proveito de um pequeno grupo de ilusos, de audazes e de exploradores, contra os interesses e com o sacrifício dos mais sagrados direitos da coletividade. Nunca poderá vencer, portanto, utilizando a propaganda aberta e franca, feita lealmente e sem temor à verdade, para dominar a vontade das maiorias, pelo exercício do voto livre. Bem diversos os seus métodos e expedientes de expansão e proselitismo. Pregando ou conspirando, os apóstolos jamais confessam o que são, mas, ao contrário, desdizem-se ou se declaram, quando mais corajosos, socialistas avançados ou pacíficos simpatizantes das idéias marxistas. A dissimulação, a mentira, a felonia, constituem as suas armas, chegando, não raro à audácia e ao cinismo de se proclamarem nacionalistas e de receberem o dinheiro da traição para entregar a Pátria ao domínio do estrangeiro. Sejam quais forem os disfarces e os processos usados, os adeptos do comunismo perseguem invariavelmente os mesmos fins. Como por toda parte, também entre nós distribuem-se por categorias de fácil identificação. Há os conspiradores, partidários da violência, querendo precipitar os acontecimentos pelos golpes de força e pela técnica da rebelião, certos de que nunca poderão contar com a maioria da representação política ou, antes, seguros de que terão que enfrentar sempre a repulsa integral do povo brasileiro. Esses são, pelo menos, coerentes, porquanto o regime soviético visa precisamente a instituir o governo das minorias opressoras, escravizando a consciência das maiorias. Há os pregadores, os professores, os doutrinadores do comunismo disfarçados de marxistas, em ideólogos da nova era social, mistificadores de toda casta, perniciosos e astutos. São os que envenenam o ambiente, turvam as águas, não praticando, mas ensinando o comunismo nas escolas, distribuindo livros sectários, propinando o veneno e protestando inocência a cada passo, pois não invocam, na sua lábia, a violência e sim a modificação evolutiva dos valores universais. Tão perigosos quanto outros, definem – se pela pusilanimidade e pela hipocrisia com que se mascaram, adaptando-se às exigências do meio social onde vivem e de cujo trabalho se mantêm parasitariamente. Nas promessas abundantes e falazes, os nossos comunistas imitam os apóstolos do bolchevismo russo, evitando, porém, relembrar como conseguiram sovietizar a Rússia. Também eles se diziam protetores do operariado, e suprimiram a sua liberdade, instituindo o trabalho escravo; prometiam a terra, e despojaram os camponeses de suas lavouras, forçando-os a trabalharem por conta do Estado, sob o jugo de uma ditadura feroz, reduzidos ainda a maior miséria. Padrão eloqüente e insofismável do que seria o comunismo no Brasil tivemo-lo nos episódios da baixa rapina e negro vandalismo de que foram teatro as ruas de Natal e de Recife, durante o surto vergonhoso dos implantadores de credo russo, assim como na rebelião de 27 de novembro, nesta capital, com o registro de cenas de revoltantes traições e até de assassinatos frios e calculados de companheiros confiantes e adormecidos”.
Finalmente, fica o alerta!
Os comunistas, desde que se organizaram no Brasil, não pararam um só momento de conspirar contra a democracia, dentro do entendimento de que só a ditadura do proletariado é o único regime capaz de solucionar todas as questões sociais da humanidade. Ao longo dos tempos mudaram de estratégias e táticas. Hoje estão no poder por força do voto universal e buscam se perpetuar no poder pela compra das mentes de políticos e autoridades dos diversos organismo existentes no País.
A Revolução Comunista está em pleno andamento e, acreditem, o palco está praticamente armado.
Ou você é daqueles que acreditam que o comunismo morreu?
Aluisio Madruga é autor dos livros: Guerrilha do Araguaia – Revanchismo – A Grande Verdade e Documentárioa –Desfazendo Mitos da Luta Armada
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