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Ternuma-Bsb TAMANHO NÃO É DOCUMENTO Produzido por Ternuma Regional Brasília Por Agnaldo Augusto Del Nero – Gen Div Ref Desde a adolescência ouço dizer que “Tamanho não é documento” e, clama a sábia exigência do brocardo, “quanto maior a escada maior a queda” e esse axioma parece-me verdadeiro em todos os sentidos, para pessoas e documentos. Não tive ainda acesso ao “extensivão” (500 folhas) – “Direito Memória e à Verdade” - e esse comentário preliminar, que é minha reação inicial, baseia-se em informação de uma comentarista de TV, segundo a qual nesta “memória oficial”, apresentada com a costumeira pompa no Palácio presidencial, não constam os crimes cometidos pelos terroristas. Que verdade é esta? Que Memória capenga é esta que privilegia um lado só? Foi bom ter ouvido essa notícia dada por uma jornalista que me pareceu neutra, imparcial, pois de qualquer forma, tinha a convicção prévia que tal “obra” seria mais uma Grande Mentira. Uma muleta de uma perna só, mais uma peça da Mitologia Histórica que as esquerdas radicais, perdedoras e revanchistas vêm escrevendo, em relação a um período crucial de nossa história. De antemão sabia que um ministro que pertenceu a uma das mais violentas organizações subversivas, defensora e praticante de atos terroristas, matando alheios inocentes, executante de crimes hediondos, não teria a coragem de veicular a verdade. Essa minha certeza foi adquirida em anos de estudo dos relatos fabulosos dos comunistas, em relação às suas frustradas tentativas de tomada do poder em nosso país. Tenho provas fundadas, a começar pelos relatos do famoso historiador marxista e militante comunista Eric J Hobsbawm1, de que os “intelectuais” comunistas, em benefício da “causa” mentem escancaradamente com a maior desfaçatez, não se envergonham. Ademais, Lênin foi quem lhes ensinou que a verdade é um preconceito pequeno burguês, uma mentira é bem aceita quando contribui para o fim desejado. É esperar para ver se nessa história fabulosa consta os assassinatos de inocentes sentinelas, gerentes e guardas de banco, o do inocente major alemão morto por ser confundido com o boliviano Gari Prado, para vingar a morte do “Che”, o assassinato do industrial Henning Boilesen, do major José Júlio Toja Martinez, do delegado Otavio Moreira Júnior. O assassinato cruel, por esfacelamento do crânio a coronhadas do tenente PM/SP Alberto Mendes Júnior e dezenas de outros Assaltos e seqüestros.Talvez o Sr Paulo Vannuchi não tenha pleno conhecimento desses crimes. Todavia, espero ver se o assassinato de Márcio Leite de Toledo, companheiro militante de seu partido, a ALN, catalogado com a cínica denominação de “justiçamento” é revelado. Este episódio ele deve conhecer em detalhes e, se for ocultado, será para mim o parâmetro para avaliar essa “coisa”, produzida nos porões do Planalto. O Exército já perdeu oportunidades demais para que a verdade, baseada em informações imparciais, até porque não tinham qualquer objetivo político, fosse revelada. Já contemporizou demais em respeito à democracia pela qual lutou, mas não pode permitir que sua memória seja mais uma vez enxovalhada pelos revanchistas que gravitam em torno do Palácio. Tem que reagir. Creio que o não comparecimento dos Comandantes das Forças Singulares ao lançamento da “coisa” foi uma reação, que se coaduna com a honra militar. Foi uma atitude gratificante para todos nós. Mas é muito pouco. O Ministro da Defesa afirmou, segundo a imprensa, “por meio de sua assessoria, que os comandantes das Forças nem haviam sido convidados para o lançamento”. A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, por seu lado, informou, ainda segundo noticiou a imprensa, que “os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica haviam sido convidados para a solenidade. (O ESP de 30/8 pag. A15) É preciso esclarecer esta dúvida. É importante. Precisamos parar de ser ingênuos, pois ela desqualifica a atitude firme dos Comandantes. “Nem haviam sido convidados”. Precisamos estar atentos aos procedimentos dos homens no passado, saber do que são capazes e ter cuidado. O Alto Comando do Exército reuniu-se nesta tarde. Aguardemos. Ninguém está pensando em virar a mesa. Mas reagir é preciso e reagiremos à impostura. Pela verdade estamos implorando há tempos. A culpa maior é nossa. Mas temos que pensar sobre o efeito que essas versões distorcidas exercem sobre nossa mocidade. Que moral terão os militares sobre seus jovens subordinados se esses aceitarem as versões que os revanchistas têm veiculado. ` O grave, meus amigos, é que essas histórias fabulosas produzidas pelos nossos comunistas vêm sendo difundidas em livros e publicações, de forma esparsa, embora encontrando bom apoio editorial e agora essa mentira patrocinada pelo Governo terá, por certo, ampla difusão, ironicamente custeada com nossos recursos e chegará às universidades envenenando a nossa mocidade. É preciso parar com essa idéia de querer parecer bom moço, equilibrado, de só olhar para frente. Sim, neste particular, vamos olhar para frente quando a verdade vier à tona. Enquanto tiver um olho, reagirei e batalharei por ela. Repito ditado russo citado por Soljenitsin, que me agrada:É preciso parar com essa idéia de querer parecer bom moço, equilibrado, de só olhar para frente. Sim, neste particular, vamos olhar para frente quando a verdade vier à tona. Enquanto tiver um olho, reagirei e batalharei por ela. Repito ditado russo citado por Soljenitsin, que me agrada: “Não se deve... não se deve remexer no passado! Aquele que recorda o passado perde um olho! ... Aquele que o esquece perde os dois!”
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