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Uma boa lição para todos

 

Produzido por Ternuma Regional Brasília

  Pelo Gen Bda R1 Paulo Chagas


 

A nota do Alto Comando mostra que o Exército é uma instituição viva e participativa, interessada em assegurar a paz social e o respeito à lei e à verdade histórica.

O livro “Direito à Memória e à Verdade” não é, nem poderia ser, o relato da verdade e jamais poderia ostentar a chancela de versão oficial dos fatos. Sua publicação foi uma inoportuna e descabida antecipação do julgamento que só o passar dos anos fará justiça.

O desconhecimento da ética profissional militar, por parte do Sr Ministro Nelson Jobim, levou-o a imaginar que aos soldados cabe suportar até a afronta de seus superiores hierárquicos. Ao contrário do que ele possa pensar, erra quem afronta e muito mais quem a suporta cordeiradamente.

Se pesquisasse os regulamentos castrenses constataria que o princípio da obediência está condicionado ao honesto exercício impessoal da autoridade legal. Não é legal afrontar os subordinados, como também não é legal submeter-se a indivíduos que exerçam indevidamente a autoridade de que estão investidos.

            O livro em questão, cujo lançamento oficial é a fonte de toda a polêmica, dá uma versão unilateral de fatos recentes da nossa história, ainda quentes e cheios de mágoas por parte de seus protagonistas. Sua publicação e distribuição, portanto, somente seria justa e correta, se fosse acompanhada de outras versões, expostas em livros como: “A Verdade Sufocada”, “A Grande Mentira”, “Rompendo o Silêncio”, e outros.

            É cedo para interpretar e apresentar com isenção uma versão oficial da história de uma guerra fratricida, assim como é inconcebível imaginar que o Exército de Caxias possa mudar suas convicções ao sabor de conveniências ideológicas ou da vontade de governos de ocasião.

            A polêmica e as reações geradas pelo lançamento do livro e pela atitude arrogante do Sr Ministro são provas cabais da inoportunidade de ambos.

A atitude firme e ponderada do Alto Comando reafirma a maturidade, o preparo e a disposição do Exército para cumprir e assumir as responsabilidades que lhe incumbe a sociedade no texto constitucional.

Foi uma boa lição para todos. O Ministro pode apreciar a verdadeira dimensão de seu poder e aprendeu que a liderança militar é algo consentido e intimamente associado à humildade. A sociedade comprovou que pode continuar a confiar no bom senso e nas atitudes dos homens a quem confia o último recurso da razão. O Governo, por sua vez, deve ter aprendido que o Exército é “disciplinado, mas não está morto”.

Uma boa lição para todos

 

Produzido por Ternuma Regional Brasília

  Pelo Gen Bda R1 Paulo Chagas


 

A nota do Alto Comando mostra que o Exército é uma instituição viva e participativa, interessada em assegurar a paz social e o respeito à lei e à verdade histórica.

O livro “Direito à Memória e à Verdade” não é, nem poderia ser, o relato da verdade e jamais poderia ostentar a chancela de versão oficial dos fatos. Sua publicação foi uma inoportuna e descabida antecipação do julgamento que só o passar dos anos fará justiça.

O desconhecimento da ética profissional militar, por parte do Sr Ministro Nelson Jobim, levou-o a imaginar que aos soldados cabe suportar até a afronta de seus superiores hierárquicos. Ao contrário do que ele possa pensar, erra quem afronta e muito mais quem a suporta cordeiradamente.

Se pesquisasse os regulamentos castrenses constataria que o princípio da obediência está condicionado ao honesto exercício impessoal da autoridade legal. Não é legal afrontar os subordinados, como também não é legal submeter-se a indivíduos que exerçam indevidamente a autoridade de que estão investidos.

            O livro em questão, cujo lançamento oficial é a fonte de toda a polêmica, dá uma versão unilateral de fatos recentes da nossa história, ainda quentes e cheios de mágoas por parte de seus protagonistas. Sua publicação e distribuição, portanto, somente seria justa e correta, se fosse acompanhada de outras versões, expostas em livros como: “A Verdade Sufocada”, “A Grande Mentira”, “Rompendo o Silêncio”, e outros.

            É cedo para interpretar e apresentar com isenção uma versão oficial da história de uma guerra fratricida, assim como é inconcebível imaginar que o Exército de Caxias possa mudar suas convicções ao sabor de conveniências ideológicas ou da vontade de governos de ocasião.

            A polêmica e as reações geradas pelo lançamento do livro e pela atitude arrogante do Sr Ministro são provas cabais da inoportunidade de ambos.

A atitude firme e ponderada do Alto Comando reafirma a maturidade, o preparo e a disposição do Exército para cumprir e assumir as responsabilidades que lhe incumbe a sociedade no texto constitucional.

Foi uma boa lição para todos. O Ministro pode apreciar a verdadeira dimensão de seu poder e aprendeu que a liderança militar é algo consentido e intimamente associado à humildade. A sociedade comprovou que pode continuar a confiar no bom senso e nas atitudes dos homens a quem confia o último recurso da razão. O Governo, por sua vez, deve ter aprendido que o Exército é “disciplinado, mas não está morto”.