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Ternuma-Bsb
Que país é este?
Produzido pelo Ternuma Regional Brasília
Por Paulo Carvalho Espíndola, Cel Reformado.
Aqui, vivemos em paz com a natureza - graças a Deus -, mas, infelizmente, somos devastados por intempéries geradas por um poder político inepto, corrupto, imoral e obsceno. Não será obscenidade ver e ouvir o presidente do Brasil defender o PT, dizendo que não existe nenhum partido mais ético e de maior autoridade moral que o Partido dos Trabalhadores? Elle disse, alto e em bom som, que os quarenta réus a serem processados pelo Supremo Tribunal Federal não têm culpa formada, porque são acusados de crimes de que elle não sabe e não viu. E vida segue e o estupor também... Ontem, a grande imprensa deu pouco destaque à nota do Exército, repudiando a adesão de Lulla e de seu ministro da defesa à contestação da Lei da Anistia. Dois dias antes, o foco da mídia concentrou-se nas bravatas de Nelson Jobim, ameaçando, não sei com qual autoridade, de retaliar os militares que reagissem ao tsunami revanchista e ideológico. O Exército da ativa reagiu; os militares da reserva mostraram a sua indignação ante as bravatas do ministro, e a calmaria pareceu voltar. Ledo engano... Hoje, ao ler o noticiário da imprensa, deparei-me com um outro fato grave. Segundo publicaram, Nélson Jobim foi sócio do escritório de advocacia do advogado de Renan Calheiros e que teria estado na casa do enlameado presidente do Senado Federal em reunião secreta, mas não tão secreta assim. Seria mera reunião para tratar de coisa políticas do PMDB, que dá suporte a esse governo? Se foi, porque o sigilo da reunião? O quê tem a fazer o ministro da defesa com gente desse jaez, mormente neste lamaçal que envolve o Senado? Ele deu conhecimento à Forças Armadas das suas intenções, uma vez que o seu cargo, segundo ele, lhe empresta a condição de “comandante”? Comandante de quê? O porta-voz de bravatas políticas de uma gente que, há tempos, promete o reaparelhamento das Forças Armadas? Homem que está mais preocupado com ações politiqueiras, sem ter conhecimento que seu cargo é de Estado e não de governo? Assim; as coisas prosseguem. Até a semana que vem, quando novos furacões virão. As bolsas esmolas, entretanto, continuarão a sustentar novas intempéries. Como já disse antes, é o Brasil do meu Deus. Resignemo-nos, apesar dos nossos protestos.
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