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1964 pertence à
história
Ternuma Regional Brasília
Luiz Carlos Loureiro.Cel Res
Com as palavras acima o Comandante do Exército respondeu aos repórteres, semanas
atrás,acerca do discurso de despedida do serviço ativo proferido pelo Gen
Cesário.Afinal,porque 1964 pertence à história?Inicialmente, porque já se
passaram 45 anos.São quase duas gerações completas e tempo suficiente para
reflexões desapaixonadas.
Revolução ou golpe?Pouco importa porque o primeiro termo identifica uma
transformação radical nas estruturas e o segundo a tomada do poder pela força e
aqui, cabe enquadrar, não só a força militar mas a do povo que clamava pelo fim
da baderna conduzida intencionalmente pelo governo,que era comprometido com a
quebra da ordem institucional.Para todos os que não viveram esse período
recomendo uma visita aos arquivos públicos ou às páginas virtuais,onde se pode
ler os jornais da época.Melhor seria denominá-la de Contra-Revolução preventiva
que afastou os comunistas que já estavam no poder mas,ainda,faltava-lhes o
governo.O movimento apoiado pela sociedade foi vitorioso,sem derramamento de
sangue e,a partir daí,ocorreu a retomada do crescimento econômico e do
progresso,dentro de Planos Nacionais de Desenvolvimento,que hoje são saudados
pelos antigos oposicionistas como méritos do período pós-64.
Recentemente houve um intenso debate público entre leitores, jornalistas e
renomados professores, acerca do que foi publicado num editorial do jornal Folha
de São Paulo ao comparar os governos militares do Brasil com os de outros países
da América Latina, classificando-os como uma “ditabranda” .Este fato também
explica a oportuna resposta do Gen Enzo ao deixar para quem se detenha a estudar
esse período da vida nacional,onde houve uma intervenção no processo político,
mas não deixou de haver eleições e Judiciário,Congresso e Imprensa
funcionaram,livremente,na maior parte do tempo.Cerca de 300 pessoas perderam a
vida nos confrontos havidos contra a ordem legal,num ciclo aproximado de 20
anos,cujo auge foi entre os anos de 1968 e 1974 quando o terrorismo armado
seqüestrou , assassinou e roubou,além de criar um foco guerrilheiro no sul do
Pará.
Finalmente é preciso dizer que os militares são uma parte da sociedade
brasileira e estão em sintonia com os ideais de paz, progresso e liberdade. O
pensamento militar brasileiro vem sendo trabalhado e atualizado nos
Estados-Maiores da Forças e nas Escolas que formam os doutores em ciências
militares. Seminários, congressos e palestras são acompanhados pela comunidade
acadêmica e pela mídia.Bancos de dados e a internet são também excelentes opções
para historiadores e pesquisadores que queiram saber um pouco mais,para informar
melhor.Na certa foi o que aconteceu com os editorialistas do jornal paulista.
Luiz Carlos Loureiro.Cel Res/Ex-Cmt 25ºBC 1998/2000